Procriação Medicamente Assistida (PMA)

A Comissão Instaladora da Associação Portuguesa de Infertilidade (CIAPI) considera "inaceitáveis" os compromissos feitos entre partidos para a criação de legislação sobre Procriação Medicamente Assistida (PMA) e acusa-os de estarem a criar discriminações entre pessoas inférteis.Os recentes compromissos entre partidos dentro da comissão parlamentar de saúde, grupo de trabalho que está a discutir a futura lei, deixaram os membros da CIAPI "num estado de pura consternação".PS e PSD defenderam que no que diz respeito ao apoio do Estado, na questão da PMA, deverá cingir-se unicamente aos casais que necessitem de recorrer a estas técnicas, deixando de fora as mulheres solteiras que pretendam ser mães, constituindo uma discriminação oficial entre homens e mulheres - porque os homens podem ser dadores de sémen, mas as mulheres não podem ser dadoras de ovócitos - e entre as mulheres casadas e as mulheres não casadas.
[via público]
Concordo completamente. É uma discriminação inadmissível em relação às mulheres, repare-se, não casadas. Partindo do princípio que nenhuma mulher recorre à PMA sem profunda reflexão, assumidas as condições de ter e criar um filho, parece-me extremamente injusto que lhe seja negada essa possibilidade, nem sequer consigo imaginar quais serão os fundamentos de tal decisão, a ser concretizada.


Comentários
Portanto:
- Tudo casadinho.
- "ver televisão e viajar na net" ... nem pensar!
- E ... deitar cedinho !
O resto, adivinha-se ...
Mas, embora ache absolutamente injusto, não consigo deixar de ficar feliz pelos casais que, pelo menos eles, vão passar a ter mais apoios.
Numa Europa da qual fazemos parte
é inadmisivel uma vergonha destas no nosso Pais.
há muito a aprender,na Alemanha por ex. as Maes solteiras sao ajudadas em tudo,o que eu acho correcto,mas nós Portugueses em coisas destas andamos ainda uns aninhos atrás,enfim!!!!!
Gostei da tua observacao,pois vós mulheres sao, e vao ser sempre as projudicadas num Pais onde o Governo nao faz nada para vós.
Bjs:0)
Bjs
Eu mexi-me para ter ajudas do Estado e até consegui,só que a maioria das pessoas acomoda-se e não se mexe...e nada mais acrescento.
Beijoss :)
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Os estímulos em Portugal são regra geral pela negativa. Exº: Não se premeia quem tem mais filhos, não.
Pune-se quem os não tem.
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Mãe solteira !??? Qué isso ???
Ter sucesso é entre outras coisas ser-se casado (mesmo que se seja infeliz).
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Apesar de o debate estar a ser extraordinariamente interessante, como sempre acontece, no ContraCapa, não posso, ou não devo, ou não quero,... ir mais além, sobre o que eu penso e que gostaria de dizer aqui abertamente.
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Contudo, devo relevar, que a minha experiência de vida diz-me que uma mãe solteira, e que portanto, assegura a educação dos seus filhos, plenamente só, nunca poderá ser Mãe e Pai, ao mesmo tempo.
Poderá até ser uma SUPER-MÃE.
Mas o lugar do Pai ficará sempre vago.
Uma lacuna afectiva no masculino (a paterna), e que inevitavelmente terá consequências na estrutura emocional e psíquica dos filhos.
Desiluda-se quem pense, que pode assumir os dois papéis.
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uma abraço a todos.
Diana F.
bjs
Eu sou MÃE DIVORCIADA, não sou MÃE Solteira e desculpe que lhe diga mas está a substimar todas as Mães que não têm o Pai dos filhos presentes na vida deles, seja por se separarem ou seja por morte dos mesmos e elas são obrigadas a assumir o Papel do Pai, sem que isso traga consequências na estrutura emocional e psiquica dos filhos. Não pense que é fácil a minha tarefa e que gosto da situação em que vivo de ter o Pai da minha filha a milhares de quilometros de distância e que a vê de 6 em 6 meses, eu tento contudo que ela sinta a presença do Pai nem que seja através de fotografias que lhe mostro a toda a hora.
Kaos que bom que os seus filhos vos têm aos dois :), acredite que eu já assumi todas as responsabilidades sozinha e não foi por opção minha mas sim porque a minha filha é o bem mais precioso que tenho e não tenho receio de arregaçar as mangas
Desculpem lá o meu discurso longo sim!!
