estarrecida

imagem pedida emprestada ao Old Man


...com o drama de Marques Mendes..
Então não é que o CA do Hospital Visconde de Salreu, em Estarreja entendeu que o homem lá por ser político não tinha o direito de entrar por ali dentro mais a sua comitiva para visitar o hospital??
Apesar da pretensão não ter sido "solicitada, programada ou sequer comunicada" como informou o CA, estamos aqui, portanto abram alas estendam a passadeira vermelha e tratem-nos como príncipes...mas não. Imagine-se que o CA ousou mandá-los à vidinha deles...e deixar o pessoal trabalhar sem perturbações...uma "falta de respeito" pá! inadmissível.
.
.
ou então...se calhar o senhor tinha lá algum familiar internado e a gente não sabia......se for o caso peço desde já as minhas desculpas....

Comentários

Manel disse…
O Mendes queria então a passadeira vermelha para ele e as televisões atrásdele e saíu tudo errado.
Tenho pena do pequenote, pois apanhou um outro baixote pela frente que o informou que ali não existia a tal hormona de crescimento. Ela existe é em Estarreja, ali no outro lado do Antuã.
è que o nome da vila Estarreja vem do tempo em que o Manel estava a namorar com a Maria, a Maria apalpa e diz para o Manel: "Está r(e)ija Manel". E assim nasceu Estárreija que depois deu Estarreja do hormona de crescimento.
Manel disse…
Por lapso indiquei que Estarreja é vila, o que é incorrecto pois agora é cidade.
Anónimo disse…
Se eu quiser visitar um hospital o que tenho que fazer?
Limito-me a entrar ou tenho que proceder conforma as regras?
Anónimo disse…
Cris,

Compreendo o gozo que te dão estas coisas.

No entanto, este é mais um sinal das democracias pouco evoluídas, diria mesmo um bocado rascas, em que o estatuto da oposição é uma coisa menor:)

Estamos cada vez mais perto da américa do sul do que da europa. Não temos o mais pequeno jeito para sermos uma democracia digna de um país avançado. É a vida...

Bjos
Anónimo disse…
Pobre humanidade..tolerância, tolerância..

(um acto que não condiz com as gentes da terra que deu o nome ao hospital)

Uma curiosidade..o Visconde de Salreu, Domingos Joaquim da Silva se quis que o hospital e o asilo abrissem ao publíco teve de o equipar com toda a aparelhagem cirúrgica para funcionamento imediato, porque o então "distinto" António de Oliveira Salazar lhe disse aquando o visconde o informou que o hospital estava feito e, Salazar lhe disse "o Senhor quer um hospital, meta-lhe o equipamento para o poder abrir, se o quiser abrir"
(histórias de outros tempos..como hoje :-) )

um abraço

intruso
(sou, dessa terra que deu o nome ao hospital..SALREU )
Mel disse…
tse tse não se faz....maus maus...ganda noia...lol, não me esquece de ele dizer a uns miúdos na escola: "não me conhecem? sou aquele que diz ganda noia no contra informação"!
porque é que ele não disse isso ao CA?hum...
Anónimo disse…
cris,
no âmbito do 'sos dótoura' vê lá se podes dar uma ajuda.
a ´malta agradece.
beijo e bom domingo.
Cristina disse…
reporter

se quiseres visitar um hospital? mas aquilo não é nenhum museu ou um monumento ou um cinema que se visite quando nos apetece...é um local onde se tratam pessoas.
ou és doente e vais lá procurar ajuda
ou és jornalista e pedes autorização para fazer uma qualquer reportagem que tem que ter limites definidos
ou és da tutela e pretendes saber se está a funcionar bem, nesse caso pedes informação a quem te a puder fornecer dentro da instituição, ou vais lá e falas com as pessoas indicadas no sentido de te inteirares das reividicações e das condições de trabalho...enfim, ha normas a cumprir..

bj
Cristina disse…
manel

pois, a malta olhava pra ele e...ó Sr Dr! faça favor de entrar....imagine-se o "descaramento", de alguem lhe ter dito que nao se entra assim onde se quer sem pedir autorização..

