

O que eu já me ri com isto!!
mais um artigo na linha da teoria dos desgraçadinhos com .. significativa prevalência de stress e de doenças do foro cardíaco, desgaste rápido e até morte precoce .., em que descreve de lágrima no canto do olho o cenário de horror e mesmo de morte eminente a que os jornalistas estão sujeitos em palco de guerra
. E diz a dada altura, "os jornalistas devem ser solidários com a Segurança Social, mas a Segurança Social não pode, no entender do executivo, ser solidária com as especificidades da classe".....
Não percebi e fiquei a remoer nalgumas questões: quantos jornalistas há em Portugal? Qual é a percentagem desses jornalistas que faz este tipo de viagens? O que é que o risco tem a ver com o sistema de saúde?
Existem sistemas de saúde dirigidos a profissões de risco? Não, não existem. Existem sistemas de saúde dirigidos a grandes grupos de trabalhadores, em que se incluem varias profissões, e que até agora têm sido indiscutivelmente privilegiados. Como os beneficiários da ASDE, Militares, Militarizados, PT, Jornalistas, etc... cujo fundamento não assenta numa razão objectiva que o justifique, a não ser esse, oferecer-lhes um privilégio. E repare-se, quem nos dera que essa "caixa" pudesse ser oferecida a todos os portugueses. Mas não sendo, é mais um factor de descontrole de despesa.
As situações de risco a que algumas profissões estão sujeitas, resolvem-se com um tratamento específico do risco, com medidas de protecção e com seguros, por exemplo, não com sistemas de saúde à parte. Só pra começo de conversa, a que sistema de saúde teriam direito, por exemplo, os Bombeiros em Portugal?
Como se defende que um jornalista, por ser jornalista deva receber 80% do preço de uns óculos? Isso tem a ver com o risco? é pra ver melhor?? Mas se nem assim...


Comentários
JMC
Parece-me que não compreendeste que se trata de formas de remuneração, é de dinheirinho que estamos a falar, tal como seria se tiveses um ordenado mensal de X euros e direito a dez quilos de bifes do lombo, ou senhas no MaxDonalds ou vales refeição no Tavares Rico.
Está-se a mexer, objectivamente, no bolso dessas pesssoas. Não se mexe , por exemplo, nos montantes acordados com o Grupo Mello relativamente aos hospitais privados, não se lhes diz " isto está mau, tinhamos combinado pagar 100 mas só pagaremos 90". Nem sequer se tentou renegociar os contratos das SCUT. Credo, ia-se lá tocar nas empresas e grandes grupos económicos, esses contratos são sagrados. Com as pessoas pode alterar-se tudo mas a subserviência de rameira que este governo mostra perante a finança enoja.
Caramba, não vês isto ? Não vês que estás a ser manipulada com todos os comentadores "cheios de isenção" e sem "nenhum interesse " neste saque a emprenharem-nos pelos ouvidos uma e outra vez até que nos pareça "inevitável" ?
bom, não terás tu essa opinião porque fazes parte de um desses grupos?
pensa lá bem se ha uma razão objectiva para que tu possas recorrer a qualquer medico que te apeteça, sem qualquer critério que não seja o teu, sem qualquer controle, e o resto do povo tenha que ir ao centro de saúde...
dá-me uma razão válida para que quando um jornalista compra uns óculos não tenha plafon determinado e receba 80% e um gajo que ganha o ordenado minimo numa empresa e que tem SNS, receba 75 centimos.
se a tua justificação for valida, continuamos a discutir politica de saude. caso contrario, conversa, meu caro!
acho muita piada "aos direitos adquiridos", muita mesma, tambem gosto:)
a ADSE foi chão que deu uva.
excepto nos dentistas, aqui eu beneficiária me confesso. Mas o que se paga para a ADSE podia pagar para outro sistema de saúde e talvez usufruir de melhores condições. Penso que já existe alternativas, não tenho a certeza.
Para ter um pediatra tenho de ir ao particular (há dois da ADSE, penso, em Lisboa, nem descrevo).
e por aí...nas especialidades
excepto dentistas.
