
Vou directa ao assunto. Vi por aí, há uns dias, que está em curso uma petição para que os tratamento da infertilidade sejam cobertos pelas seguradoras. Que parece que não são e na verdade, não percebi porquê. Este assunto tem sido até agora tratado como um problema menor. Ora, a prevalência da infertilidade conjugal é de 15-20% da população em idade reprodutiva. A infertilidade tem aumentado nos países industrializados devido ao adiamento da idade de concepção, às infecções genitais assintomáticas, consumo excessivo de gorduras, tabaco, álcool e drogas, bem como aos químicos utilizados nos produtos alimentares e aos libertados no ar que se respira diariamente. E é uma das principais causas da inversão da pirâmide etária. Logo, não é uma questão menor, é um factor de morbilidade significativa e de perturbação social. Existem vários hospitais públicos com consultas de infertilidade, mas é sabido que a maioria dos casais acaba por optar por um seguimento na privada, tanto pela dificuldade no acesso às consultas, exames e tratamentos, como por preferirem um atendimento mais personalizado. Por outro lado, o carácter oneroso dos procedimentos tecnológicos e da medicação, inviabilizam o aumento do número de centros públicos especializados.
O que não entendo é porque é que as companhias de seguros, não contemplam este tipo de tratamentos, nos seu "produtos". Sinceramente, custa-me compreender este tipo de discriminação.
Não poderia o estado adoptar um modelo semelhante ao da França, impondo às companhias de seguros a inclusão obrigatória nos seus contratos, dos tratamentos?
Em último caso, se o estado não consegue dar resposta, deveriam estes doentes ter direito a recorrer ao centro que melhor resposta oferecer, sem custos para os próprios. É uma questão de justiça.


Comentários
não percebes os girinos? LOOOOL
são aqueles que se transformam numas rãs dificeis de aturar com'ó caraças! ou sapos...
enrascado tá sim, os blogs abrem quando querem e os comentários também...só com ditadura! lol
bacci
O problema da infertilidade que como consequência directa é responsável pela grave e preocupante, redução demográfica na Europa, é um problema deveras preocupante e para o qual, todos os estados europeus, deviam olhar com atenção redobrada.
Hoje, uma inseminação custa cerca de €5.000 e como sabes à primeira não é de vez e muita gente desiste.
Ou com seguros ou com a segurança social, os casais que pretendem ter filhos e não o conseguem pelo método secular e tradicional têem de ser apoiados.
Um abraço
Desculpa lá, mas não estás a ver bem… Não se trata de visão salazarenta, o problema é de estado, porque a redução demográfica da Europa, é um problema em grande parte político.
Na Europa é assim (!?) Em que Europa? Não te deves estar a referir aos países do norte, ou por exemplo a França, pois não?
é verdade, o que tem menos risco, é isso.
beijos
eu também acho que são uma alternativa, mais, daqui a uns anos, é o que nos resta, que não vai haver serviço nacional de saúde para ninguem.
o problema é que se querem ser alternativa, têm que cobrir os problemas de saúde todos.sem discriminação do que pode ser menos rentável, ou menos arriscado.
e se as pessoas optarem por seguros de saúde, também não me parece correcto que continuem a descontar para a seg.social
mas há uma coisa. é que podes optar por seguro, mas depois não tens à disposição tudo o que possas necessitar, há muitos tratamentos e unidades superespecializadas que só tens no estado. e assim é dificil dizer que não precisarás....
claro
mas havia uma maneira simples, que se utiliza com outras doenças, que é fazer o seguimento na privada e ser subsidiado pelo estado. eu tiva há tempos uma doente que ía todos os meses fazer uma quimioterapia experimental mas já com evidencia de resultados positivos à alemanha, paga pelo estado portugues. nao percebo porque não se há-de fazer o mesmo.
ou então obrigar as companhias a incluir nos "pacotes" de saúde a infertilidade. desde que seja feito com critério, não vejo porque não. penso que terão medo que pessoas comecem a fazer tratamentos "à maluca" que são caríssimos, só porque o seguro paga. digo eu....não sei. mas, é como tudo, tem que haver critério, como nos públicos.
beijo
Ponto 2 – O problema demográfico é mesmo um problema político e por isso a solução tem de ser política, se não for a S. Social será outra forma, ou pensarão que a esmagadora maioria do povo tem dinheiro para seguros de saúde, se pensam, estão redondamente enganados ou então não sabem o preço, e se tivermos em conta que cada inseminação custa cerca de €5.000 e parece-me que em média serão necessárias duas, tirem daí as conclusões.
