É difícil acreditar. Passou o dia 1/Abril e a noticia mantém-se. O governo quer fazer depender a saúde dos cidadãos de campanhas eventualmente feitas pelo sector vitivinícola, vi bem?...
Portugal é o quarto país europeu a apresentar a percentagem mais elevada de condutores com excesso de álcool e igual ou maior proeza em número de mortes. Incompreensivelmente, os governos têm até agora cedido à pressão dos produtores portugueses, em detrimento dos cidadãos.O valor máximo de alcoolémia permitido é 0.49, mas por mim bem podia ser 0.0. Que se lixem os produtores, a vida ter mais valor, acho eu. E quem conduzir, não bebe, acabou.
Já agora, e os acidentes em que morrem centenas de jovens à saída das discotecas onde beberam tudo menos vinho, quem os convence a não beber, as próprias? os importadores?
Irreal....

Comentários

chalimao disse…
Concordo, por mim tb podia se 0.0,
pelo menos não havia a hipótese de dizer foi só uma cerveja, não acusa nada.
Mais eu acho que a história dos produtores é tanga, é desculpa para quem não tem coragem de pôr a taxa a 0.0.
Beijocas:)
wind disse…
Acho que o governo nem devia entar em negociações. Colocava em 0.0 e mais nada! Beijos
maloud disse…
Que fundamentalismo! O problema não está no limite. 0,5 é perfeitamente aceitável, havendo países da UE cujo limite é 0,8. O problema surge, quando se ultrapassa, e ultrapassa-se vezes demais, o que a lei estipula. Se houvesse testes de alcoolemia à saída de restaurantes de estrada e de áreas e serviço de auto-estradas, muitos condutores já não prosseguiriam a viagem ao volante. Nas discotecas para além destes testes, teria de haver complementarmente testes de drogas. De certeza que o número de acidentes baixaria
LM disse…
Isto é real,não é?
Não estou a delirar?!
Ulisses Martins disse…
É "ABSOLUTAMENTE" inaceitável como diz o prepotente primeiro ministro!
Pêndulo disse…
Essencialmente somos maus condutores. Não respeitamos as normas legais e não me refiro só àquelas perfeitamente ridículas que abundam por aí.
Assim sendo a ingestão de álcool potencia esse comportamento.
Aí reside o maior problema, não nos 0,5 ou 0,8 ou 0,0.
Cristina disse…
chalimão/ana

nem mais, não é não:)

beijocas, bom fim de semana e muitos beijinhos aí em casa;)
Cristina disse…
molotv

loool, safou-se, o principe perfeito :))

baccis, grazi..
Cristina disse…
wind

nada a opôr:)))

beijinhos, uma boa semana para ti.;)
Cristina disse…
maloud

olá boa noite:)

o problema é que os nossos condutores se habituaram a "fazer contas" e julgam saber a quantidade de alcool que podem beber até chegar aos o.5. até inventam os truques mais idiotas que acham que iludem os detectores, vivemos sempre no limite, portanto.

logo, sabendo que esse limite é fácil de atingir, porque não zero? seria mais dissuasor.

quanto à vigilancia é indiscutivel..

e a interferência dos produtores? porque hão-de os produtores de vinho estar "metidos" nestas decisões? isso, francamente não entendo..

beijinho
Cristina disse…
Lm

nops! e já é dia 2 :)))))))

beijinhos, uma boa semana para ti ;)
Cristina disse…
ulisses

lol, INACEITÁVEL, concordo com ele. e contigo.

jinhos, boa semana.
Cristina disse…
pendulo

não respeitamos as regras, incluindo a de nao beber...

não me escandalizava o valor zero. acabavam-se de vez os cálculos.

depois, entre o.5 e 1, em termos de ingestão, há uma distância muito ténue. é o suficiente para se perderem reflexos, embora não haja aparentemente sinais disso.

assim, talvez as pessoas se convencessem que não beber, é não beber,ponto final
Pêndulo disse…
Brindo a tão sábia opinião.
Tchim tchim.

E agora vou conduzir-me até à caminha.