Nos óculos (que uso) é praticamente o mesmo. Para devolverem o dinheiro dos particulares (que seria o tal benefício) burocratizaram tanto e dão tão pouco que não compensa - gasta-se mais. Por exemplo. Terapia da fala. Preciso de ir ao pediatra que me passa um papel a dizer que é necessário e dá para seis meses. Paga pediatra e terapia. Ao fim de 3 a 6 meses devolvem uma ninharia. Quase nada.
Quanto a profissões de prevalência de stress e de doenças do foro cardíaco, desgaste rápido e até morte precoce uma das não estatísticas são os informáticos (eu excluo-me porque não entro nessas loucuras). Infelizmente conheço colegas que morreram da minha idade em salas de servidores, que tiveram ataques cardíacos e entraram em coma (não peça pormenores, não percebo nada de medicina) e coisas tais.
Jornalistas vão para o estrangeiro para a guerra em voluntário.
Bombeiros, polícias, professores (maior índice de depressões), e um monte de profissões que não me lembro deveriam ter, sim, assistência.
Aliás, pensava que vinha na nossa constituição o direito à saúde.
Mas se é vontade do estado retirar comparticipação nas doenças crónicas (e mesmo assinão abrange todas), nada me espanta que dê beneficie outros.
Povo é povo. Sempre foi.
boa tarde e excelente artigo (mas deixe lá de massacrar a função pública que a ADSE é fogo de vista)
QUando me contrataram, como quando te contrataram a ti, ofereceram-me umas determinadas condições, assim como a ti ofereceram um determinado salário. Com base nisso aceitei e/ou procurei o emprego que tenho, assim como tu foste trabalhar para o hospital em que trabalhas.
Basta esta razão.
Se não é indiscrição poderás dizer-me quanto pagaste pela última consulta a que foste ?
então volto a perguntar:
uma razão objectiva para que tu possas recorrer a qualquer medico que te apeteça, sem qualquer critério que não seja o teu, sem qualquer controle, e o resto do povo tenha que ir ao centro de saúde...
uma razão válida para que quando um jornalista compra uns óculos não tenha plafon determinado e receba 80% e um gajo que ganha o ordenado minimo numa empresa e que tem SNS, receba 75 centimos.
para ti, é justissimo. será que para os outros também??
gosto dessa democracia...
Vês, foi linda não foi ? Não te conhecia essa inclinação pela sociedade igualitária. Queria dar-te uma prenda no Natal e já decidi o quê. Vou ali ao chinês comprar-te umas fardinhas verdes à Mao Tse Tung, para ti , tua família e amigos, até para os varredores da tua rua. Está decidido. Vais ter o teu Paraíso na Terra.
O facto de eu não querer que diminuam o salário a alguém ou a mim, não implica que seja contra os aumentos de outrem.
Acho que os outros também deveriam ter direito às mesmas contrapartidas.
Entendida a diferença ?
Curiosamente tu gostas no nivelamento por baixo. São atavismos nacionais, o importante não é ter uma casa igual à do vizinho, é que lhe apareçam rachas nas paredes. Isto explica muita coisa na desgraça nacional.
queres discutir politica de saúde ou falar de ordenados de medicos e de calceteiros?
não se falou de ordenados, falou-se de sistemas de saúde. quantos sistemas de saúde conheces e quais as diferenças basicas entre eles?
volto a perguntar que acho que na furia de consumista da ADSE, ainda não respondeste:
uma razão objectiva para que tu possas recorrer a qualquer medico que te apeteça, sem qualquer critério que não seja o teu, sem qualquer controle, e o resto do povo tenha que ir ao centro de saúde...
uma razão válida para que quando um jornalista compra uns óculos não tenha plafon determinado e receba 80% e um gajo que ganha o ordenado minimo numa empresa e que tem SNS, receba 75 centimos.
a pergunta foi simples, consegues responder ou vais apelar pá ignorancia outra vez?
P - Por que é a Caixa de Previdência dos Jornalistas havia de continuar, quando se está a acabar com privilégios de outras classes profissionais?