é que isto é malta muito importante pa!
Portugal ainda vive no tempo da Idade do Calhau.

Artigo 12º
3- Todas as entidades públicas estão sujeitas ao dever geral de cooperação com os deputados no exercício das suas funções ou por causa dela.

Artigo 15º
1 b) Livre trânsito, considerado como livre circulação em locais públicos de acesso condicionado, mediante exibição do cartão especial de identificação


Em qualquer cantinho da Europa um deputado é respeitado.
Aqui é o que se vê.
cs disse…
por acaso concordo lá em cima com o "batuta". Caramba, para todos os efeitos, o pequenote é o presidente do maior partido de oposição. Em algumas democracias mais evoluidas tem lugar quase ao lado do primeiro ministro.

Acho que é falta de respeiro, mas enfim, é o poder de uma instituição.

Existe nesta noticia qq coisa que não me caiu bem...mas enfim...pode ser que o CA esteja certo.

Uma coisa deve estar. Protegido pela lei...sim que eles não são burros...

resto de Bom Domingo

:)
Cristina disse…
batuta

concordo contigo, mais perto da américa do sul, onde os políticos se acham no direito de onde chegam toda a gente lhe fazer vénias e agradecertão ilustre presença.
não precisam de se sujeitar a regras. e se alguém lhes diz que não é correcto, e considerado como "uma falta de respeito" para com tão importantes figuras. porque é que um membro da oposição se acha no direito de entrar por ali dentro só porque lhe apetece?
a falta de chá, de educação, a prepotencia, são indescritiveis.
de facto é mesmo assim que se costumam apresentar nos hospitais....(e que são muito gozados, são mesmo)

tens razão, cada vez mais américa do sul...

bjos
Cristina disse…
fado

para se ser respeitado é preciso dar-se ao respeito.
não é com essa arrogancia que se fazem as coisas.é claro que só pode ser alvo de gozo...
muito me espanta essa defesa vinda precisamente de ti...lol
Cristina disse…
cs

é bom que as pessoas que ocupam estes cargos saibam comportar-se com a educação e a elegancia que eles exigem. nomeadamente solicitando a visita. afinal, aquilo nao é a casa da sogra, nem ele la foi com nenhum mandato judicial, acho eu...

é assim que são respeitados.
É verdade que a profissão de deputado anda pelas ruas da amargura, e eles bem fazem por isso.
Agora a Lei é muito clara, e ele tinha direito a fazer o que se propunha fazer.
Se não se tornou afirmativo, só lhe fica bem em nome da educação, mas calculo que não vai deixar as coisas assim paradas.
É claro que não ia visitar o bloco operatório em plena função.
Se calhar, isto sou eu a pensar, não estavam lá os médicos que deviam estar, digo eu.
cs disse…
Vai-me perdoar Cristina , mas não concordo. ( Meu Deus e eu aqui a defender o pequenote..lolll)

Dizia, não concordo. Acho mesmo que foi o poderzinho do CA como represália ao Presidente da Camara.

A oposição tem direito e dever de visitar as instituições sem aviso prévio, para ver como funcionam. Antes do 25 de Abrirl é que se sabia quando vinha o Ministro e lavava-se o chão.

Entendo o que quer dizer, E no essencial concordo consigo, na falta de educação com que muitas vezes os dirigentes da oposição, ou não, nos brindam, mas Cristina, acha que eles impediriam a entrada ao Primeiro Ministro?
Anónimo disse…
Cris,

Não tens razão nenhuma, mas isso também não tem qualquer problema.

Isto é um "fait- divers" passado com uma pessoa que não sabe o que é liderança, porque se soubesse entrava mesmo, porque a Lei lhe dá esse direito. Ponto.

Ou isto do legalismo é só para a esquerda festiva?

