Discriminação?



Passando por alguns blogs, deparei-me com mais uma discussão Blasfémias /Glória fácil sobre a recusa de alguns serviços de sangue de doadores homossexuais masculinos.
A questão foi imediatamente apelidada de mais um acto de Discriminação sobre os Homossexuais por quem "de direito".
Sobre este tema diria só duas ou três coisas; afinal, se toda a gente tem opiniões tão fundamentadas sobre o assunto, porque não? E faço-o com o à-vontade de quem sempre se debateu aqui pelos direitos dos homossexuais.
A primeira é que em medicina a expressão "discriminação" no sentido moralista do termo, neste tipo de decisões não existe: é ridículo, não deve ser usada e retira imediatamente qualquer base científica à argumentação. Poder-se-á chamar o que se quiser , mas não é seguramente uma discussão séria, nem médica, nem científica, nem discussão é. Em Medicina, existem estatísticas, estudos de prevalência, estudos de comportamentos e de riscos. E é a partir daí que se estabelecem critérios e tomadas de decisão.
Depois, não tem nada a ver com homossexualidade em geral, tem a ver com homossexualidade masculina: porquê? Porque a transmissão sexual de doenças virais é mais prevalente nas relações homem-homem, dentro do universo das relações homossexuais ponto final
mais ainda:
A recusa de doação de sangue de certos grupos populacionais não se aplica apenas a gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), mas a toda e qualquer população que, comprovadamente, se encontre em situação de risco acrescido de transmissão de determinadas doenças através do sangue, nos 12 meses anteriores à doação. Isso mostra, claramente, que se trata de medidas de protecção à saúde pública, como um bem colectivo, e não de incentivo ao preconceito ou à homofobia. Os grupos de risco englobam, por exemplo, parceiros de hemodialisados e transfundidos, vítimas de violação, população prisional, pessoas que realizaram piercing ou tatuagem recentemente, utilizadores de drogas, pessoas que tenham feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais sem uso de preservativo ou em troca de dinheiro, entre outros. Não se trata de orientação sexual, mas de “situações de risco acrescido”.
Porquê os HSH?
Um estudo de Soldan & Sinka de 2003 em Inglaterra, sugere que permitir a doação de sangue a gays e outros HSH que tiveram o último contato sexual há 12 meses ou mais, aumentaria em 60% o risco de doações de sangue contaminado por HIV entrarem nos bancos de sangue.
Um Estudo de Sanchez et al. dos Estados Unidos publicado em 2005, concluiu que a prevalência do HIV nos testes de triagem foi maior entre doadores que reportaram ter feito sexo com outro homem nos últimos cinco anos quando comparados com doadores que reportaram não ter feito sexo com outro homem.
Scwarcwald & Barbosa, do Brasil(país que devido à grande incidência de HIV tem estudado seriamente o problema), estimaram o risco biológico nas duas situações: caso não houvesse restrição à doação de sangue por gays e outros HSH e caso houvesse restrição. Na primeira opção, 1,4/ 100 mil doadores, em média, teriam infecção recente que não seria detectada pelo processo rotineiro de triagem em função da janela imunológica; na segunda situação, 2,1/100 mil, em média, teriam infecção que não seria diagnosticada. O que significa um aumento do risco biológico de quase o dobro. O artigo “Risco relativo para aids dos homossexuais masculinos no Brasil” de Jorge Beloqui, publicado em 2006 na revista Cadernos pela Vidda, utilizando-se de dados dessa pesquisa e de dados de 2003 referentes ao HIV, chegou à conclusão de que a probabilidade de desenvolver infecção entre gays e outros HSH é de pelo menos 18 vezes maior do que entre heterossexuais.
Apesar dos avanços tecnológicos dos testes utilizados e da sua sensibilidade, a maior ameaça à segurança do sangue é o período da janela imunológica que hoje pode ser de 11 a 22 dias para o HIV, dependendo dos testes para detecção de anticorpos utilizados. Em relação à hepatite B, a janela imunológica varia de 30 a 60 dias e para a hepatite C, de 33 a 129 dias.
Escreve Fernanda Câncio, que os TAN, têm uma fiabilidademuito mais elevada porque pesquisam o próprio vírus e o período de janela (aquele em que o teste dá negativo mesmo quando a pessoa está infectada) foi reduzido para cerca de uma semana no caso do hiv....nem que fosse um dia!
E faço lembrar que os NAT*, dirigem-se ao HIV1; ora Portugal tem uma vasta população de origem africana, que apresenta alta prevalência de HIV2, virus que no início nem era conhecido. Muitos sangues foram dados nessa altura... E que até há quem admita a hipótese da existência de um HIV3! Além disso, um indivíduo pode apresentar carga virar negativa, sendo seropositivo. Alguém arrisca uma transfusão? Definitivamente: NÃO.
