A propósito dos benefícios fiscais para famílias numerosas...


será que o governo imagina que as famílias vão aumentar o número de filhos só porque até pagam memos impostos? tipo, podemos ter 4 ou 5 filhos que a partir de agora vai ser tudo mais fácil? fácil como? O que é que se considera incentivos?
O problema é que o suporte social não existe, ou é insuficiente. Em primeiro lugar, as famílias jovens vivem a maioria das vezes longe dos pais, não têm portanto o suporte para a educação das crianças, tradicionalmente oferecidos pelos avós; nem sempre é a falta de dinheiro que inviabiliza a maternidade, é o não saber quem vai cuidar das crianças. Eu, por exemplo, vivo numa localidade que não tem infantários públicos...a alteração da idade de reforma vem ajudar? Segundo, os infantários são na sua maioria privados; quais são as famílias que podem pagar 3 ou 4 mensalidades? Os benefícios passam a permiti-lo? Ou está previsto o alargamento da rede pública?
Depois, as empresas ainda não adquiriram uma cultura de apoio à natalidade; onde está a responsabilidade social? Porque que não se incentiva ou obriga mesmo, a construção de infantários nas grandes empresas?
Uma família com vários filhos, necessita de uma casa grande, naturalmente mais cara; há algum apoio do estado para essas situações? E consome mais água e luz, por exemplo, há descontos previstos?
Não tenho dúvidas que os jovens continuam a ter como prioridade ser pais, mas duvido que seja só pelos incentivos fiscais que o consigam.

Comentários

wind disse…
Cristina como é óbvio a taxa de natalidade não vai aumentar. Onde vivo também não há infantários públicos. Os casais que conheço estão a optar por ter só 1 filho, porque não aguentam a despesa e querem dar o mínimo à criança. Além do problema que falas nas empresas, vou buscar os funcionários públicos, que é o meu caso (e espero que ninguém me ataque), que também não têm estruturas ,nem apoio para colocar os filhos, só em jardins infantis particulares. Só mais uma bomba que me está atravessada há dias e tenho de a soltar: em princípio, no final desteano, TODOS os funcionários públicos que estejam ao serviço, mas não exerçam a profissão para a qual tiraram o curso (por exemplo eu, sou prof., mas não dou aulas, estou na biblioteca e computadores de uma escola), vão ser reformados por invalidez! E esta hein? beijos
maloud disse…
Wind
Sua malandra! Então funcionária pública, a caminho da reforma por invalidez! Confesse lá, qual é o handicap grave, que não lhe permite trabalhar. A gente quer saber.
Beijocas

Cristina
Venha cá a casa e procure os exemplares cuja primeira prioridade é ter filhos. Encontrou-os? Eu também não.
Bisous

Acabou o despautério ou estão à espera que se distraia, para atacarem?
Parrot disse…
Cris,
Parabéns pelo post.
Tantas interrogações....com tantas dúvidas, que também são as minhas. Eu ainda não tenho filhos, e se estivesse à espera dos incentivos.....nunca os iria ter. Como já me cansei de esperar pelos incentivos, estamos a pensar "chamar a cegonha" para o próximo ano. ;-)
Acho que em Portugal, definitivamente, não existe uma política integrada de apoio à natalidade. Para quem tem uma vida profissional é muito difícil, bastante difícil, e quer queiramos quer não, a mulher acaba por sair sempre mais prejudicada, independentemente da ajuda do homem. Vão existindo empresas com um trabalho meritório, mas ainda são poucas….a responsabilidade social não dá dinheiro, pensam eles, mas pensam mal. Claro que os jovens continuam como prioridade em serem pais no entanto, são-o cada vez mais tarde, e cada vez é mais frequente um filho por casal. Será egoísmo? Talvez, mas também em muitos casos, um acto de responsabilidade.

Beijo e boa semana
Pêndulo disse…
Ouvi dizer que quem não tem filhos vai pagar mais para a segurança social.
Fazer um filho ou um PPR eis a questão.
Eu por mim ia para o PPR que não é preciso mudar fralda.
Ou há aqui alguma voluntária para criarmos um fundo de pensão conjunto ? Dou de pensão de alimentos 75% do que terei de descontar a mais.
temos negócio ?
PortoCroft disse…
E pode-se pedir esses benefícios retroactivamente ou tenho que começar tudo de novo? ;)
wind disse…
lol maloud, eu até brincava se não fosse sério. Estou de facto incapacitada para dar aulas, por uma junta médica, mas não estou incapacitada para trabalhar. Daí a minha revolta por me quererem reformar com 42 anos! Beijos também para si maloud:)
Cristina disse…
wind

claro que não, se não forem criadas outras estruturas, não é por umas bonificações nos impostos que nem se sabe bem o que é que as pessoas tomam este tipo de compromisso....

