Júlio Machado Vaz, no Post-it

No que à educação sexual diz respeito, debruçar-me-ei outra vez sobre a situação actual. É importante relembrar, contudo, que o paradigma da informação já demonstrou a sua insuficiência - gente que responde certo a 100% das perguntas sobre comportamentos de risco…, mantém-nos! Darei apenas um exemplo das (múltiplas) razões: na sociedade actual, é frequente a intimidade física anteceder a psicológica. E as pessoas dizem-nos que não abordaram, por exemplo, o tema do preservativo porque não se sentiam bem ao fazê-lo. Se a relação sexual evolui no tempo e se transforma em algo mais, as mesmas pessoas referem que agora já não faz sentido e denotaria falta de confiança no(a) parceiro(a)! Juntem-lhe os problemas de género, a timidez, os mitos sexuais, etc… A informação é indispensável, mas não dispensa o desenvolvimento de competências relacionais.

Comentários

PintoRibeiro disse…
De acordo, quase. Bom dia Cristina, bjinho.
Anónimo disse…
E eu sublinho que a informação é indispensável, mas não dispensa o desenvolvimento de competências relacionais.
É neste desenvolvimento de competências relacionais que está o cerne da questão.
Essas pessoas ainda que com competências encaram o sexo como competição, imagino que seja um probblema de Portugês e não percebam a diferença das palavras.
Cristina disse…
dalloway

pois, nem mais...impossivel introduzir medidas se as relações não forem de modo a poder aplicá-las..

beijinho
Cristina disse…
eduardo

a propria relação nao tem espaço para a discussão do assunto, não é por falta de informação, de facto, isso explica porque é que num meio em que toda a gente ouve falar de preservativo, ele não é usado:)

beijinho

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