Beijos
concordamos, então:)
beijo
Touché
Ora bem, partamos do princípio que ter pai e mãe é importante. disso ninguém tem dúvidas, acho.
as duas figuras são importantes e são dificilmente substituiveis por outros.
agora, a qualquer preço? nunca, na minha opinião. mil vezes preferivel famílias monoparentais funcionantes que familias tradicionais problemáticas.
a nossa sociedade já se vai habituando a esta realidade e as crianças, tanto quanto me é dado observar, não sofrem especialmente com isso, aliás, adaptam-se muito melhor que os adultos em várias circunstâncias.
aqui, parece-me que há outro dado importante, um filho resultante de uma PMA, não é propriamente um filho do "acaso" ou um filho não desejado. quem opta por esta via, já com certeza se preparou cuidadosamente para isso, tem portanto muito mais possibilidade de oferecer uma infancia feliz afectivamente e materialmente. e tem habitualmente muito mais cuidado em colmatar eventuais falhas que casais "normais" que as assumem como dados adquiridos, erradamente.
mais, exige-se de pessoais individuais qualidades, caracteristicas, que não se questionam em casais "normais", e se calhar se devia, veja-se por exemplo a obstinação da assistencia social em levar até às ultimas consequencias a aposta na "família", por vezes com consequencias dramáticas.
que é dificil, é. mas ninguem diz que a vida é fácil seja com mãe, com pai, ou com os dois.
que se avalie se a pessoa em causa não toma a decisão levianamente, concordo. mas que se lhe negue essa possibilidade à partida, acho infeliz e extremamente injusto.
beijos
essa é a parte boa, sem duvida :)
beijinhos
tens razão, já há tempos aqui falei sobre isso. obviamente, as mulheres terão sempre um papel diferente na maternidade, mas, com maior e melhor ajuda, a sua vida poderia tornar-se terrivelmente mais facil.
por exemplo, ainda há montes de mulheres que deixam de trabalhar, e de estudar, porque se torna impossivel, conciliar a maternidade com o trabalho e muito menos com o estudo.
se estiverem sozinhas então passam horrores de dificuldades, às vezes tão evitáveis com algumas medidas simples..
beijinhos
não podemos caír no extremo oposto, às vezes depende mesmo...depende da mãe, depende do pai, depende de quem os rodeia e apoia :)
beijinhos, obrigada pela visita:)))
é muito por aí, sim!
penso que é mesmo aí que está o "bloqueio"...
jinhos
se estivessem só com um, seria diferente, obviamente com uma falta importante, mas não necessariamente dramático ou traumatizante, tudo depende de como o proprio vive a coisa, como um drama ou com alguma leveza, tentando não dramatizar e levando uma vida normal com a familia e amigos. por experiencia propria sabemos que a nossa evolução em termos de personalidade se faz, em determinada altura muito por aí, pelo grupo de amigos que nos rodeia.
beijinhos
as situações são tão incrivelmente diferentas, com um e com dois progenitores, que é muito dificil generalizar...
beijo
Elas têm o pai que escolheram. Têm os dois "progenitores" sempre presentes.
Se eu a entendo. Justamente, temos experiências idênticas.
Não falei por acaso, pena é que o que aparece escrito, não demonstre a emoção com que o faço.
Muito ficará por dizer, só possível de ler nas entrelinhas.
Nunca subestimarei essas mães, minha querida, porque eu também sou uma delas. No princípio, quando a criança era pequena, parti da ideia que eu seria capaz de fazer ambos os papéis.
Enganei-me.
Mas não faltou nada à minha filha.
"Só" lhe faltou o Pai.
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Há uma ressalva, que quero fazer, quando falo no Pai, não significa que Pai Biológico, tenha de ser o Pai Afectivo.
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Falaram aí, do irmão do pai (o tio), que passou a ser o "Pai".
Muito bem !
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Nem um, nem outro, na vida dos "miúdos" ... é que se torna um deserto afectivo, muito difícil de gerir, para nós, Mães !
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Cristina, gostei do que escreveu e subscrevo.
(e da tuché ... também)
Diana F.
Eu não falei do irmão do pai. Falei do meu segundo marido, pai biológico do irmão das minhas filhas e pai afectivo, no melhor e no pior, das minhas filhas.
Cada caso é um caso, eu respeito cada comentário que leio tb me ajuda a reflectir melhor...
Cristina querida gostava de te dar um abraço neste momento:))
Como as restantes implicações já foram amplamente discutidas, e muito bem, limito-me a chamar a atenção para quem representa, neste caso concreto, a tal moral cristã (ou não será o reaccionarismo puro e simples?) : PS e PSD.
Concordo inteiramente com a Cristina, inclusive na questão dos (dois) pais.
quando quiseres, tornamos esse abraço real ;)
por agora vai um virtual do tamalho do mundo. para a Diana também, gandes mulheres, caraças!!
obrigada por partilharem.
somos sempre muito mais fortes do que julgamos, ou que nos julgam, não nos subestimem......... ;)
beijocas, um molho delas :))
obviamente, é indiscriminada, a discriminação.
mas penso que o "medo" é precisamente esse.
jinho
Desculpe, não tinha percebido bem a relação de parentesco.
Que sorte, Maloud, que você teve (e as meninas também !).
Tudo de bom.
Diana F.
Beijinhos
grande máxima ;)
beijo
claro, parece que ter filhos, não interessa assim tanto....
lol, és um colaboracionista ;)
não é fácil.
esqueça !
(Foi um desabafo)
um abraço