Concordo quando falas de uma solução partilhada entre S.S. e Seguradoras, mas ainda ninguém sabe como será, porque as seguradoras querem o bolo todo e o estado neste momento não pode prescindir dos nossos descontos.
A Europa tenta resolver o problema com a imigração, mas será que consegue resolver o problema, e se sim, até quando?
Ponto 3 –Eu sou a favor do estado social, o problema, é que os dinheiros têem de ser bem geridos como dizes, a começar com um tecto salarial para as reformas.
Partilho a tua opinião quando dizes: quanto menos estado melhor, mas não em questões de saúde nem de educação. Aí não partilho de forma alguma.
Os reformados não são 1.500.000, acrescentem mais 1.000.000 e estarão por lá.
Porque a corrida desenfreada às reformas antecipadas de há uns anos a esta parte tem sido coisa de loucos, mas e isso parece que vai acabar.
Quando a Cristina refere que os seguros nesse caso vão ter de cobrir tudo, era bom que fosse só assim. Eu tenho um seguro de saúde para toda a família e sei bem quanto pago, mas isso, sou eu e com certeza nós, mas estamos a falar do povo português que na generalidade não pode pagar e fazer o seguimento da terapia na privada pago pelo estado, fica mais caro ainda. (ao estado, claro)
Os critérios dos seguros são simples, por exemplo e para terminar: Eu não quis que a minha taxa de seguro subisse como eles pretendiam para este ano, então eles propuseram que; por exemplo de novo, que consultas oftalmológicas que normalmente implica troca de óculos, passassem a ser feitas só de 3 em 3 anos.
As seguradoras são empresas de negócios que procuram o lucro, nunca se convençam de outra coisa. Olhem para os bancos e olhem para as seguradoras, não existem diferenças no objectivo final do negócio.
Um abraço aos dois e até amanhã.
E digo-vos é verdadeiramente um drama :(
Bjs
pois é, tanto tempo perdido....
é um drama, eu sei.
esperemos que se faça luz...
beijocas
triste - a Infertilidade. Sentimos falta de apoio e apesar do contributo dos
meios de comunicação tem sido dificil travar este problema. Pertencemos a um
fórum de discussão na net, nomeadamente o PinkBlue e decidimos elaborar uma
carta de apelo ao Governo. Temos consciência que temos uma batalha muito
grande pela frente mas decidimos não baixar os braços. O nosso principal
objectivo é acabar com as listas de espera no público e tentar que o governo
nos possa subsidiar no privado através de protocolos como faz com algumas
especialidades médicas. Se estiverem interessados em ler a carta na íntegra
poderão consultar o site abaixo mencionado.
Se nos quiserem ajudar com o vosso contributo, assinem a nossa petição e
reencaminhem aos vossos contactos:
http://www.ipetitions.com/campaigns/unidasporumacausa/
Obrigada por todas nós,
Suzana Ramalho
Tenho um Seguro particular de saude apenas para fazer analises mais rapidamente e economicamente, a ser atendida rapidamente a um preço acessivel por um medico da rede quando necessito, pois apesar do preço da apolice e suas franquias quanto a apoios quer em termos de medicamentos e tratamentos em nada apoiam. Apesar de ter uma vida mais/menos organizada não consigo economicamente submeter-me a tratamentos... assim o sonho de ser mãe poderá nunca realizar-se, pois não tenho um organismo publico que me apoie apesar dos enormes descontos que efectuo para o estado venho a constatar q só servem para dar boas condições de vida àqueles que nada fazem (rendimentos minimos, habitações (eu se quero uma pago-a ao fim do mês com o suor do meu trabalho)). Para terminar hoje está a haver um mega-encontro em Leiria de pessoas com problemas de fertilidade.