o homem Batom-na-Cueca. ou, jornalismo em país pobre é um tédio...
Larry Flynt, o terror dos políticos americanos e fundador da revista "Hustler", que teve sua vida retratada no filme "The People vs. Larry Flynt" de Milos Forman, ofereceu 1 milhão de dolares este domingo (3/Junho) a quem lhe entregar provas de um encontro sexual ilícito com altos membros do governo americano.
Num anúncio de página inteira no jornal Washington Post, com a sugestiva pergunta
O tele-evangelista conservador não gostou do artigo, onde a "Hustler" parodiava um Falwell embriagado a ter uma relação sexual com a sua mãe. O processo prolongou-se por vários anos e percorreu várias instâncias judiciais, até que, em 1988, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu a favor de Flynt, salvaguardando a primeira emenda norte-americana e o direito à liberdade de expressão. Foi este episódio que deu origem ao filme.
"Have you had a sexual encounter with a current member of the United States Congress or a high-ranking government official?"
Flynt pede "documentos que comprovem acto sexual ilícito ou relações íntimas com congressista, senador ou outro oficial proeminente".......
Pagará 1 milhão pelo material, devidamente verificado e publicado na revista "Hustler".
Flynt publicou um anúncio similar em outubro de 1998, no auge do escândalo Monica Lewinsky, que quase levou ao impeachment do presidente Clinton.
O dono da revista foi ainda considerado responsável pela queda de Bob Livingston, que admitiu ter tido relações extra-conjugais depois de a.p.e.n.a.s boatos de que Flynt o estaria a investigar. Livingston reunciou em 1998, dias antes de se tornar porta-voz da Casa Branca.
Um dos mais mediáticos episódios relacionados com Larry Flynt envolveu Jerry Falwell, líder da direita religiosa nos EUA falecido este ano, num processo que levantou contra ele, em 1983, quando a revista "Hustler" publicou o título de capa "Jerry Fallwell fala sobre a sua primeira vez".
O tele-evangelista conservador não gostou do artigo, onde a "Hustler" parodiava um Falwell embriagado a ter uma relação sexual com a sua mãe. O processo prolongou-se por vários anos e percorreu várias instâncias judiciais, até que, em 1988, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu a favor de Flynt, salvaguardando a primeira emenda norte-americana e o direito à liberdade de expressão. Foi este episódio que deu origem ao filme.Larry Flynt disse "Este foi o ponto mais marcante da minha relação com Falwell e a razão pela qual podemos ouvir o que ouvimos hoje nos media".
Curioso foi reconhecer que foi inimigo de Falwell durante 15 anos, mas acabou por ter uma relacção de amizade com ele. "A minha mãe sempre me ensinou que, por mais ódio que tenhamos por alguém, acabamos sempre por encontrar algo de que gostamos nessa pessoa quando a conhecemos olhos nos olhos".
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Não obstante, e ao que parece, voltou em grande aos velhos tempos....


Comentários
Gostaria de me lembrar de como aprendi imenso inglês a ver esta magnifica revista.
Interesses há por parte dos americanos que a mim me passam completamente ao lado.
Gostei do filme com interpretação soberba.
Quanto à revista nunca li nem vi.
um abraço
intruso
Há quem se divirta com os escândalos sexuais protagonizados por outros e quem se divirta sendo protagonista. Gostos!
DUCA
o que se passa é que os americanos são brutalmente conservadores. qualquer cheirinho a escandalo sexual, é o suficiente para derrubar um adversário.
bem, e vendo bem na europa também não é muito diferente...
depende também muito da postura...se é um politico que se apresenta como muito respeitável com a familia toda a posar prás camaras, um bastião da moralidade e depois se vê que faz o contrário, é um prato cheio.
e esta é muito a imagem do político americano. um exemplo de familia como mandam as leis católicas:)
se é uma pessoa que não revela nem mostra nada da sua privacidade, as acusações colam mal porque afinal nunca tentou provar nada...
loooooooooooooooooooool, é bem capaz..:)))
beijos
calculo....como é que conseguias ler tanta coisa??
