maus tratos infantis

Especialistas em maus-tratos infantis defenderam na Assembleia da República (AR) a criação de uma base de dados que cruze informações de hospitais, escolas, e outras instituições, para identificar os casos de crianças em risco.
«Não existe em Portugal um instrumento padrão de recolha de informação sobre crianças maltratadas, que permita caracterizar a população que é vítima de formas de negligência» (notícia Expresso)
A forma mais visível e mediática de maus tratos infantis é-nos dada pela criança que entra ferida no hospital vitima de agressões corporais, de abandonos intencionais temporários ou permanentes e de abusos sexuais.
Mas,"a arte de mal tratar" vai muito além deste fenómeno, constituindo um quadro pleomórfico que agrupa muitas outras formas de abuso e negligência que no mínimo significam a ausência de cuidados e de protecção, adequados e proporcionados.
Falo da criança que apresenta sinais de disfunção, de privação de alimentos ou medicamentos em caso de doença, que não comparece às vacinas, que falta à escola, que sofre maus tratos psíquicos traduzidos em hostilidade verbal crónica, desprezo, crítica sistemática, ameaça de abandono ou constante bloqueio das iniciativas de interacção infantil, da exposição a distúrbio mental ou alteração comportamental por parte dos pais e educadores, como uma forma igualmente violenta no campo da privação de afectos e cuidados.
Neste sentido, atendendo à diversidade de situações e obrigatoriedade de envolvimento de várias entidades, é fundamental esse cruzamento de informação, sem o qual se corre o risco de nenhuma acção ser eficaz.
Parece-me ainda importante que, a notificação seja acompanhada de garantia do anonimato uma vez que o técnico -ou o cidadão comum- pode ser induzido a não se pronunciar em casos de maus-tratos por razões éticas, por medo de vingança, medo de aparecer na imprensa, temor de transtornos legais ou factores de ordem cultural.
Ou, sejamos honestos, por falta de consciência social, camuflada por uma aura de respeitabilidade familiar.
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Comentários
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Mil Bjks da matilde
muito abrigada por teres vindo contar:)))))))já lá vou ver a moçoila, uma sobrinha 'virtual':)))
parabêns, felicidades e sorte:))
MUITOS BEIJOS AOS TRÊS:)
Referente aos maus tratos...no teu dia-a-dia deves ver coisas que nos passam completamente ao lado.
De facto associamos os maus-tratos às marcas físicas e que ocorrem, predominantemente, em classes sociais desfavorecidas. Talvez por questões meramente sociais (..ou por mero comodismo), não nos damos conta que estes maus tratos são a face visível de um problema transversal a toda a sociedade.
A única diferença….no tipo de maus-tratos em que o dinheiro consegue “apagar” e esconder .
Tenho uma pessoa amiga que vive diariamente com estes problemas…muitas vezes não sabemos o que se passa na casa do lado.
Mais uma vez parabéns Riquita pelo teu Blog. Já não consigo viver sem ele.
Beijos
The Bird
atrevo-me a dizer que as outras formas de maus-tratos são a maioria. e encontramos tantas crianças que, ao contrário da sua natureza de crianças que pressupõe alegria e leveza, muitas vezes se apresentam com o olhar triste de quem já carrega meio mundo ás costas:(
custa, perceber isso.
beijos
ps- não vivas, bird:) volta sempre, é um prazer:))
eu sei...medo, mas também alguma insensibilidade, não será??
beijinho
Bj Vagabundo
duvido:)))))
estes problemas já não são novidade para ninguém...não tem havido capacidade, ou vontade para os resolver:( e não dá muitos votos:)
beijinhos
Em determinados bairros pode ser complicado ter consciência social, o medo das consequências é real.
Por isso, acredito que a via do anonimato, pode eventualmente ajudar mais essas crianças que o contrário.
Penso que os maus tratos/ abusos sobre crianças têm tido uma maior atenção da sociedade com evolução positiva nos últimos 30 anos (veja-se a diminuição da mortalidade infantil,a escolaridade obrigatória, as instituições de apoio á criança e adolescentes, as investigações sobre a pedofilia ...); Mas o outro problema de falta de cuidados e afectos é infinitamente maior e é transversal a todos os estratos sociais. Tem provávelmente a ver com a disponibilidade para ouvir e estar presente,para ter a mesma linguagem ,para prestar atenção e não ficar á espera dos chamados "sinais de alarme".
Mas também temos de considerar que as escolas oferecem muito pouco á maior parte dos alunos e quase todos se interrogam ácerca do futuro profissional.
As familías fraccionam-se em unidades produtoras de bem estar material e deixa de haver tempo para partilhar.
Quality time ?? (não me parece )
Beijos
Lola
E o mais chocante é que os responsáveis por tal decisão sairam limpinhos desta história
A tal bebida terá de ficar para amanhã.