Faço ainda lembrar que há uns anos, não se conheciam hepatites C, delta, etc, transmissíveis pela mesma via. Muitos mais se virão a descobrir, certamente. Por exemplo: um indivíduo com alteração das transaminases não pode dar sangue mesmo com testes de virus da hepatite B(Ag Hbs) negativos, o que representa uma evidência directa da inexistência do virus. Porquê? porque pode estar a transmitir um outro virus não detectável na altura....
Portanto, para concluir, em lugar nenhum do Mundo, apesar da evolução das técnicas, se dispensa um inquérito rigoroso ao comportamento social, sexual, como lhe queiram chamar, da pessoa. Porque este é um factor determinante da boa saúde desse dador.
A tão polémica "norma", em nenhum momento, recomenda a triagem por orientação sexual do doador, mas sim pelas situações de risco acrescido. Porque temos a perfeita noção de que, em caso de comportamento de risco, pode haver uma infinidade de infecções não detectáveis à data da doação. Tão simples como isto.
A questão deve ser analisada do ponto de vista de política pública de saúde com o objectivo de garantir às pessoas a qualidade do sangue administrado. A meta é minimizar esse risco, com o objectivo de um bem colectivo maior: a saúde da população.
.
.*[Currently, donors of blood and plasma are tested for antibodies to HCV, antibodies to HIV and HIV-1 antigens, which are the virus's own proteins. However, there is still a "window period" during which a donor can be infected, but have negative screening tests. With the use of NAT for HCV, the window period is reduced by approximately 57 days (from an average of 82 days to 25 days). For HIV-1, the average window period with antibody is 22 days. This window period is reduced approximately to 16 days with antigen testing and to 12 days with NAT.]link
Adenda:
permito-me, sem autorização mas convencida de que ele não se importa, deixar aqui 2 comentários retirados do Blasfémias, feitos por um comentador que assina hotboot. porque nestas coisas, não ha como ouvir a opinião de quem lida com as situações e tem que assumir a responsabilidade (moral e legal) de zelar pela vida dos outros.....
.
Nenhuma das pessoas que "opina" por aqui tem/teve alguma vez a MINIMA responabilidade em assinar um inquérito de dador para o permitir dar sangue nem teve resposabilidade na aplicação de um hemoderivado num doente. Ambas as situações já levaram médicos a tribunal (sim, por não aplicar critérios "discriminatórios"!)Ninguem aqui participou/eleborou trabalhos de infeciosidade de Hep.B/ Hep.C / HIV; ninguem qui fez estudos epidiemiológicos "na rua" para saber a prevalência de HEPB/HEPC/HIV; ninguém acompanhou o "encurtar" das janelas de seroconversão com os testes anti-HIV de 1ª/2ª/3ª/4ª geração e agora os NAT, nas faz a minima ideia e onde e como os testes podem falhar. Mesmo assim acham que se deve incluir membros com COMPORTAMENTOS de risco (não existem grupos de risco MAS comportamentos) na dádiva.... há coisas fantásticas não há? Eu assino os inquéritos dos dadores que deixo dar sangue assumindo a responsabilidade por deixar ou não alguem o fazer, enquanto ninguém assumir essa responsabilidade eu irei DISCRIMINAR quem segundo os meus conhecimentos correr risco na dádiva de sangue (para Sí ou para quem receba o sangue). ponto.
e outro:
1- Há IMENSOS estudos que provam que homosexuais masculinos têm uma maior incidência de HIV que heterosexuais... podem é datar de há 10/15 anos atrás... podem perante a actual realidade epidemiológica estar desactualizados... mas sabes quantos médicos ainda pensam que os beta-bloqueantes são contra-indicados na insuficiência cardíaca? (mantendo um pensamento dos anos 80/inicio dos anos 90)?2 É uma completa inverdade que o coita anal não leva a uma maior proabilidade de transmissão de HEP.B/HIV e só neste caso de HEP.C, evidentemente que é indiferente ser homo ou hetero. Aliás nunca foi razão de suspensão o pertencer a um grupo... SEMPRE foram os comportamentos de risco.3- Quanto fores interno, quando estudares as limitações das análises, quando tiveres dadores para aprovar à tua frente, quanto trabalhares num serviço com outros médicos (mais velhos) e enfermeiros, quando levares sangue para aplicar um doente, quando assinares todos os papeis que validam uma unidade para tranfusão (inquérito e análises) aí poderás incluir quem quiseres com a tua assinatura e a tua responsabilidade.(também já foi idealista e tive certezam absolutas quando era aluno... isso passa...)