:)))
devia. não sei é se encontrava políticos para grandes avarias...talvez o Alberto João????????
:DDDD
não digas.....e eu a pensar que era daqueles belos e longos textos..:p
Nessa altura de Clinton falava-se de outros senadores a quem andavam a fazer a vida negra pela mesma razão.
Isto para dizer o quê?! Tão simplesmente que interesses sexuais existem tanto lá como na Europa e lembro-me quando Blair(eleito pela primeira vez) apresentou formalmente os seus ministros, resolveu dizer directamente que o ministro X (não me lembro o nome) era homossexual. Resolveu o problema.
Neste segundo mandato houve já escandalos sexuais e aí Blair ficou engasgado.
Ou muito me engano...a próxima vitima será a mulher de Sarkosy que vai dar que falar, por exemplo.
Uma coisa são escandalos sexuais que são constantemente procurados e muitas vezes elaborados para os intervenientes ganharem notariedade, outra coisa é alguém como Larry Flint aparecer e instigar este tipo de comportamento, pagando-o e fumentando outro tipo de comportamentos colaterais.
Bem...
Isto dava muita dança neste meu teclado.
Se os americanos são assim tão conservadores (os do Nebraska e os de Massachussets pela mesma medida, calculo) estranha-me um bocado porque razão o presidente Kennedy e o irmão Robert, que andavam senmpre nessas cavalarias, como é do conhecimento de toda a gente, nunca foram alvo desta exposição.
Afinal, é ou não é o jornalismo que comanda a o tal "consevadorismo" americano?
:)
quando falamos do conservadorismo não estamos a falar NY ou outras grandes cidades americanas mais cosmopolitas onde cada um faz a vida que quer, mas das cidades do interior e sul, como eles proprios tão bem retratam nos filmes, ainda hoje.
ha duas américas: a daqueles que nem sequer votam, e que durante muitos anos não terão nenhuma hipótese de votar, exactamente porque ha uma classe politica bastante conservadora que consegue vedar-lhes o acesso. tu ves debates ou declarações de candidatos e mesmo presidentes que não cabiam na Europa.
os Kennedy....tinham razões de peso para isso.John era uma espécie de "nobre", era amado pelos norte-americanos e admirado no mundo. Poderoso, sensual o tal quase aristocrata John Kennedy, apesar de testicocéfalo, era o menino bonito da América, era devasso mas em geral, como jogava limpo, esclarecia logo que não abandonaria a mulher e as amantes não divulgavam nem denunciavam as histórias de alcova. Eram discretas, quase sempre. Menos a Monroe. tinha outros predicados além de absorver tudo à volta:
ex-militar, a família, ela própria um polvo que fez fortuna em negócios com a máfia, o irmão não-sei-quê da justiça, portanto......se ele conseguiu silenciar a invasão da baía dos porcos não conseguia em relação às mulheres?? lol. até porque era uma situação que embora a doce Jackie não engolisse, aceitou sempre manter..o glamour, a pose, que é o que gera harmonia familiar e social. eram , nem que fosse prá fotografia, o "casal perfeito": aquilo de que a América gosta.:))
já o Clinton teve azar, burrice e infantilidade...deixou-se apanhar com as calças na mão e não se conseguiu desenvencilhar delas....o JFK deve ter dado voltas no túmulo coitado!
além de não ter um décimo do prestígio do outro....portanto mais susceptivel ao sangue de que o povo gosta.
agora quem o elegeu e porquê? a mesma elite politica concervadora que nunca abdicará desse poder, escolhe o mais seguro: a defesa de uma "sociedade decente",que proíba os casamentos entre homossexuais, POR EXEMPLO.
