berlenga


Na minha juventude, costumava acampar com os amigos em dois locais, numa praia da costa alentejana e na Berlenga

Saudades desta paisagem, que vontade de voltar à Berlenga, acordar com o barulho ensurdecedor das gaivotas, aquecer a comida enlatada ao sol (granda manjar), abrir as bebidas em lata que se tinham escondido na areia, o alívio de ver partir o último barco de turistas ao fim do dia e o silêncio! o silêncio, com fundo de mar e gemidos de gaivotas!

as cantorias na praia à noite...

voltar à água e nadar ...

E eu que já nem gosto de acampar, hoje não consigo esquecer aqueles mergulhos para a água gelada e límpida, magnífica.

Comentários

Squeezy disse…
ois n, n fui de férias..mas antesa tivesse ido..

as recordações da juventude são sempre as melhores, quer tenhamos 16, 25, 45 ou 65..n axas?
duende disse…
Há locais inesquecíveis. A Berlenga é um deles. :)
Cristina disse…
squeezy
em qualquer idade,
o que faz estas recordações diferentes é que hoje já não seria capaz de ir acampar e muito menos sem água doce. mandavam-nos de peniche umas garrafas de vez em quando, lavava-mo-nos lambusando o corpo com gel para depois mergulhar e por aí..
Cristina disse…
duende
é mesmo, sabes o que ainda parece que ouço as gaivotas, pareciam bebés a gemer de manhã.
Anónimo disse…
O que mais me ficou dessas experiências foi a noite na praia. A inevitável fogueira, violas, canções. Todos alinhavam,mesmo os menos afinados. Quanto mais copos, melhores os coros. Wish you were here; Venham mais cinco; Maria Faia; Canto moço; Once I was (quem se lembra do Tim Buckley?) Canção de um marginal do século XIX; O primeiro dia (do resto da tua vida); Mr. Tambourine man; Yesterday; As tears go by; Satisfaction; Espectáculo; Cnanson pour l'Auvergnat; Le plat pays; Morninh has broken - e isto é só uma pequeníssima amostra. E o mar, sempre o mar. Por vezes, uma brisa quente. E os petiscos? Como no caso do velhote cuja mulher, coitada, estava doente, de modo que estava ele a cozinhar e só podia oferecer-nos (a dez almas esgalgadas de fome, para não falar dos corpos...) uma "sopinha de feijão". Vai-se a ver, era uma feijoada das antigas, a que não faltava nenhum dos matadores. O homem era santo. Se não era, canonizem-no já! E rematou com queijo e marmelada para quem quisesse, mas dos bons!
Ah, saudade! :)))
Cristina disse…
esfomeadosnimium

ainda está tudo na ponta da lingua, ein?
tive uma experiência dessas em porto covo. houve um pescador que adoptou o grupo dos famintos e fez-nos muitas e deliciosas caldeiradas, levava-nos à pesca e tudo :)) e à ilha do pessegueiro :))
Anónimo disse…
eu acredito que n conseguia la ficar... devia ser, tb, uma chuva de líquidos!...
Cristina disse…
guevara

lolol
bombardeamentos frequentes. mas pior que isso, eram os ataques à bicada se nos aproximavamos dos ninhos :)
Paulo Figueiredo disse…
NÃO CONHEÇO
NUNCA CONSEGUI QUE NINGUÉM ME ACOPANHASSE
MAS AINDA SONHO COM ISSO E ESPERO REALIZAR
Cristina disse…
paulo
não é dificil, peniche é perto.
se é com medo de vomitar pelo caminho lol, procura um barco pequeno no turismo, nesses ninguém enjoa :)
easy disse…
também não sabia que gostavas daqueles lados...eu afinal, devo confessar, não sei nada!
Passei "anos" de férias no Baleal e arredores (incluindo os arredores marítimos!) Bons tempos...
1 beijo
easy
Cristina disse…
easy
vês o que faz a falta das visitas?

o baleal era uma das praias das férias grandes, já disse por aí que as raízes estão em Óbidos :)

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