a ver


no Jornal da noite da Sic,
será exibida uma reportagem sobre a eutanásia: Conceição Lino entrevistou uma mulher que, através da sua história e experiência pessoal, contribui mais para as discussões sobre a eutanásia e o direito a prescindir de assistência do que todos os contributos teóricos juntos. Esperemos que sim...

Eutanásia voluntária, entenda-se, decidida pelo doente na suas plenas capacidades mentais, pode ser definida como um acto voluntário de uma pessoa que sofrendo de doença grave ou de prognóstico reservado, não vendo dignidade nem sentido para a vida, decide pedir a alguém que a mate. As situações mais conhecidas reportam-se a doentes que estão totalmente dependentes nas suas funções mais elementares, sofrem de dores dificilmente suportáveis mesmo sob terapêutica antiálgica ou têm a perspectiva uma morte penosa.
Os defensores, afirmam que esta é a única forma de preservar a dignidade do ser humano quando só lhe resta o sofrimento e a dependência extrema, "manter a vida em condições artificiais é prolongar o sofrimento e a agonia dos doentes, condenando-os a uma sub-vida".
Os que contestam, defendem que a questão central não é ajudar um doente a morrer, participando num "suicídio assistido", mas saber as razões porque deseja morrer (medo da dor física ou psicológica, falta de sentido da vida, etc) e ajudá-lo a superar estas situações.

A discussão coloca imediatamente outro problema: Muitos doentes são mantidos na mais completa ignorância sobre o seu real estado de saúde pelo pessoal de saúde e pelos familiares. Deve ou não o médico comunicar a verdade aos doentes, qualquer que seja o diagnóstico? Primeira questão. segunda:Deve ou não o doente, depois de informado sobre a sua doença, prognóstico e limites terapêuticos, ter direito a decidir sobre a sua própria vida?

Comentários

Pêndulo disse…
Sobre a primeira questão não tenho resposta. Será ao médico que, avaliando o doente, decidirá se deve contar toda a verdade. Decisão dificílima esta do dizer " Você vai morrer em breve" . Não queria ter de a tomar, talvez por, nos nossos dias, a morte ter deixado de fazer parte da vida, envelhece-se escondido e morre-se oculto. No fundo morre-se muito antes do termo físico e este é muito mais lento. Será reflexo da sociedade do sucesso a qualquer preço em que a doença, velhice e morte são ignominiosas por serem um " falhanço" ?
Sobre a segunda questão parece-me óbvio que esta senhora, e outros seres humanos, que achei fantástica, digna na sua jovialidade, deve ter o direito de morrer como e quando quiser. Ninguém nos perguntou se queriamos viver, fazemos o nosso percurso, devemos poder parar no momento por nós escolhido.
Porém levanta-se outra questão ligada à última parte da minha resposta à primeira questão : se é óbvio que em casos destes a vontade do doente deve ser soberana, não estaremos a abrir a porta à eutanásia forçada ? Um velho sai muito caro, estamos em tempos de racionalização económica e ele não mais vai ser produtivo, é um peso para todos nós e, como bem sabemos há portas que abrindo-se uma frincha, podem, daqui a alguns anos, deixar passar um furacão.
Não quero que, se eu não tiver dinheiro para que tratem dele e o meu pai esteja senil, mijando-se e borrando-se todo numa cama mas vivo, alguém decida que está a mais. Mesmo assim ainda é o meu pai !
O meu medo é esse, é uma interpretação forçada de sinais como sendo de vontade de morrer.
Conviria que a Cristina nos fizesse, por serem termos da sua profissão, um esclarecimento da distinção entre eutanásia e distanásia para que não estejamos a falar de coisas diferentes julgando falar da mesma.
Finalizo repetindo: penso que este ser humano que vimos deve ter a possibilidade de manter esta extrema dignidade, diria mesmo esta nobreza, que demonstrou.
LM disse…
Achei a entrevistada de uma lucidez desarmante e concordei quando ela afirma que, passado um certo patamar, quando "a contagem começa a ser decrescente", a impossibilidade de saber qual é O dia retira qualquer hipótese de usufruir do que resta da vida.
Entendo que um médico deve sempre informar o doente do seu estado de saúde e claro que todo o ser humano deveria ter direito a decidir sobre a sua vida.
Há no entanto casos (as pessoas muito idosas e as muito jovens, por exemplo)em que não acho que seja prioritário transmitir toda a informação relativa à verdadeira situação clínica.
Relativamente à posição dos contestatários da eutanásia, parece-me simplesmente ridículo que se tente 'psicanalisar' um doente terminal, com o objectivo de o tentar ajudar a superar a situação.
Beijo
LM disse…
Deixei-te o 'grande beat' da MJ Blige ao vivo e a negro lá no Luzes.
Outro beijo
PA disse…
Eu perguntaria à Cristina, se, na verdade, não se pratica uma certa eutanásia "encapotada", nos nossos hospitais, por diversas razões, até de logística ... ?
É um pouco cruel esta pergunta.
Desculpe.