essa não sabia...estranhíssimo:((
eu não sou funcionária publica, infelzmente ach qe vou ter que trabalhar até aos 100 anos, no mínimo loool

beijinhos
Cristina disse…
Maloud

não digo que seja uma prioridade, o que não acredito é que os jovens não queiram ter filhos, os casais que conheço com bom apoio, têm e mais que um, tudo depende do apoio com que sabem que podem contar...falo por mim, se não tivesse tido essa possibilidade, não sei se os teria tido...é muito dificil.

o despautério, espero que tenha acabado, mas ´so o tempo o dirá...e eu sempre com cuidado com toda a gente...pachorra.

jinhos
Cristina disse…
parrot

por acaso, acho que dá! se podermos optar por uma empresa que conceda determinadas regalias, a opção é óbvia, mesmo com ordenado mais baixo, tempo e tranquilidade também são dinheiro :))

beijos lindo, não penses muito senão não tens. é dificil, mas acabamos por arranjar uma solução, digo eu...
Cristina disse…
melga

a balança comercial já está suficientemente desequilibrada...por falar nisso, o melhor é começar a legalizar mais emigrantes, esses ainda estão mais "prontinhos" é só cobrar. os impostos.

bj
Alien8 disse…
As estatísticas são muito claras: a Europa está, em termos de população, a desertificar-se. Portugal tem, por outro lado, uma população com uma idade média muito elevada. A solução é, obviamente, ter mais filhos. O problema é COM QUE CONDIÇÕES. A resposta do Governo são duvidosos INCENTIVOS FISCAIS. E a nossa reacção deve naturalmente ser UMA BOA GARGALHADA. Fico-me por aqui, que a Cristina já disse o que era preciso dizer.
maloud disse…
Wind
Agora a sério. Quem vai fazer o seu trabalho? Ou eliminam a biblioteca e os computadores?
Beijocas
LM disse…
A mim só me ocorrem nomes de doenças mentais para caracterizar esta(s) medida(s) do governo.
Como já sabes.
Cristina disse…
alien

claro!! ainda que os "incentivos" fosse de modo a resolver tudo, mas já sabemos que isso NUNCA acontecerá...que tal termos ordenados iguais ao resto da europa? para viver em portugal, até acredito que fosse boa ajuda...

jinhos querido.
Cristina disse…
Lm

é o fácil...é como a proibição do tabaco, soa bem e dá pouco trabalho ;)

jinhos guapa!
wind disse…
maloud, quem vai fazer o meu trabalho, se de facto esta lei for para a frente e tudo indica que sim, são as professoras que estão a dar horas à escola horas, afim de cumrirem as 25 , só que enquanto eu estou das 9h30m às 17h30m lá e manobro aquilo tudo, as colegas não, pois só lá vão por períodos curtos 1 ou 2 vezes por semana, 2 horas e como estou lá eu, elas não fazem nada.beijos:)
maloud disse…
Wind
Se bem percebi, aquilo deixará de funcionar, porque não se deve compadecer com esse corropio de agora um, depois outro e por aí fora. Espero que haja algum bom senso, senão acabam as bibliotecas e os computadores.
Beijocas
wind disse…
Pois Maloud, mas aí o governo está-se a borrifar, desculpe a expressão. Até amanhã:) beijos
MariaTuché disse…
Bem este é um tema que me deixa a ponto de ter um ataque, benefícios fiscais para familias numerosas??? Eu não tenho 1 familia numerosa, dependo de mim para tudo sou mãe e pai, já tive fases melhores a nivel economico mas infelizmente tive que recorrer ao nosso querido ESTADO para ter algo que se chama ajuda de mãe (ajuda esta unica e exclusivamente por não ter ajuda do Pai da minha filha e suportar sozinha uma renda de casa, e todas as contas) Essa ajuda consiste em ter leite oferecido pela Segurança social até a minha filha completar 1 ano. Só que sucede que faz 3 meses que não fazem distribução de Leite por ordem do Estado!!! Eu ainda vou tendo condições de aguentar o barco, mas a as mães que não têm mesmo??? E ainda me falam em beneficios fiscais...
Beijos a todos
Cristina disse…
tuché

dizer o quê??? é precisamente a isso que me quero referir,ter filhos é todos os dias....
obrigada por partilhares querida, que melhor maneira de ilustrar o que escrevi??

beijinho enorme:))

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