R - Porque não a considero um privilégio.
A minha posição é esta:
1.Os privados podem organizar os sistemas de saúde que muito bem lhes apetecer, desde que o paguem.
2.O estado deve organizar um serviço de saúde de acordo com os impostos brutais que arrecada. Se não o sabe fazer, não quer ou não pode, entregue aos privados a gestão do mesmo (o que aliás já se verifica em alguns sitios).
Como declaração de interesse, tenho um dos melhores serviços de saúde de Portugal, mais concretamente a Portugal Telecom.
Tenta entender a diferença entre estas duas frases
"Acho que todos deviam ter direito ao que eu tenho e assim sermos iguais"
e
"Os funcionários públicos não deviam ter direito à ADSE para serem iguais aos outros"
Absorveste ?
ADSE, etc etc são coisas que fizeram parte do meu contrato de trabalho. Por isso escolhi mudar para o público. Essas possibilidades, assim como os 80% no óculos dos jornalistas, traduzem-se em acrescentos pecuniários, são formas de remunerar. Retirá-las é a mesmíssima coisa que dizerem-te que passavas a ganhar menos.
nem mais! "Os privados podem organizar os sistemas de saúde que muito bem lhes apetecer, desde que o paguem."
o que vai acontecer é que o recurso ao privado deixa de ter comparticipação no caso dos jornalistas.trata-se de subsistemas financiados pelo Governo.
se os jornalistas tiverem um subsistema financiado por eles, ninguem se intromete, certo? ;)
quanto a isso nada a dizer. se alguns continuarem a receber como recebem, cada vez ha menos dinheiro para o sns.
alem de que me parece injusto, mas isso é a mim...:)
beijinho
olha que giro, eu escolhi mudar para o privado. é essa a nossa diferença.
pois então, na impossibilidade de todos terem os mesmos privilégios que tu, qual é a solução? fica como está porque os direitos adquiridos e as conquistas d'abril e os direitos da classe operária..... não é pendulozinho??
quem vier a trás que fexe a porta.
ja te entendemos, não digas mais. mas gostava de te ver um dia com alguma destas questões nas mãos para resolver...aí é que vem a dificuldade, falar é tão facil, gritar "EU TENHO OS MEUS DIREITOS" é tão facil, né??
é por isso que uns tentam fazer os outros "ensinam"
- Mas o mês passado ganhei 2x €
- Eh pah, não se ponha com direitos adquiridos ! Parece que contratamos uma comunista.
Ora toma !!!
_______ toca a todos.
A Sra. Palla que s'aguente, qu' eu também faço o mesmo.
chegámos lá né pendulo???
eu trabalho numa instutiução privada, que é um excelente exemplo do modo como isso funciona. os ajustes de ordenados ate foram feitos e são consoante a produtividade. mas isso é coisa que um funcionario publico nem sabe o que é....
talvez devesse saber, ganhavamos todos.
Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas
é uma instituição de segurança social com natureza jurídica de pessoa colectiva de direito público gozando de autonomia administrativa e financeira. A Caixa actua na área do regime geral da segurança social e mantém um sub-sistema de saúde baseado na livre escolha de serviços médicos, reembolsáveis pelo Ministério da Saúde.
outras:
Caixa de Previdência do Ministério da Educação
Caixa de Previdência do Pessoal da Câmara Municipal de Lisboa
Caixa de Previdência do Pessoal da Companhia Portuguesa Rádio Marconi
Caixa de Previdência do Pessoal das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade
Caixa de Previdência do Pessoal dos Telefones de Lisboa e Porto
Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores
Caixa de Previdência dos Engenheiros
Caixa de Previdência dos Trabalhadores da Empresa Portuguesa das Águas Livres, SA
Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas
e por aí fora..
talvez haja mais surpresas...
Não há Sistema Nacional de Saúde.
Não há Segurança Social.
Tudo funciona em sistema privado.
Os medicamentos, as consultas, os tratamentos, as intervenções cirúrgicas, os internamentos ... tudo é pago por inteiro do bolso do cidadão.
Ao fim do ano, todas as despesas são consideradas no IRS, como dedução neste Imposto.
