Apesar de três vezes mais ricos do que nos anos 50, os britânicos são hoje menos felizes



Numa pesquisa de opinião encomendada pela BBC, a proporção de pessoas entrevistadas que disseram ser "muito felizes" caiu de 52%, em 1957, para 36%, havia mais felicidade na Grã-Bretanha do pós-guerra do que na actual, sugerindo que o aumento da riqueza não tornou os britânicos mais satisfeitos com a própria vida; à semelhança de outros países desenvolvidos, que, apesar de terem tido grandes aumentos de riqueza, têm registrado níveis de felicidade praticamente inalterados nos últimos 50 anos. (o patamar parece estar nas 10 mil libras por ano ).
A maioria dos entrevistados, disse que os relacionamentos são o factor mais importante para a sua felicidade, apenas um pequeno número dos entrevistados disse falar com os seus amigos próximos todas as semanas.O estado civil também parece ser um fator determinante na percepção de felicidade das pessoas, com os casados aparentemente mais satisfeitos (metade dizem-se felizes, dos solteiros só um quarto).
Em segundo lugar, ficou a saúde.
Também perguntaram às pessoas se o principal objetivo dos governos deveria ser tornar o país mais feliz ou mais rico e a resposta foi surpreendente: 81% disseram que a felicidade deveria ser a meta, contra 13% que disseram ser mais importante privilegiar a riqueza.
[Via BBCBrasil]

"Medidas de riqueza ou saúde não contam toda a história sobre como uma sociedade como um todo vive. Uma medida que mostre como as pessoas gastam seu tempo livre e como avaliam as suas experiências pode ser um indicador muito útil de bem-estar", diz Kahneman, psicólogo, Prêmio Nobel de Economia em 2002.

Se tiverem paciência, a ler, Dando prioridade à felicidade nacional .

Comentários

wind disse…
Desculpa, mas hoje estou cansada para ler muito:( Quanto ao que editste, o que me chama a atenção é que me parece é que na Europa se generaliza que as pessoas estão a dar mais importância à felicidade que à riqueza, paradoxalmente:) beijos
Parrot disse…
Ai, se fossem só os Britânicos.....
Mas desde quando tem uma coisa a ver com a outra????

Ai quem me dera ser um rico Feliz, por agora vou-me contentando em ser pobre....Feliz. :)))))

Bjs
Cristina disse…
wind

só quer dizer, quanto a mim que na maioria têm satisfeitas as necessidades básicas...alias, é muito curioso que o estudo tenha estabelecido um patamar :)) a partir do qual, se procura a felicidade, antes disso, há outros objectivos

beijinhos
Cristina disse…
Parrot


loooooooooooooool, mas se fosses rico, não te ajudava a ser feliz? ;) diz lá, a serio...

jinhos
Parrot disse…
;-)

Ai não, se não ajudava.......
durante um ano escrevia post's de todos os continentes...
lol

Bjs
Alien8 disse…
Serve para mostrar que as pessoas, afinal, ainda têm alguma consciência das verdadeiras prioridades. Só não acredito na antítese riqueza-felicidade, não nestas sociedades, onde dificilmente se pode ser feliz sem que as tais necessidades básicas estejam satisfeitas. Uma última ideia: acredito que, com o passar dos anos, o nível de exigência das pessoas aumenta: a fasquia está hoje seguramente mais alta do que em 1957. Faz-me lembrar a inflação e as comparações de preços...
Beijos, Cristina.
PortoCroft disse…
Cristina,

Quer-me parecer que, como diz o alien8, o nível de exigência das pessoas aumentou desde 1957.

Mas, uma das coisas que mais infelicidade, comprovadamente, provoca aos britânicos é o alto grau de endividamento das famílias. É dos países com maior nível de endividamento das famílias, no mundo.

O bem-estar passa muito por aí também. ;)
Manel disse…
Cara Cristina,

Não me considero infeliz e muito menos feliz, pois a felicidade não existe.
Não procures o que não existe. Goza os bons momentos e aguenta os maus. Eu faço um esforço nesse sentido, e nunca responderia a um inquérito em que a pergunta principal é mal formulada.
Cristina disse…
portocroft

claro, até porque nessa altura havia outras prioridades...e apesar de terem menos, o que acabavam de conquistar era motivo de satisfação suficiente.´agora, satisfeito o basico, a felicidade começa a depender de outros pormenores..

beijinhos
Cristina disse…
manel
não existe?? claro que existe. é dificil, rara, inevitavelmente temporária, mas existe.

e não fui eu que procurei...

qual seria a pergunta bem formulada?

beijos
Manel disse…
Não existe a felicidade. Há é uns momentos felizes, raros mas bons.
Agora a procura desse momentos não está no poder de compra, mas é uma coisa interior.
A cada curto momento bom a que podem chamar de feliz, se contrapõe o equilíbrio de outros de sinal contrário.
A pergunta sobre a felicidade não deve ser colocada, mas sim se tens procurado a tua liberdade.É nessa procura que encontrás momentos irrepetíveis, e a tua vida estará na tua memória.

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