Bjos
sem-se-ver disse…
o que praqui vai...

mt interessante.

penso que a posição mais sensata e defensável é a da cristina.

cs, as visitas do 1º são programadas, claro. nem poderia ser de outra maneira.

no governo ou na oposição, uma instituição não é, seja privada ou pública, a 'casa da prima'.

há regras, antes de mais de cortesia instituicional, a seguir a essas, de relacionamento institucional e, finalmente, da própria instituição em causa, que têm de ser respeitadas.

deputado, seja de partido apoiante do governo ou da oposição, não é inspector no sentido legal do termo, não tem tal função; nem está acometido, tal inspector sanitário ou membro da polícia judiciária, a entrar onde quer e como quer quando quer. é sim e só - o que já seria mt trabalhoso se realmente o cumprissem - inspector das actividades do governo.

se me demonstrarem, pelo estatuto legal do deputado português, que estou errada, calo-me.

mas creio que estou certíssima.
Anónimo disse…
sem-se-ver,

teria todo o gosto em lhe responder mas, compreenda, ir ao domingo à procura de legislação, quando, ainda po cima, Você diz "creio que estou certíssima", conceda que é, pelo menos, inglório.

Mas, se fôr ver uns comentários acima, há alguém que também menciona essa Lei. Quem sabe, possa responder-lhe.

Um resto de bom domingo.
Cristina disse…
fado

batuta

estes senhores, para todos os efeitos são pessoas estranhas ao serviço, e mandam as regras que se tenha a delicadeza de informar ou solicitar essa visita, bolas! nem a policia o faz, nem o tribunal...seguem sempre os procedimentos institucionais normais. alem disso qual era a finalidade? imaginem que entrata mesmo à má fila como o batuta acha que devia fazer. muito bem. chegava la dentro e dizia o quê? procurava o quê? a quem? pedia que lhe mostrassem escalas de medicos(como insinua o fado...)? pedia provas de produtividade? indices de mortalidade? numero de doentes atendidos? e depois ía-se embora todo contente por ter pedido exercer o " poderzinho" que a lei lhe permite? será que permite?
ou nao fazia nada disso e esperava que o convidassem para um cházinho alegres e contentes e com muitas vénias?

não acham que era uma figura um pouco ridicula???, mais do que ja faz? aliás, delas ja não se livra, cada vez que dá um passo ou abre a boca.
eu no lugar dele tinha informado o hospital de que teria muito gosto em fazer uma visita e agendava o dia. não teria sido mais elegante? alguem lhe diria que não?
Cristina disse…
sem-se-ver

muito obrigada, alguem me entende...

mas sabe, é a demonstração do "poderzinho" de que tanto esta gente gosta. a la america latina, usando o termo do batuta.

quando estão em condições de o usar para algo de realmente útil, por e simplesmente esquecem-se...
sem-se-ver disse…
cristina,
a resposta do batuta fez-me perceber que eu estava errada. que o estatuto de deputado lhe confere tal poder, mesmo.

sendo assim, quem tem razão é mesmo o fado alexandrino, ele devia ter entrado por ali adentro. porque, como bem diz cs, antes do 25 de abril é que tinha que ser tudo mt avisadinho...

enfim: eu acho que teria sido mais elegante ele ter avisado antes, sim. mas pelos vistos tal elegância não é imposta por lei.

:-)
Anónimo disse…
Pois também eu compreendo a sua posição e concordo com ela, Cristina.
Posto isto apetece-me dizer ao lider da oposição deste país que vá levar onde levam as galinhas... ou então que cresça e apareça!
cs disse…
se for um EPE a lei aplica-se?
batuta disse…
sem-se ver,

