E eu que sempre pensei que fosse o contrário.....


Um estudante oriundo de uma família com um nível cultural elevado tem dez vezes mais oportunidades de chegar ao ensino superior do que os que não têm essa mais-valia.
E, entre os que entram, os antecedentes culturais e económicos - dois factores quase sempre interligados - pesam decisivamente no tipo de curso que se consegue alcançar.
"São dados que nos deixam a pensar se, de facto, a nossa sociedade está tão democratizada como julgamos", diz Diana Amado Tavares, do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) e uma das autoras do estudo "Preferências dos estudantes". Um trabalho que deverá ser publicado em breve pelo European Journal of Higher Education. A matéria-prima para a pesquisa, explica a investigadora, foram as chamadas "fichas ENES", questionários que todos os alunos preenchem quando entram no ensino superior pela primeira vez mas que, até agora, nunca tinham sido tratados. "Quando o actual ministro [da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago] tomou posse, deparou-se com uma quantidade imensa de dados", conta. "A maioria da informação que trabalhámos diz respeito a 2004 e 2005, mas agora aguardamos os dados de 2006/07."[DN ]
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Ora aqui está um trabalho original e de resultados surpreendentes....há malta assim...criativa.

Comentários

Animal disse…
estou sem palavras e mesmo spixeléçe perante tanta erudição! porra, quem diria, hã? anda um gajo a vida toda convencido que só vai pra doutor ou engenheiro o filho do servo da gleba e afinal....
Mel disse…
e alguns dos que chegam lá espremem os saberes dos cursos durante anos e anos, supostamente para sairem profissionais mais competentes né?haja fundo monetário familiar para gastar e tá-se bem
Anónimo disse…
Cá estou eu para ser do...'contra'.
Eu não tenho nem nunca tive a ideia que fosse precisamento o contrário daquilo que demosntra este estudo.

Os rótulos são colocados com alguma facilidade e neste caso as pessoas são quase sempre levadas a pensar que os meninos da mamã são uns vazios do tamanho de um comboio, que não têm interesses de especie alguma porque têm a papinha toda feita e bálábláblá... Contrariando isto, pensa-se que aqueles que são oriundos de familias mais desfavorecidas são os mais empenhados porque não querem ter a vida que os pais tiveram.

Acho fácil de entender se pararmos para pensar em linhas muitos simples:
- Alguém que é 'bombardeado' desde muito cedo e com frequência com conhecimento vasto a nivel cultural e que tem posses financeiras de viajar (e não só) de descobrir in loco aquilo que gosta, facilmente terá uma maior abrangência de conhecimento geral que será adequirido muito mais cedo perante os demais. E é um conhecimento tão natural que se torna numa actividade básica do dia-a-dia.
Com o passar dos anos essas pessoas terão melhor delineados (mais cedo que os demais) os seus quereres e objectivos a atingir na sua vida profissional, até porque desde muito cedo foram presenteados com uma grande diversidade de assuntos, culturas e por aí fora. Isto dá uma certa objectividade no querer.

Que fique claro que eu com isto não quero, não estou nem mesmo pretendo dizer que as outras pessoas que contraiam este estudo sejam de todo menos capazes de fazer as mesmas coisas e atingir os objectivos delineados. Como em tudo na vida existem exemplos que demonstram precisamente o contrário.

Tem razão Cristina, é um trabalho original mas para mim não é surpreendente.
Anónimo disse…
Outra vez a treta do "deixam a pensar se, de facto, a nossa sociedade está tão democratizada como julgamos"...Julgamos? Eu não julgo nada disso.

Resultados surpreendentes?

E então a informação genética? Não conta para estes campeonatos?

Bjos democráticos



Bjos
Anónimo disse…
Dei-me conta que o meu texto não apareceu todo. Fui dizer que era do contra e lá apareceu o lápis azul...isto da votação dos melhores portugueses deixa sequelas ;) Devo ter feito algo de errado, essa é que é essa.
Agora vou acrescentar o que foi censurado.

A aprendizagem é mais bem conseguida quando repleta de vários estimulos, estimulos esses direccionado e fundamentados e aqui temos o papel crucial dos progenitores e familia.
Vivemos numa época que parece que nos esquecemos de falar sobre os estimulos positivo, que neste caso do estudo do seu post são fundamentais e que fazem da capacidade cognitiva algo mais permeável elástico....não fosse o cerebro um musculo.