Comentários

Anónimo disse…
Cristina
Este é um tema super quente.
Não só do ponto de vista clínico mas também do lado moral (há quem lhes chame outras coisas).
Na minha modestíssima opinião, o que interessa é assegurar ou ver assegurada a qualidade do sangue. Para que não se corram riscos de espécie alguma.
É bom de ver, creio, que quem recebe tem mais relutância do que quem dá.
Relutância ao receber, ou pensar que vai receber, sangue de um homossexual.
Como referes, a mais valia, e aqui aparece o gesto clínico, é conhecer a origem do sangue.
E é para isso que existem os laboratórios (coisa física) e os analistas (coisa humana).
Será assunto para fazer bater muitas teclas e ainda bem.

Beijo.
Anónimo disse…
Subscrevo. Vou já proibir o Silver de dar sangue. :)
Alien8 disse…
Bem dito, Cristina!

Um beijinho e um excelente fim de semana.
Muito bem as usual
Sempre me fascinou a facilidade com que os/as jornalistas escrevem sobre tudo.
Não tem mal nenhum, convem é distingir entre opinião e palpites.
Anónimo disse…
Se..é preciso fazer despistes desses..então as análises não dão fiabilidade em absoluto..

Como vai a Menina?

um abraço e um óptimo Sábado e Domingo..

intruso
Cristina disse…
intruso

olá menino, tá bonzito??

vamos lá ver...convém dizer que fazer uma transfusão, apesar de tudo é relativamente seguro. as análises despistam a grande maioria, noventa e tal por cento.

agora, não ha qualquer método completamente seguro, até porque muitos dos infectados foram-no numa altura em que os virus agora conhecidos "não existiam"...

por isso continua a ser importante inquirir as pessoas, o comportamento social continua a ser factor de exclusão POR ISSO MESMO, senão deixavamos de fazer perguntas. e nenhum sistema de rastreio o preconiza, entende o que quero dizer?

há outra coisa importante. há pessoas que vão fazer testes para dar sangue porque QUEREM SABER SE SÃO POSITIVOS. e sabem que é um meio de o saber de forma sigilosa. ou seja, pessoas que por "algum motivo" sabem que correram riscos. estas pessoas podem, de facto, ser apanhadas em janela imunologica.
sei que isso acontece.

ainda há dias tive na urgência um doente dador de sangue, um "engatatão" que provavelmente não o referiu no inquérito. o facto é que neste momento é seropositivo...depois de um bocado "apertado" acabou por o confessar....e agora? será que já era na última doação e não se detectou?
se o tivesse dito não o teriam aceite, e com razão.
intruso, não é por acaso que algumas pessoas dizem que "sangue só se disso depender a vida...". é o meu caso, lool.

em relação aos homo masculinos, a verdade é que mesmo que tenham relações estaveis, a maioria, confirma em alguma altura da sua vida fases de alguma promiscuidade sexual, é verdade, eles dizem-no. as razões, é outro tema e obviamente não temos nada com isso.
por isso não me escandaliza que se possam excluir. e obviamente isto nao tem nada de discriminação de teor moral. discriminação, é negar o acesso a qualquer coisa em base na orientação sexual com prejuizo para o próprio. aqui, trata-se de uma questão de protecção de terceiros. até, como eu referi, não só pelo que se conhece mas também pelo que ainda não se conhece(em termos de infecções)e que a história nos tem mostrado trazer surpresas muito desagradáveis, no mínimo.

acho que se faz um alarido completamente escusado quando há tantos motivos muito nobres de luta em termos de direitos.
excluidos são todos os grupos de que falei e não se sentem discriminados, sabem que não podem dar sangue e pronto, não vêm nenhum drama nisso.

mas o que acontece é que muita desta discriminação vem de dentro, não de fora. é uma espécie de "enfiar uma carapuça" completamente escusada.

beijos
Cristina disse…
zorro

lol, faça isso :)
Cristina disse…
alien

beijos para ti, bom fim de semana:)
Cristina disse…
fado

mas isso é natural, todos nós temos opinião sobre tudo o que nos rodeia, mais ou menos fundamentada.

quem puder ajudar a fundamentar melhor que o faça....eu tento em temas de saúde, não sei se consigo.

beijos
cs disse…
Optimo texto. Sem paninhos quentes e sem rodear o problema, disse o que se tem de dizer.