1 - Todo o doente tem o direito à verdade sobre o seu estado de saúde. Penso eu ...
Mas .... a forma como cada doente poderá "gerir" essa verdade, deve direccionar, o modo como o médico lhe vai aceder esse campo de informação. O papel tanto do Psicólogo, como da família do doente pode ser relevante neste contexto.
By the way ... ainda não percebi bem, se há psicólogos nos hospitais (públicos), ou não ... extra-bloco de psiquiatria, claro.

2 - Aquilo que já vi, em matéria de sofrimento físico em ambiente de Oncologia, leva-me a concordar com a Eutanásia, numa fase de irreversibilidade da doença (ainda que este conceito possa ser provavelmente discutível). Também sei que, a um doente da Dor, (do fôro oncológico), deve ser proporcionado a melhor qualidade de vida possível. "Matá-lo" não é dar vida. Mas será viver, e haverá qualidade de vida, a partir de um certo grau de sofrimento, em que já nada suprime a dor ?
Não creio ...

É só a minha opinião.
Cristina disse…
Pendulo


DEFINIÇÕES

A distanásia (do grego “dis”, mal, algo mal feito, e “thánatos”, morte) é etimologicamente o contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o enfermo. A distanásia também é chamada “intensificação terapêutica”, ainda que seja mais correcto denominá-la de “obstinação terapêutica”.

e de eutanásia/suissidio assistido:
Usa-se o termo eutanásia quando uma pessoa mata directamente outra. Por exemplo, quando um médico dá uma injecção letal a um paciente.
Usa-se o termo suicídio assistido quando uma pessoa ajuda outra a matar-se a si própria. Por exemplo, quando um médico prescreve um veneno, ou quando uma pessoa põe no paciente uma máscara ligada a uma botija de monóxido de carbono e lhe dá instruções sobre como ligar o gás de forma a morrer.
Hoje em dia, em geral, utiliza-se o termo eutanásia para designar tanto a eutanásia propriamente dita como o suicídio assistido.
Pêndulo disse…
Obrigado.
Já corrigi a ideia que tinha de distanásia. Julgava que era o deixar morrer sem acelerar mas também sem atrasar. Há nome para isto ?
Cristina disse…
Pendulo

continuando:

dizer a uma pessoa que tem uma doença fatal é das coisas mais terriveis que temos que fazer. principalmente quando o doente não manifestou intenção de o saber. mas, ha uma questão importante que devemos ter em conta dependendo do doente que temos na frente. pro exemplo: uma pessoa nova, que trabalha, que tem familia a cargo, que tem às costas responsabilidades importantes, mesmo que não mostre vontade de saber, devemos encontrar uma maneira de o informar. isso pode fazer toda a diferença nas atitudes que poderá ter que tomar daí para a frente e que tem implicação no futuro dos outros. às vezes, cede-se à pressão da família e no fim o doente diz:eu devia ter sabido mais cedo! há atitudes que gostaria de ter tomado! e aí, com que cara ficamos? é importante que o doente saiba, se for uma pessoa activa. este é o primeiro ponto.

