É curioso...como antes tinha acontecido com Pinochet, todos os dias assistimos on line ao fim anunciado de Fidel. Todos os dias, por todo o mundo e em tempo (quase)real, sabemos pormenores do percurso nesta rampa descendente: a morte passou a ser online e step-by-step, noticia-a-noticia, ou post-a-post. Quer isto dizer, que raramente alguém importante adoece e morre. Agora, cada aproximação ao fim, gera notícia - e audiência. Embora o protagonista esteja completamente "desenganado", todos querem saber de cada visita médica, cada subida de 1 grau da temperatura, cada descida de um mmHg da tensão arterial, cada perda gradual de algum reflexo, de cada frase, cada falência de cada víscera. É um show. Até ao grande momento em que todas as emissões pararão para a fatídica notícia. Acabou? nahhh....as exéquicas senhores! já imaginaram a quantidade de reportagens e mesas redondas que vão render as exéquias? ou será só para ficarmos com a certeza que estão mortos e enterrados?

Comentários

Excelente post.
Vai ser dificil imaginar o pos-Castro em termos políticos mas muito fácil em ternmos televisivos.
Basta ir a este ou este filme.
Estamos num tempo em que a imagem é tudo.
Cristina disse…
Fado

Magnolia, é um dos filmes que está na prateleira :))))

há anos...

beijocas
esta quase perseguição tétrica é degradante...digo eu, claro.
Cristina disse…
é estranho...lol. mas compreende-se :)

beijinhos
É o tipo de filme que gosto, com histórias cruzadas (lembras-te de Short Cuts) e além disse tem uma banda sonora excelente.
Anónimo disse…
Um dos efeitos perversos da sobrecarga de imagens - televisivas, fotogárficas, informáticas,...

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