Mas este grupo de LHBT é tantas vezes descriminado que qualquer coisa os tira do sério.

Enfim, claro que a Medicina pactua com alguns moralismos ainda do tempo do Estado Novo não neste caso, em que se atenta e sómente á segurança de terceiros e muito correctamente.

Olhe Cristina bom tema este dos moralismos da nossa Medicina.
Abuso meu desafiá-la a uns posts sobre tal? Se o achar a minha desculpa antecipada

bom fds

cs
Anónimo disse…
È bom que se tenha um mínimo de segurança.
Anónimo disse…
"Passando por alguns blogs, deparei-me com mais uma discussão Blasfémias/Glória fácil"... e foi aqui que parei de ler o seu post porque primeiro queria ler essa discussão e isto porque já me habituei à forma como a Cristina explica os temas de saúde.

Li inclusive a caixa de comentários dos referidos blogues e confesso que fiquei admirada com algumas das observações deixadas e incomodada porque alguns dos comentários se baseavam em permissas erradas, digo eu.

Depois disso li o seu na integra.
Acho o seu post fundamental para quem queira ter uma opinião sobre este assunto e pensar de uma forma séria, construtiva e deixar de apelidar este assunto de 'discriminação sobre os homossexuais'.
É importante não usar a palavra dis-cri-mi-na-ção em vão e puxar dos galões da moralidade e acharem-se os defensores dos coitadinhos. Sim coitadinhos porque se continuarem a ser defendidos desta forma não passarão de 'bichos' de outro mundo.

Na minha opinião isto não se trata de uma discriminação mas sim de factos e realidades que nos demonstarm a importância de nos precavermos de uma grande possibilidade do sangue estar contaminado para já não falar das descobertas que são feitas a nivel da investigação e que nos reportam quase sempre para aquela frase: o que hoje é verdade amanhã pode não ser, por isso acho que todo o cuidado é pouco.
Por isso aceito esta decisão como algo necessário e consequentemente natural.

Termino com a primeira grande lição deste post:

"...Em medicina, existem estatísticas, estudos de prevalência, estudos de comportamento e de risco. E é a partir daí que se estabelecem critérios e tomadas de decisão".
Anónimo disse…
Será por isso que a medicina não é a matemática, em que 2+2=4 e está tudo certo?
hotboot disse…
Excelente texto!
Parabéns, já vi médicos do IPS fundamentarem muto mal a exclusão de quem tenha tido relações homosexuais nos últimos 6/12 meses (repito não se trata da exclusão de um grupo MAS sim a suspensão de quem teve comportamentos de risco!!!) E penso que esta celeuma vem do desconhecimento/não divulgação pela própria cúpula do IPS dos dados epidemiológicos avançados pela Cristina. Novamente excelente texto!
Anónimo disse…
Amiga Cristina, grato pela tua atenção..plenamente esclareido e, como Tu,também fui sempre assim..sangue , só se disso depender a vida..mas para o dar é igual e, pior ficou quando deixei, gripar o meu 1ª carro por falta de óleo ahahah (não brinco, tou a sério)..sempre tive um medo terrivel de dar sangue..mas, as minhas filhas (duas)são dadoras, (não me ensinaram, mas eu ensinei)..

obrigado

um abraço

intruso
Cristina disse…
hotboot

o problama é que em questões de saúde, neste caso como noutos, por exemplo o fecho de alguma urgências, as coisas são demasiado mal explicadas. infelizmente, quem nos representa, às vezes dá explicações iguais à de quem não sabe do que está a falar...depois dá nisto. não podem ficar dúvidas. não se pode dar nenhuma margem a que alguém pense que ha aqui algum tipo de preconceito.

do outro lado temos um grupo de pessoas, que merecendo todo o respeito, se colocam sistematicamente na posição de coitadinhos,o que só os prejudica em termos de respeitabilidade.
as coisas são como são, dar sangue não é um direito. neste caso o direito está todo do lado do receptor.