Ser o cão de Pavlov já não chega.
Cristina disse…
animal

obrigada pá, só tu é que me compreendes!!! loooool

uma pessoa tem cada surpresa...não fosse a malta com estudos mostrar-nos a realidade com comprovação cientifica e andavamos toda a vida enganados..

beijinhos
Cristina disse…
immortal

claro, quanto mais tempo mais sabedoria :))

bjinhos
Cristina disse…
dalloway

ó minha querida amiga!, deixe-me cá tomar um chá de camomila....
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.(meia hora depois....)
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tão a menina acha que é preciso um estudo pra chegar a essa teoria que tão bem expôs? tá a ver, mesmo sem ter dado voltas aos boletins de inscrição dos alunos e à cabeça...e mesmo sem ter perdido meses, quem sabe anos, de trabalho árduo chegou à mesma conclusão...:DD

beijocas
Cristina disse…
batuta querido, 'cês nãminerbem...
outroblog disse…
prefiro assim....numa recente reentrada na função publica, depois de afastada bastantes anos, deparo-me com muitos recentes formados, filhos de populações menos esclarecidas, saidos de politecnicos que nem hamburgueres de macdonalds...e é vê-los cheio da sua menos boa formação a atropelar tudo que é gente..assustador. Dou conta das chefias intermédias cheias de gente que nunca pensou chegar tão longe cheios de ideias sem bases cientificas absolutamente nenhumas.
Vejo o atropelo de gerações e de pessoas sem nenhuma cerimónia..e falo dos que não tinham pais formados e são os perdedores desse estudo..
garanto-vos que é assustador....
Anónimo disse…
Na mouche meninas Dalloway e Cristina !
Neste Post entra a sociologia da Educação. Há estudos que o comprovam, sem margens para dúvidas, sendo naturalmente, uma dimensão de análise, (outras há, claro), ... refiro-me a elevada desigualdade de oportunidades que começa justamente no "capital cultural" dos pais.
Em muitos gestos do dia-a-dia, se transmitem (ou não) saberes, práticas, preferências e hábitos culturais aos filhos, que se traduzirão mais tarde, numa taxa maior ou menor de insucesso escolar, e até do êxito profissional. É sim senhor, nesse ponto/momento que começa a estabelecer-se a diferença.

No fundo, é a teoria da reprodução de classes desenvolvida por um dos maiores sociólogos do séc. XX, recentemente falecido (françês) Pierre Bourdieu .... os operários reproduzem operariozinhos, como os leões repoduzem leõezinhos, ah e já agora, os doutores ... produzem doutorzinhos. lolol ... é uma forma irónica de demonstração da teoria.

Por isso, a tentativa de chamar e aproximar os encarregados de educação à Escola dos seus educandos, para integração dos primeiros no processo de aprendizagem dos segundos, com o nobre e difícil objectivo de esbater diferenças, que fazem com que o nível superior de ensino AINDA não seja para todos.

Penso que também será do vosso conhecimento que se verificam diferenças de Faculdade para Faculdade, tendo em conta o nível sócio-económico dos pais.

Sendo nas Faculdades de Medicina onde o nível sócio-económico dos pais é mais elevado, por exº.

um abraço
Anónimo disse…
O que esta gente descobre...e o dinheirão que gastaram para descobrir isto, heim????

Só quem vive a leste é que ainda não tinha chegado a esta conclusão!

Jinho

Bolacha
Pêndulo disse…
Para variar vou ser do contra.
Este estudo fazia falta porque quantifica, mede exactamente, aquilo que todos nós pressentíamos.
Por outras palavras: não se deve ridicularizar o estudo pois isso corresponde a fazer o que uma comentadora anterior (outro bolg) condenou, a falta de bases e rigor científico característicos dos mal formados. Venham mais estudos destes. Que não se estude é a maior pecha que nos atrofia o desenvolvimento.

:p
Anónimo disse…
Ó Cristina, atão num se vê que eu sou uma iluminada?!
Aliás as pessoas quando falam comigo estão sempre de óculos escuros....é tanta a luz que se imana desta minha sapiência que dava para iluminar o Estádio da Luz. Palavra!
Cristina disse…
pendulo

venham mais estudos destes claro, pá, não seja por isso....

mais, a gente suspeita que a maioria da malta que chega à faculdade tem 18-20 anos, mas nunca se sabe..... podiam ter aproveitado para fazer um estudo lá com os boletins de inscrição...é preciso é malta empenhada :D
Cristina disse…
outro blog

isso talvez tenha a ver com aducação, porque quem tem mais diferenciação necessariamente passa à frente...quanto a isso ha pouco a fazer...agora, as coisas têm que ser feitas com alguma delicadeza..:)

beijinhos
Cristina disse…
bolacha

sobre esta realidade que é óbvia, talvez houvesse analises mais importantes e mais consequentes..digo eu.

beijinhos
Cristina disse…
dalloway

mas é mesmo! leva-me é demasiado a sério ;)

jinhos

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