Quanto a reformas, funciona o regime de Plano Poupança Reforma Seguro de Reforma, ... também em Sistema Privado, para o qual o cidadão vai descontando ao longo do período de vida activa.
O cidadão poderá receber tudo, de uma só vez ou ficar com uma prestação vitalícia, a partir da idade da reforma que são os 65 anos, para todos.
Entre muitas coisas que funcionam de forma diferente e a doer, por exº, ... é que se uma empresa, não aplicar ANUALMENTE uma parte dos seus lucros, na modernização (novas tecnologias, formação, etc.) dos sistemas de produção ou de funcionamento, consoante o tipo de actividade, sofre pesadas multas, correndo o risco de lhe ser cessada a actividade, por determinação do Estado.
Lá não se brinca, em serviço.
Um cidadão que não tenha os seus impostos em dia, não pode sair do País. A situação é verificada no momento do embarque.
E por aí adiante ...
Quem vai para a Austrália, raramente volta.
...
Quem vai para a Austrália, raramente volta.
Então é pelo sublinhado que os portugueses não voltam. eh eh eh
não existe, trabalhei lá
(tickets refeição, tickets gasolina, telemovel, cartão de crédito, etc?)
a pergunta não é para si pessoalmente mas para todos os privados.
tudo o que ganho leva imposto
nada, rigorosamente nada. ganho ordenado, horas extraordinarias e premios de produtividade sujeitos a imposto. mais nada :)
a caixa do M Educação consta na lista, não sei porquê então..
bj
Pq razão está tudo no mesmo saco? Já pertencer à ordem custa um balurdio, aderir à nossa cx outro balurdio é, e em ACRÉSCIMO ao descontos que fazemos para a seg. social.
É uma cx que pertence à ordem, e só dela beneficia quem desconta para ela e para a ordem.
é uma entidade tutelada pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. em que termos, não sei....
cumps
lolol ...
beijinhos e continuação de bom fds.
Bibó Sportingggggggggggg !!!
É sina do português.
Mas gostava de saber como seria se muitos dos que se queixam das fabulosas regalias que a classe tem com a sua Caixa de Jornalistas ficassem, assim de repente, sei lá, sem direito ao Cartão Galp Frota (ou outro do género) com a justificação que há quem não tenha esse cartão e é preciso acabar com as desigualdades.
Mas desculpem, é só a minha opinião parcial e completamente interessada na matéria a falar.
não se chama nivelamento por baixo, chama-se gestão de recursos, que é uma coisa que os que têm mais, têm obviamente dificuldade em entender. compreensivelmente.
quando os jornalistas denunciam regalias de alguns sectores da vida publica, estão a falar de quê afinal?
entendamo-nos.... ou então deixam de denunciar e fica tudo claro, certo?
cumprimentos, bem vindo.
Os TLP's já não existem há mais de duas décadas.
Não sei onde desencantaste a lista, mas se foi num organismo público, por aí se vê a qualidade de serviço ao serviço das novas tecnologias ;(
Cumprimentos, e obrigado ;)
A respeito disto que disse lá mais acima... Sabe quanto ganha em média um jornalista?
pois não, mas ainda consta assim na lista do Ministerio e ainda existe, não é?
agora, comparações entre estes sistemas e os serviços prestados pelo estado ao resto do povo, é de rir, não é?
beijocas
vamos lá a ver...pode não ser por aqui que se desequilibra o orçamento. mas o Valentim, também pode dizer que não é pelos 4500 euros que recebe que desequilibram o orçamento! o que é verdade! entende o que quero dizer?
o que eu acho é que deve haver uma base igual para todos e uma revisão das especificidades de cada um, nomeadamente avaliação de situação de risco, de maior incidencia de doenças, por aí fora. quando o dinheiro vem todo do mesmo sítio, tem que haver alguma moralidade no sistema. e quem me dera a mim, e ao governo também (ninguem me paga pra isto, ein?...lol)que se podesse nivelar tudo por cima. era a glória!...só que temos um problema, não ha dnheiro para isso.
e depois, repare na justificação...