.
gostei muito dos seus comentários. é muito bom ouvir quem está no terreno dizer o que tem que ser dito sem compromissos que não sejam defender o doente que vai tratar. até os que o atacam, se for preciso.
parabéns.
beijo, obrigada pela visita
Cristina disse…
cs

obrigada

estes são assuntos em que de facto não ha lugar a subjectividades...

não é matemático mas é quase.

mas claro que ha, noutras situações, moralismos na medicina.há preconceitos. agora, ninguém pode negar o tratamento adequado à luz dos conhecimentos actuais a alguém por causa disso. isso sim, seria preconceito e eticamente condenável. devia ser punido quem o faça. dou-lhe um exemplo: a interrupção voluntaria da gravidez.
um medico pode condená-lo moralmente, pode até interiormente desprezar quem o faça, mas tem a obrigação de encaminhar a pessoa para quem lhe garanta esse direito.

um beijo
Cristina disse…
Marta

é obrigatório, dentro do possível:)

beijos
Cristina disse…
dalloway

nada a acrescentar...aprecio muito não o facto de concordar, mas a preocupação que mostra em entender porque é que eu expresso determinada opinião.
obrigada, um beijo.
Anónimo disse…
Cris:
Foi do melhor que li sobre esta questão. Obrigada.

Beijinho

Bolacha
sem-se-ver disse…
só uma questão, por uma razão de esclarecimento (meu):

como sabe a cristina que «Nenhuma das pessoas que "opina" por aqui tem/teve alguma vez a MINIMA responabilidade em assinar um inquérito de dador para o permitir dar sangue nem teve resposabilidade na aplicação de um hemoderivado num doente»?

?

estou deveras confundida.

tem acesso aos ip? através deles consegue a identificação de quem está atrás do nick? e por via disso saca, não imagino como, a respectiva área profissional?

esclareça-me por favor.
sem-se-ver disse…
desculpe. já percebi que aquela citação não lhe pertence, mas sim a outro blog.

colocarei então, a ele, a mesma questão... :-)
sem-se-ver disse…
a ele, ao comentador, claro está.
sem-se-ver disse…
só encontrei o 2º coment que cita dele, e não o 1º.
paciência.

a minha questão, de absoluta leiga nesta área, é:
mas não basta fazer análise ao sangue?
ie, deduzo e espero que, por mais, menos ou nenhumas perguntas que se façam ao dador, o respectivo sangue vá ser analisado antes de ser aplicado, certo?..
se isto for verdade, para quê aplicar o inquérito previamente à doacção?
sem-se-ver disse…
ok.
é por causa do periodo de incubação.
ok.

(cristina, pf não se dê ao trabalho de responder aos meus 30.000 coments que nem o são, são um monólogo que vou tendo cmg propria à medida que leio o seu post! do fim para o princípio, tá visto!)

desculpe lá este assalto. agora prometo que vou ficar quietita.

(nesta caixa)
Cristina disse…
sem-se ver

penso que já encontrou por aí a resposta à sua dúvida.

veja o exemplo do doente que dei anteriormente. se esse doente tivesse respondido ao inquerito em consciencia, teria sido rejeitado atempadamente.
e teria sido muito mais importante que a análise que fez e que foi seguramente (ainda) negativa.

é a conjugação das duas coisas que nos dá um grau de eficácia maior.

em relação à "certeza" que o comentador teve, compreendo-o, mesmo com opinoões contrárias, uma pessoa que tenha esse tipo de trabalho, defenderia a causa noutros termos. isso reconhece-se à distancia...(se me permite a presunção)
sem-se-ver disse…
mas o que me chateou foi a presunção!

:-)

há milhentas maneiras de passar a mesma ideia sem ter de ser necessariamente presumido, não concorda?

enfim.

(e caramba!, vc leva mm a peito esta gentileza de responder a toda a gente! num havia nexexidade!! sério!)
Cristina disse…
é que há assuntos em que se sente quem é que está a falar com conhecimento de causa. penso que acontece em todos os temas específicos.

no caso que o comentador refere eu também seria capaz de dizer quem.
pelos termos que usa, como usa e como relaciona.
o segundo comentário tem uma frase, que só um médico diria, mesmo sem outras referencias ao trabalho que faz. desculpe, mas penso que noutras profissões acontece o mesmo....

quanto às respostas, bom, acho que se alguem vem aqui, mostra que leu, dá a sua opinião, e de algum modo estabalece alguma forma de comunicação comigo, tenho o dever de corresponder.

beijos
e-ko disse…
Excelente explicação, Cristina. Este post merece ser divulgad, como o outro da vacina contra o virus do colo do útero que deixei passar por estar com outras preocupações. Para já, posso pôr este no Braganza e com referência para o e-konoklasta ?
Cristina disse…
e-ko

claro, tudo o que quiser e achar que é útil, disponha, nem é preciso perguntar:)

obrigada.

Mensagens populares