Beijoquinha linda ;)
bem real! não se pode pedir às pessoas que denunciem estas situações deixando-os depois sugeitos às represálias:(
sei que te dei um desgosto mas, coloquei outra musica (há que ir mudando):) espero que gostes desta.
amanhã, então. beijinhos, fica bem :)
E depois são as instituições que falham,são as linhas azuis (ou de outra cor qualquer) que só funcionam das 9 às 5,enfim...é o que temos!
E é um bocadinho triste!
Beijinho
é verdade que tem havido evolução nos ultimos 30 anos como dizes, lembras muito bem a diminuição da taxa de mortalidade infantil, um dos indicadores de desenvolvimento, apesar de tudo.
quanto à partilha, pode estar ou não associada a melhores ou piores cuidados, como sabes, é a velha questão quantidade/qualidade.
beijocas
ps-já soube das novidades :(
que tudo se resolva rapido:)
lamentável. é das situações que verdadeiramente me dão vómitos:( a incapacidade do nosso sistema social para actuar em tempo útil.
o problema é que temos ums espécie de sistema WoddyAllen- não aprende com os erros.
beijihos indignados:))
Não acho que o conceito de "família" está em crise?
Será que muitos dos maus-tratos (físicos e principalmente psicológicos) não partem daí?
The Bird
Fazendo uma deriva:
Por coincidência tenho, nos últimos dias, falado de educação com amigos e colegas pais e professores. A conclusão que todos tiravam é de que agora tudo se permite às crianças não lhe impondo limites , querem jogar jogam, querem ver televisão vêem, querem mais um jogo para a Playstation a que passam agarrados horas e os pais compram. Perdem a capacidade de imaginação, tornam-se irrequietas, desrespeitadoras e sem noção dos limites e das conveniências. Na escola cada vez são mais difíceis de manter atentas. Por vezes penso que uma palmadita faria bem. :(
Concordo contigo. Chamo a isso comodismo. O pai pessoa importante (lá no trabalho até o chamam "Dr.") que chega a casa cansado...para não ouvir o filho dá-lhe a Playstation (sabes ...está cansado). Depois as crianças vão para a escola e diferenciam-se dos amigos pelo "ter" e não pelo ser (valores).
Não sei para onde iremos...
The Bird
Mas,hoje só me apetece mesmo falar de crianças bonitas e bem tratadas.... e não da necessidade que todas o sejam.
sim, a falta de consciencia e de capacidade de intervenção, já que há a ideia (real) de que te estás a meter num "sarilho" sem que isso represente a certeza da resolução do problema. ou seja, a disfunção das instituições é um factor dissuasor :)
beijinhos:))
Cilinha, nem todas as crianças são bonitas, são as feias que precisam que nos esforcemos para que tenham carinho. As outras despertam naturalmente o sorriso.
claro, a família no sentido tradicional a que estavamos habituados acabou, agora existem 'outras' famílias, sem que os pais tenham conseguido adaptar-se a esta nova realidade:)
ou seja, poucos pais sabem como harmonizar trabalho/filhos/lazer/vida conjugal/etc
há formas, mas dá uma trabalheira imensa e convenhamos requer meios que a maioria não tem:(
beijocas:)
apesar de tudo, penso que não devemos misturar necessariamente 'falta de tempo' com falta de qualidade do pouco que se tem.
esse pode ter qualidade. e a educação tb não se limita a quantidade ;)
a propósito des palmadas, não acho que façam mal a ninguém, pelo contrario...às vezes vêm na altura certa:)
beijo
pois....também faz falta falar do que se tem de bom..
beijos:) bom estares de volta:)
como cá, não há grandes diferenças:)
om beijo grande:)))
não precisas, é claro:))
beijinhos, até amanhã:)
E depois ninguém é responsável ... porque nesta desgovernação todos escapam incólumes ... o mesmo se passa com os maus tratos de que muitas mulheres são vítimas entre 4 paredes, com a falta de legislação a favor dos direitos dos animais, com o aborto, com a fuga aos impostos ... são tantos os casos que ficávamos aqui até nos fartarmos.
E no meio disto tudo parece que todo este cenário está montado para penalizar os inocentes e beneficiar os pervericadores !!!!
Fala-se muito, age-se pouco ... levam-se as coisas até ao limite na esperança que se resolvam por si ... mero engano, mera ilusão ... e o que é que temos aprendido com os erros do passado ????
Beijinhos indignados
pois, o que revolta mais é isso, a desresponsabilização das instituições quando as coisas correm mal, não há culpas de ninguem:(
tantas crianças que j+a morreram DEPOIS de já se saber que estavam EM RISCO :( lamantável...
beijinhos:))
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