quanto à eutanásia em si, o que posso dizer é que no meu caso, eu queria ter essa possibilidade. não sei se seria capaz de a usar. mas gostava de poder saber que sim, se entendesse que era o melhor para mim.

não confundas com eutanásia com distanasia, não tem nada a ver e uma coisa não leva a outra :)

beijinho
Cristina disse…
pendulo

as duas são eutanásias,tu participas na morte. uma é activa, a outra é passiva, tu DEIXAS DE ACTUAR.

ps-lá em cima, na definição é suicídio, claro
Cristina disse…
Lm

concordo contigo. a informação tem a ver com o doente, como respondi ao pendulo

beijinhos
Cristina disse…
Isa

um beijo para ti também. e um abracito apertado :)
Cristina disse…
Diana

não se pratica uma "certa eutanasia encapotada", pratica-se uma eutanasia passiva quando um doente está numa situação terminal de grande sofrimento. ou seja NÃO SE LHE PROLONGA A VIDA, são os doentes que têm ONR-ordem para não reanimar. nunca por questões logisticas, nunca.

quanto á informação, ela é dada quando o doente a solicita, tanto quanto vejo e na situação que referi ao Pendulo. o acompanhamento existe por psiquiatras/psicologos sempre que necessario e existem psicologos sim. pelo menos no meu hospital, é o maior serviço, o de psiquiatria, que trabalham com psicologos.

a ultima questão, não! a partir de determinado patamar de doença, não ha qualquer qualidade de vida. a medicãção antialgica pesada, ou seja com opiácios, é fundamental, mas a aptir de determinado momento há um afundamento de consciencia, se considerarmos isso qualidade....


bejocas
Viva Cristina
Respondo directamente às questões que colocas, para simplificar, como sei que gostas.
1. O doente deve saber sempre o que tem. Deveria saber e compreender como superar. E deveria sempre participar, ou pelo menos ter esse direito, na escolha do seu tratamento.
Não estou ligado à saúde, mas tenho ligações afectivas com muitos médicos, para além de um cunhado, tia e prima enfermeiros.
Segundo contam, é prática corrente em Inglaterra que o tratamento seja ponderado e programado em conjunto com o doente. Indicando-lhe alternativas, prós e contras. Cabendo ao médico, por questões óbvias, a decisão final.
mas o doente deveria ter sempre o direito a saber o que tem, mesmo que isso "doa". Aliás a verdade doi sempre, não é?!
2. Aqui, ao contrário da problemática do aborto, sou mais radical na minha opinião. Não. Não acho que tenha o direito a decidir. Muitos, nem condições têm para o fazer.
Cumprimentos
O Debaixo dos Arcos faz hoje um ano.
gostava de ter visto a reportagem. mas não consegui chegar a horas.

mas esta é uma questão excessivamente delicada, demasiado humana, talvez, para se discutir aqui sem olhar para os outros, sem ouvir a sua voz ou até a forma como deixam cair algumas lágrimas. e nem sei se vendo a reportagem, cuja apresentação vi à tarde... nela vi uma mulher que estava na penumbra e dizia que não tinha medo da morte, pelo menos no momento em que falava. e ouvi uma jornalista a usar um discurso demasiado racional a apresentar aquilo que mais tarde poderíamos ver e ouvir.

e já houve um tempo em que achei que a eutanásia seria a solução digna para as tais situações de morte penosa.

hoje, não sei se assim sou capaz de pensar.