:p
José disse…
também sou a favor da tolerância zero no alcool... mas teimamos em ser um país em vinha d'alhos...
Alien8 disse…
Faço minhas, com a devida vénia, as palavras da maloud. Não há que ser fundamentalista, nem sequer me parece que a taxa 0.0 resolvesse a questão. Como dizes, Cristina, os nossos condutores-bebedores haveriam de inventar formas aparentes de iludir a fiscalização. O que é necessário é que a dita cuja seja eficiente, e se comecem a apreender cartas, e definitivamente em caso de reincidência.
Quanto à posição do Governo, anda pelas raias do surrealismo demagógico, com perdão dos surrealistas, cuja bebida até era o café. Está certo, às vezes lá ia também meia de absinto, mas aposto que depois não conduziam ;)
Beijocas.
maloud disse…
A história dos produtores é, julgo eu, fácil de perceber. No salazarismo o slogan era "beber vinho dá de comer a um milhão de portugueses". Eu tenho alguns interesses no sector, em regime de co-propriedade {as heranças metem-nos às vezes nisto}. Quem gere, não sou eu, fica sempre furioso, quando há restrições ao consumo e percebe-se porquê: o consumo nos restaurantes baixa drasticamente. Ora os nossos restauradores são pouco criativos. Os da região de Bordéus propõem aos clientes levarem, depois da refeição, o que sobra da garrafa. Não estou a falar de tascas, mas de restaurantes com direito a figurarem no Michelin. Combatem desta forma a quebra na facturação, porque a garrafa de vinho é percentualmente importante nos lucros. O governo receia os produtores, mas também a restauração. Ou já esquecemos a gritaria, quando o Guterres anunciou que passava para 0,2?
Unknown disse…
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Unknown disse…
Foda-se, como é possível haver tantos ditadores intolerantes, vocês nem em vossas casas deviam mandar. Quem tem mais acidentes mortais apresenta taxas de álcool acima do 1.3, portanto metam a tolerância 0 no cu. Eu, que gosto de beber um copo ou dois á refeição e não tenho dinheiro para pagar a um motorista, passo a ser abstémio, muito parecido com besta, e bebo água com uma bela feijoada, só porque os deputados e os betos tem guito para pagar a um motorista. Conduzo á 18 anos e nunca bati com os copos, no entanto já fui apanhado várias vezes acima do 0.0 e abaixo do 0.49. Esta merda desta lei é só para sacar mais nota a quem anda na estrada descansadinho.
Cristina disse…
pendulo

tá a chegar a hora da cindrela :p

b'jocas
Alien8 disse…
Redof,
Por essas e por outras é que andas às avessas, pá. Pois é.
Cristina disse…
josé

não tenho nada contra o vinho, muito pelo contrario...e até tenho pena que não seja valorizado como merece. o bom.

tolerância, são outras contas.

bj
Cristina disse…
alien

lool, grande resposta;)

repara, é óbvio que se todos os bebedores soubessem beber até 0.5, estavamos conversados....mas não, como sabes, vão até ao limite e a maioria das vezes ultrapassam-no.

se soubessem que qualquer valor era detectado, deixavam de fazer cálculos. mas tambem, nem sei se isso é razoável (o.o), provavelmente não...

bjinhos
Cristina disse…
maloud

é exatamente dessa reação que falei, mas há uma coisa que para mim é perfeitamente inaceitável, o governo deixar-se influenciar num assunto que implica a poupança de vidas, o poderio da produção e da restauração não pode sobrepor-se.

há dados cientificos que provam que determinados valores, implicam efectivo risco. isso para mim devia ser completamente inegociável....como bem diz, arranjem alternativas, de modo a que o negócio não sofra grandes danos. ou convençam-se as pessoas que numa jantarada, alguem vai ter que beber sumos, ou água.

beijinhos
Cristina disse…
redof

consegue saber exatamente o que pode que beber até atingir os 0.5?? sabe em que circunstancias há melhor ou pior absorção de álcool?
se diz que ja foi "apanhado" varias vezes com valores legais, provavelmente, noutras vezes deve ter tido sorte em não ter encontrado policia.

coma a feijoada e beba um bom vinho...de preferencia sem ser em viagem, se me permite.

obrigada por ter dado a sua opinião.

saudações.
Cristina disse…
kami
pois não, acho que não tem mesmo nada a ver...
boa noite,

e...baccis, muitos.
Manel disse…
Fundamentalismos, não obrigado!
É mesmo uma questão cultural, e não é o vinho a mãe de todas as bebedeiras, como parece que se quer mostrar.Conheço jovens que aprenderam a apreciar vinhos, a distinguir castas e regiões, mas são poucos os que conheço, assim como poucos são os adultos da minha geração que atingem esse saber.
Como tenho conhecimento através de amigos que trabalham em urgências hospitares, do que se passa com os jovens envolvidos em acidentes, parece-me que a redução da taxa de alcoolémia para condutores talvez fosse a medida mais acertada sobre o ponto de vista de prevenção.
O loby contra, é mais o negócio da noite, que o produtor de vinho.
Declaração de interesse: Cá o Manel é um apreciador de vinho Bairrada /Baga .
Cristina disse…
manel

concordo consigo...

e para mim, frutados. ou alentejanos ;)

beijos

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