Cientistas que participam do Encontro de Fertilidade Europeu


em Praga, pediram nesta terça-feira que os governos passem a oferecer tratamentos de fertilização in vitro gratuitos para reverter o declínio populacional no continente. Um estudo feito pelo instituto de pesquisa independente Rand Europe chegou à conclusão de que se este tipo de tratamento fosse oferecido, haveria dezenas de milhares de nascimentos a mais nos próximos anos.
Pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, calcularam que enquanto os custos de uma criança é de cerca de 13 mil libras , cada um deles contribuiria com cerca de 147 mil libras em impostos e seguridade social ao longo da vida. Os gastos com o tratamento de fertilização in vitro teriam sido repostos aos 31 anos de idade....

Apesar da crueza dos números, é verdade. Quando os governos numa atitude imediatista de contenção de despesas limitam o custo da procriação medicamente assistida, esquecem-se que, além do aspecto moral da discriminação de uma patologia, está a prestar um mau serviço à comunidade desprezando uma possibilidade real de aumentar as taxas de natalidade, ou ninguém tinha pensado nisso?

Comentários

Pêndulo disse…
Quando vejo justificações económicas para coisas que não carecem de justificação de tão obviamente imprescindíveis fico assustado. mesmo muito assustado. É entrar por um caminho que conduz à redução da pessoa humana a uma conta bancária. Não é, definitivamente o meu caminho por melhor que seja a intenção de quem o propagandeia. O mesmo argumento serve para que se deixem morrer os velhos porque só vão dar despesa sem gerarem riqueza. O mesmo critério foi usado pelo ministro checo que disse que o tabaco até nem era prejudicial para a economia, os fumadores morrem cedo e não é preciso pagar reformas.
Assusta-me que seja preciso recorrer ao vil metal para defender o que é um caso de saúde pública.
Pêndulo disse…
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Pêndulo disse…
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Cristina disse…
pendulo

pois, teoricamente o que dizes é inquestionável...mas os numeros existem, tambem nao podemos ignorá-los.

é uma verdade que, se o apoio fosse maior, ajudava as taxas de natalidade a subir...não é verdade?

pelas mesmissimas razões se tomam outras medidas de apoio à natalidade em casais ferteis...não é?? e ninguem discute...
maloud disse…
Belo post, Cristina. Quem não tem o problema tende a achar que é um capricho de papás inferteis, e que os caprichos não devem ser pagos pelos impostos. Não há nada como desmistificar essa leitura simplista.
Esclareço que não sou, nem nunca fui parte interessada, portanto sinto-me completamente à vontade, para opinar.
Cristina disse…
maloud

exactamente, o que não faltam por essa europa são medidas de promoção da natalidade em relação aos casas ferteis,por razões exclusivamente económicas sem ninguem por em causa. nao percebo, só muda o modo de fertilização....

beijos
Pêndulo disse…
Não percebes ? Eu dou-te uma pista

longitude>12.45407610317238
latitude>41.90182823256871
Cristina disse…
p

huummm :(( ta bem...
Pêndulo disse…
Coordenadas da Basílica de S. Pedro em Roma
Anónimo disse…
Julgo que seria uma medida aceitavel. Infelizmente os tratamentos de fertilização in vitro só é possivel aos casais com possibilidades economicas.
maloud disse…
Pois é, Eskape.Porque os senhores que mandam nesses serviços nos hospitais, têm cá for as suas rentáveis clínicas. Isto conheço eu bem. Diria que até sou amiga.
Cristina disse…
p

e isso com o caso??

:)
este post fez-me pensar uma vez mais se será egoísmo não ter um filho...tomar essa decisão careceu de alguma maturidade. mas depois há esse remorso de poder e não querer, quando outros querem e não podem...principalmente, quando a tomada de decisão se baseou, precisamente, no facto, de não se querer ser egoísta.

bem, acho que "isto" está um pouco complicado de se perceber, mas o tema também não é simples...por isso "clique"...
Cristina disse…
rosalina

não, noa considero egoismo, é uma opção de vida. ter filhos é bom, mas não é fácil. nem deve ser dicidido só porque sim...se a pessoa não se sente vocacionada para, é preferivel nao os ter.acho eu..

beijinhos
...pode não ter sido falta de vocação...
Cristina disse…
claro rosalina, há varios motivos possiveis! falei nisso por ser algumas vezes visto como "egoismo", dizer que por e simplesmente "não me apetece"...o que eu acho respeitavel.


bjinhos linda.
ana roque disse…
Olá,
Já estava há uns dias sem vir aqui e sem ir a lado nenhum na net, diga-se em boa verdade. Tenho estado cheia de trabalho.
Entretanto hoje voltei a postar justamente sobre a natalidade e a minha questão era a contrária a esta:
Porquê tentar aumentar a natalidade?
Sou absolutamente a favor de que casais que querem ter filhos os possam ter de forma assistida, mas não para aumentar a natalidade.
Aumentar a natalidade é algo que não me faz sentido quando pensamos a uma escala global.

Beijinhos e bom fim de semana
Cristina disse…
ana

dum ponto de vista global sim. do ponto de vista europeu não. e a europa só resolve a sustentabilidade social se começar a importar chineses. ou africanos..

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