depois lembro-me de uma viagem que fiz de regresso a casa depois de saber da morte de um colega (56 anos) que sofreu até ao fim e teve sempre com ele a família e que mesmo sabendo todos que aquele ia ser o fim, prolongaram o tal 'sofrimento' e 'agonia' porque cada dia que passava era outro dia que ele estava com eles. e nesse dia, enquanto conduzia pensava na minha mãe que todos os dias "prolonga" com amor, carinho e, porque não dizê-lo, sofrimento a 'agonia' da minha avó (91 anos).

sinceramente, neste momento não seria capaz de dizer que a prática da eutanásia é a única forma de preservar a dignidade do ser humano quando só lhe resta o sofrimento e a dependência extrema.

até porque as questões são: quem decide e quando.

beijocas.
Anónimo disse…
I worked with a woman who was given a choice with a loved one dying of terminal cancer; her loved one could stay in the hospital and linger, or be sent home with a morphine injector, which this woman would be taught to use, including what would constitute a terminal dose. The woman brought her loved one home, and the next day her loved one died. Was it murder? A mercy killing? Love releasing a dear one from suffering? I don't think there is ONE answer.
This is too depressing.
Bom semana, Cris. Beijos.
Kaos disse…
Tive um problema desses na minha familia e por isso sei o dilema que isso representa. Penso que cada um deve poder decidir qual o melhor caminho para si. Deve no entanto também ser informada de todos as situações alternativas e daquilo que pode esperar do futuro que lhe resta. Um acompanhamento profissional é importantissimo para a decisão, que é irreversivel, ser tomada com toda a cosnsciencia. Seja ela qual for.
bjs
Cristina disse…
Miguel

mas sabes que não é nada pacífico...uma grande parte das familias não querem que se lhes diga. eu também acho que se o doente for uma pessoa activa deve saber, pelos motivos que ja referi atrás: pode ter que tomar decisões que considere importantes e tem esse direito.

quanto à segunda questão, é muito mais complicada, se o doente tem o direito de saber tudo porque se lhe retira o direito de participar na decisão? complicado, não? eu já falaei com centenas de doentes desses, ha situações em que se tem a noção exacta de que a vida que tiverem ha-de ser deploravel, muito pouco digna. e eles sabem disso. nao me espanta que alguns optem por nao a prolongar, quem sou eu para me impor? alguma espécie de Deus? há reservas aos direitos?

não é facil ter respostas exactas apesar de tudo.

beijos
MariaTuché disse…
Amiga vi com muita atenção esta reportagem de ontem até porque a doença desta senhora é exactamente pela que o meu Pai passou o ano passado, ele retirou totalmente o estomâgo, não fez nenhum tipo de tratamento, não sei se felizmente ou infelizmente porque o meu Pai hoje vive com muitas imensas limitações e o maior problema é o da alimentação tal como desta senhora. No caso dela pelo que me me apercebi está cansada de sofrer e sabe que lhe resta pouco tempo.
O meu Pai luta todos os dias e tem imensa força de vontade para vencer, apesar de ele concordar com tudo o que sente esta senhora e em estar a favor da eutanásia.
É um assunto muito complicado porque nós lá em casa defendemos que quando alguém está incapacitado de tudo e vive como um vegetal porque será que não lhe é dado o direito de escolha e de decisão. Porqu será que tem que ser as Leis dos Homens a decidir sobre a nossa própria vida ou morte ??

Beijo e um bom dia
Cristina disse…
Rosalina

é dificil falar deste assunto de forma emocional, perde-se objectividade nas decisões...e ha terrenos onde é impossivel plantar flores...

quanto ao prolongar da vida porque são mais uns dias connosco, é de um egoismo terrivel e de que as pessoas nem têm noção. deixo-te um caso que vivi. uma senhora em fase terminal. o marido exigia e convencia-a aaceitar mais tratamentos, a mulher acabou por sofrer horrores até ao último minuto, quando podia ter morrido em paz e tranquila ao lado da família semanas antes.
outra situação que me sensibilizou foi a passagem pelo IPO/pediatria. os pais imploram que se faça TUDO até ao fim...sabes o queé ver crianças estender um braço para serem picadas, sem um olhar, sem um protesto, porque asumiram que nao ha outra alternativa ao sofrimento, crianças que desistem da vida antes de morrerem' é das situações mais morbidas que ja vi...

