a relatividade das contas

Uma votação que, dado o enorme abstentismo, torna o resultado do referendo não vinculativo tem leituras óbvias e indiscutíveis: uma iniciativa política do Primeiro-Ministro é reprovada por cerca de 80% dos portugueses (somatório dos que não se interessaram, abstendo-se, com os que votam contra)..... [LFM-blog]
Ora bem, como dizia uma ex-professora de matemática, "tão verdade que o contrário também se verifica". Ou seja, a iniciativa foi óbvia e indiscutivelmente aprovada por uma percentagem ainda superior de portugueses! a dos que votaram sim, mais os que não foram lá mostrar o seu desacordo votando "não", certo? quem cala consente...


Comentários
ainda bem que nunca exerceu a sua profissão original.
A abstenção foi 56,39%
O Sim foi 25,33 %
O Não foi 17,42%
O que falta aqui são brancos e nulos.
Em democracia ganha-se e perde-se.
Chamar a isto uma vitória retumbante do Não com bandeiras, gritinhos e champagne é folclore.
Se levarmos em linha de conta que 70% da vitória do Sim radica-se em Lisboa e Setubal declarar que o País está unido neste resultado é demagogia.
"Se levarmos em linha de conta que 70% da vitória do Sim radica-se em Lisboa e Setubal declarar que o País está unido neste resultado é demagogia."
Pois ! ....... "As comunas de Lisboa, Barreiro, Évora e Beja" (Fado dixit ...), essa não lhe perdoo, Fado Alexandrino.
Uma pessoa tão inteligente como o Senhor é, a dizer um disparate tão grande.
Há dias assim, que o melhor é mesmo não postar.
um abraço
principalmente há que não ddizer muitos disparates na fase pós derrota. é que no referendo anterior certamente o Sr não fazia as contas daquela maneira...
beijinhos
mais ou menos por aí: o resto são tretas..
beijinhos
a matemática é fiel, as cabeças é que são traiçoeiras...:)))
salut! beijinhos
já vi no Braganzas qual é a tua opinião sobre os apoiantes do SIM de Lisboa, Barreiro, Évora, Beja Setúbal....
eu também tenho uma opinião sobre a "mancha" do NÃO no mapa de Portugal e das mentes que a acompanham, mas não vou deixá-la aqui...acho injusto para as pessoas inteligentes que lá vivem :))
Depois est resultado prova que o poder da Igreja não é aquele que eu pensava (sou teimoso), e as pessoas que não foram votar, não queriam sentir algum remorso de ordem Ética prática (isto devido a todos estes anos de salazarentismo reinante)(?).
Este referendo, não vinculativo, foi uma roptura com o passado, tal qual foi a roptura do divórcio (Com Salgado Zenha e não foi via referendo).
Estive a presidir a uma mesa de voto, e observei a elevada afluencia dos eleitores mais jovens, noemadamente jovens mulheres, que se apresentavam para votar com ar determinado e de cabeça levantada, ao contrario das mais idosas de negro vestidas que votaram de manhã, depois da missa. Estas já não faziam mais abortos, já estavam perdoadas pela confissão e com o céu garantido.
As jovens votaram na sua maioria de tarde.
As pessoas nas aldeias da Tocha vão lentamente a deixar de ter medo de ser livres, mas outras aldeis gandarezas ainda estão com as peias do medo.
Factos são factos, números são números.
Uns (aqueles sobre as percentagens) já estão qed, vinte e cinco são vinte e cinco e nunca serão cinquenta e nove.
Os outros mais difíceis de analisar (e valem para todas as eleições) radicam-se na cultura, faixa etária e politização de uma determinada região.
Se ainda por cima essa região é francamente dominante em termos populacionais, podemos estar perante um desvio, não da vontade popular (uma cabeça um voto) mas da eliminação de uma significativa minoria.
Se por absurdo exemplo daqui a alguns anos Lisboa e Vale do Tejo representassem metade da população portuguesa (com o fecho sucessivo das maternidades tal virá a ser possível) podia correr-se o risco de em qualquer votação o resto país ser perfeitamente dispensável.
Pensem nisto.
Este argumento da abstenção lembra INTESTINO LUÍS DELGADO, no seu mehor no DN de 12-02-2007: Um verdadeiro hino ao disparate ( http://dn.sapo.pt/2007/02/12/opiniao/e_agora_como_ser.html ).
A escrita do homem é um disparate total.
Ter Fev 13, 08:00:00 PM
foi escrito por mim. Por lapso, não assinei.
As minhas desculpas.
Já agora, sou de uma das quatro regiões em causa.
E com muita honra ..... Pena que o SIM, não tenha alcançado 100 % (esteve perto), porque mais honrada ficaria.
(e não se chateie comigo, 'tá ? Continuo a admirá-lo, como até agora.
Mas ... calada também não podia ficar, como certamente compreenderá !)
beijinhos
Se nos dedicarmos a ler os resultados comparativos com o anterior referendo verificaremos que em todos eles houve uma subida significativa do SIM.
Na opinião de Ruben de Carvalho, que eu parilho {não, não sou comunista, mas acho que o senhor não come criancinhas ao pequeno-almoço} foram exactamente estes distritos que deram a vitória ao SIM.
Paradoxal?! Nem tanto, se quisermos dedicar algum tempo aos números, matéria que manifestamente o Luís Filipe Menezes, mas não só, não domina.
Afinal, Cristina, voltei mais depressa do que previa para lhe dar uma beijoca.
bjs
Amen, deus o ouça.
penso que é um caminho irreversível. nem sei porque havemos de dar ouvidos á igreja, mais uma vez.
quanto ao gentil, é um triste coitado, juro que sinto vergonha quando ouço um médico defender a resolução de problemas de saúde com leis repressivas...mas é o que temos e quando se paga impostos é suposto um gajo ter direito a dizer disparates. todos dizemos. uns abusam mais que outros.
beijinhos