"Jornadas intensas e prolongadas e informalidade de horários, com fortes impactos na saúde e na qualidade de vida destes profissionais, como demonstra a significativa prevalência de stress e de doenças do foro cardíaco, desgaste rápido e até morte precoce.”
não lhe parece uma desculpa um bocadinho infantil?
não, nao sei quanto ganha um jornalista, mas depende seguramente do empregador..
beijinho
Não, não é por aqui que se desequilibra o orçamento. Mas sabia que houve um ministro que afirmou a quem o quis ouvir que isto não tem nada a ver com uma questão de custos do subsistema?!? E eu pergunto-me: se não é por causa dos custos é por causa do quê? Quais as justificações então?
"Jornadas intensivas"... sim Cristina, jornadas intensivas. Os jornalistas, ao contrário do que muitos tentam fazer passar, não têm um horário de trabalho das 9 às 5... Era bom. Dou-lhe um exemplo: há dois anos, sensivelmente, passei uma semana à porta do Tribunal de Gondomar (Apito Dourado sim) com horários das 7.30/8.00 às duas, três, quatro e até seis da manhã. No último dia trabalhei 23 horas consecutivas. Não é a norma, dirá. Claro que não, graças a Deus. A classe dava em louca.
Tem noção da pressão a que os jornalistas estão sujeitos? Sabia que os casos de doenças do foro cardíaco entre jornalistas estão a aumentar de forma dramática? Infelizmente cara Cristina, não é "uma desculpa um bocadinho infantil".
Obviamente não lhe vou dizer que o subsistema dos jornalistas é perfeito. Claro que existem determinados aspectos que é necessário limar em nome do bem comum. Mas a solução não passa por acabar com o subsistema. Isso era a mesma coisa que agora o Governo decidir fechar o IP4 só porque é uma via perigosa, que causa muitos acidentes e muitas mortes.
Infelizmente, a classe jornalística vive à sombra de uma imagem que há muito se encontra degradada. Não somos uma classe de privilegiados que ganham milhares de contos e vivem à grande e à francesa. Não Cristina, a boa remuneração dos jornalistas não depende do empregador. Paga-se mal por natureza, ponto. A forte pressão existente no mercado de trabalho leva a que os novos jornalistas se sujeitem a aceitar condições que, há uma dúzia de anos, levariam um jornalista a bater com a porta e a virar costas ao empregador. Leva a que muitos aceitem trabalhar a título de "estágio profissional" (muitas vezes não remunerado) durante meses e meses, por vezes anos, a fio.
Não se deixe iludir pelos "Josés Rodrigues dos Santos" e pelas "Manuelas Moura Guedes"... Esses são a excepção e não a norma. A norma, infelizmente, é bem abaixo do que se pensa. Agora garanto-lhe, seria muito engraçado os jornalistas serem obrigados a entregarem as suas declarações de rendimentos ou lá o que o Carrilho pediu. Creio que meio país iria ficar surpreendido com as posses desta classe privilegiada.
se não é pelos custos do sistema, o que me parece é que de facto não é, não será por uma questão de principio? ou por uma remodelação que parta de premissas mais racionais?
garanto-lhe que sei exactamente sei o que são jornadas de 24, 30horas...lol.todas as semanas...sou médica(hospitalar, nao propriamente de consultorio), é uma profissão de stress, de risco, de desgaste rapido.logo, sei muito bem o que isso é...mas parece-se muito estranho que se aleguem estes motivos para justificar um sistema de saude à parte, não faz nenhum sentido, entende? as pessoas só têm que ter acesso àquilo de que necessitam, mantendo o mesmo sistema base.
hr, a situação que descreve resulta da proliferação descontrolada de cursos de jornalismo e da ilusão das pessoas que fazendo o curso vão ser "Josés Rodrigues dos Santos" e "Manuelas Moura Guedes", contra isso que se pode fazer? claro que o mercado se aproveita do facto, como acontece com os outros cursos superiores, quantos formados não fazem trabalhos que não têm nada a ver? acontece um pouco por todo o lado com as profissões liberais..
cumps