ha uma frase que digo muitas vezes: às vezes, a melhor prova de amor é desistir.

um beijo.
Cristina disse…
geoffrey

in my opinion, The best proof of love, some times, is giving up. this is Not an easy decision for the pacient, but gives him the power about his pain and suffering. and life and death. it gives them some kind of peace.

1 beijo
cris
Cristina disse…
kaos

claro, quantidade nunca é sinónimo de qualidade. e quem somos nós para obrigar alguem a viver em condições deploraveis e de sofrimento.ha pessoas que não conseguem aceitar uma vida que considerem indigna. decisão perfeitamente consciente...

beijos
Cristina disse…
tuché

pois...que dizer? o teu pai luta, porque se sente con força para isso e deve ser apoiado, isso esta fora de questão. mas se um dia chegar a uma situação dramatica de sofrimento, deve ter o direito de dizer basta! até pode não o fazer, mas a sensação de ter esse poder, dá uma confiança e uma tranquilidade incriveis...

um beijinho. para ti e para ele:)
Cristina
Conheço um médico bastante conceituado cá no burgo e em Coimbra que foi das pessoas mais interessantes de ouvir em relação ao primeiro ponto. Defendia obviamente o direito do doente em saber que doença tem.
Ele até ía mais longe. Podem-me processar por dizer a verdade, mas nunca por razões éticas, deontológicas ou por negligência.
E era interessante porque até ía mais longe.
Há médicos que ficam ofendidos por os doentes abrirem os envelopes das análises e dos exames.
Ele diz precisamente o contrário. O doente tem o direito legítimo de abrir a sua correspondência e ver os seus exames. São dele. Não são do médico.
Ainda em relação à segunda questão, acredito que na vossa profissão esta situação seja de uma delicdeza extrema. Mas também não deixa de ser verdade que, em muitos casos, a dor e o sofrimento do doente podem retirar-lhe a clarividência e a objectividade de raciocínio. É curioso quando há 2 anos ajudei o meu cunhado a apresenar a sua monografia no complemento de formação a que obrigaram os enfermeiros, embora nã relacionado com o tema, li uma referência curiosa no sector da saúde.
Hoje preocupam-se muito com a doença, causa, efeitos, prevenção e cura. Ainda bem para a saúde pública.
Mas e o doente?!
Quando é que o sector se preocupará com o aspecto relevante que é o tratamento da "dor"?! Dá-se, lia eu, muito pouca importância à dor.
Obrigado pelos parabéns.
pois, cristina. eu até sou capaz de tentar perceber o que dizes. mas não sou capaz de pedir à mãe que desista. e garanto-te que não é sequer uma tentativa de plantar flores.
talvez seja isso mesmo uma incapacidade minha de 'olhar' para este assunto de forma objectiva. não consigo.

beijocas
MariaTuché disse…
Amiga felizmente cá em casa estamos conscientes disso, principalmente ele.
Hoje voltamos a ver juntos o jornal da SIC acerca do efeito que fez nas pessoas a entrevista de ontem, e ele disse-nos que adorava cruzar-se com a ela no IPO, ele vai lá sexta feira a mais uma consulta de vigilância.

Um beijo querida :)
Cristina desculpa a insistência.
Não sei o que é passar por situações semlhantes às relatadas nos dois coments anteriores.
Mas apenas consigo dizer que, pelas palavras que foram transmitidas, ninguém tem o direito de decidir. Todos têm o direito a viver.
A vida é própria, pessoal.
Não é colectiva, standartizada.
A vida é cada um de nós.
Cumprimentos

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