estou completamente de acordo quanto ao Bernstein, muito mais humano e sensível, e isso é que é importante. Quanto a Mahler...já somos dois. O último andamento da sinfonia incompleta é o desespero, o lamento pelo fim da vida, que está muito perto. Genial.
Pêndulo disse…
Já muita gente falou aqui de organização, estatutos, etc.e esqueceram-se de falar do principal, da razão porque existem hospitais. Não é para dar emprego a médicos, enfermeiros e outros, é por existirem doentes, internados, pessoas que podem estar algaliadas ou sujas de si mesmo. Se é bom e mais devia acontecer que os partidos se interessem pelo que se passa na sociedade é tão ou mais verdade que o direito do cidadão à reserva de exposição pública em circunstâncias de fragilidade deve ser preservado. Não me agradaria estar numa cama de hospital, depois de uma qualquer moléstia ou acidente e, no momento em que me fossem retirar a aparadeira, comigo já sobremaneira envergonhado, me entrasse um Marques Mendes, Jerónimo, Sócrates ou Portas pela enfermaria acompanhado de um séquito de jornalistas e câmaras de televisão e fotográficas.
Acrescento ainda que, por motivo que não vou revelar, faço visitas a serviços públicos abrangido por algo semelhante ao estatuto do deputado que me confere o direito de entrar. Nunca o fiz alguma dessas visitas sem antes avisar e saber se há algum inconveniente. Muito recentemente adiei uma dessas visitas por o responsável pelo serviço a visitar me ter alertado que seria manifestamente incómoda na data prevista.
Assim mandam as regras, não de cortesia mas de sã convivência entre pessoas.
Cristina disse…
pêndulo

caneco!! é que essa realidade é tão óbvia para mim que nem me lembrei que era preciso falar nela...

digo-te, digo-lhes, mais!: no meu hospital, o presidente do conselho de administração, os gestores, vão frequentemente aos serviços (vantagens de ser privado...). nunca, mas nunca, entraram por um serviço dentro sem antes perguntarem ou director se era oportuno la ir naquele momento. e, ninguem duvidará que o podiam fazer.nem deixam de controlar o seu funcionamento por isso.
mas ha um respeito que se deve ter para com quem está no seu local de trabalho com caracteristicas especiais.
outro exemplo: ja varios colegas vieram à minha enfermaria saber o que se passa com pessoas conhecidas que la estão internadas. apesar de serem da casa, nunca algum foi consultar o processo do doente sem me perguntar primeiro o que se passa. e eu, por delicadeza, mostro-lho. claro que o contrario igualmente se verifica.

um caso recente. na urgencia, tive internadas 3 pessoas, que vieram acompanhados por agentes da judiciaria que iriam investigar o caso. apresentaram-se à policia, que falou com o gabinete de imprensa(que ja sabia pela com.social) e que depois falou comigo.
nunca usaram a sua possibilidade legal de entrar por ali dentro à frente de toda a gente e começar a fazer perguntas....
mas isto é a diferença entre quem vai com intenção de fazer um trabalho sério, que compreende que ha ragras de convivencia que nao custa nada cumprir e que só pode resultar em colaboração, e quem vai para o folclore...e ainda acha que é muito descaramento não ser recebido com a deferencia que c.e.r.t.a..m.e.n.t.e merece!!
esta presunção de que toda a gente tem que se afastar para passarem é que verdadeiramente irrita, esta rasquice...
Anónimo disse…
Pois, Cristina.
Há regras. Que eu e os senhores deputados, presidentes de Câmara e afins, enquanto fora das suas funções oficiais, têm que cumprir.
Se fosse um museu? Teríamos que pagar, ou não? Caso estivesse aberto...
Há aqui vários equívocos que convêm esclarecer.
Primeiro a lei confere-lhes esse direito, porventura na esperança de que eles se sirvam dela para fiscalizar seja o que for.
Segundo, é bem verdade que os senhores deputados visitam o que bem entendem (no sector público), se a comunicação social se prontificar a registar-lhes as suas visitas.
Ora aqui há três pessoas que falharam.
O deputado que não fez a habitual cortesia de informar para estar tudo a postos para as televisões.
O director do hospital que desconhece a lei e não achou melhor maneira de a contornar do que fazer, ele próprio, outra descortesia.
Nós, que ainda damos importância a estas brincadeiras de salão

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