O Tribunal Supremo de Massachusetts julgou que era inconstitucional negar aos casais de homossexuais direitos legais iguais aos dos casais heterossexuais...maaaaas...disse bush, os estados podem atender alguns dos problemas delineados, como por exemplo os direitos de visita nos hospitais, as heranças ou direitos de propriedade sem ser subvertida a definição do casamento como a união de um homem e uma mulher...
conseguiram, no entanto, 45 dos estados americanos aprovaram leis ou emendaram constituições para proibir, na prática, casamentos gays. actualmente só é legal em Massachusetts, acho.
enfim...no melhor pano cai a nódoa:))
e acho que ja escrevi demais..e não me apetece rever. se houver gralhas sorry.
é essa a ideia que tenho também ainda por cima Sarcozy não tem nem de longe o carisma de um Miterrant que se impunha por outras mais valias que apesar de tudo compensavam muito o gozo do escandalo. tudo depende também do valor que é reconhecido ao político. Sarcozy, para a sociedade elitista francesa, sei não! à minima falha...
já um caso curioso é o Rei de Espanha. eu trabalho com montes de espanhois e ligações familiares lá. ninguem gosta da familia real, as infantas são as infantontas, eles são os parasitas, toda a gente diz que ele tem uma amante em cada provincia e tal...mas, apesar da imprensa rosa altamente agressiva, muito mais que cá, sobre o rei nem uma palavra....
tem a com.social muito bem controlada. além disso, talvez no fundo lhe reconheçam a unica função que tem: manter a Espanha unida. o que ja não é pouco nem facil.
é giro que só os de madrid é que se acham realmente espanhóis. os outros, falam da galiza, da Catalunha, da andaluzia e....da espanha.em segundo. não gostam da selecção "espanhola" por exemplo, é girissimo...lol
beijos
ainda agora chegou...
:))
Quanto a Sarkozy, dali vem muita surpresa e nada será como Vocês pensam. Veremos.
É MUITO diferente da tontinha, que nem candidata nas legislativas conseguirá ser.
Os americanos, os políticos entenda-se, gostavam de copiar mas coitados nem sequer sabem beber champagne.
Com os exemplos da Cristina e este último do Batuta só vem demosntrar que a europa é diferente neste sentido.
Já reparei sim Cristina, que a Madame Cecilia ainda não aqueceu a cadeira e já está a ser observada.
Quando falei que a próxima vitima era a mulher de Sarkosy, referia-me a ela própria pois acho vai dar muito trabalho a Sarkosy e vai dar no que se refere a refrear a comunicação social pelo e não será novidade porque quando era Ministro do Interior proibiu uma biografia da mulher.
A grande diferença está no saber fazer e não dar nas vistas. Quem não sabe, não faz... e assim não faz figuras de urso (isto para os americanos)
Esta Cécilia vai dar que falar...
*****
Gostei especialmente a forma como a Cristina respondeu ao batuta. Nem vou dizer se concordei ou não porque se continuo a dizer que sim vai parecer mal :)
Ainda estou para ver qual é o tema que a Cristina não é capaz de ter a resposta na ponta da lingua e tem-na de uma forma clara concisa e com bases muito sólidas, como esse comentário ao Batuta.
Daqui a uns dias ainda a convido a escrever ou dar uma ou outra opinião fora da net...ai a minha vida :)
1- normalmente não gostam da América;
2- normalmente nem sequer lá foram vivenciá-la;
3- normalmente vêm filmes a mais.
E, assim, adquirem as tais bases muito sólidas para opinar sobre a desconhecida América.
não diga essas coisas que as pessoas ainda pensam que é verdade...as bases sólidadas são relativas...saber, sei de medicina e olhe lá...o resto vou tentando informar-me á medida que as questões ou notícias vão surgindo. enfim, sempre se aprende alguma coisa....
eu é que lhe digo que um dia destes( quando lhe apetecer), tem que vir dar-me uma ajudinha ao CC, que isto é uma grande trabalheira..
;)
beijocas princesa. (esta miuda mata-me de mimo...)
Deixo aqui o meu respeito pela sua opinião. Mal de nós se sentissemos ou pensassemos todos da mesma forma.
Como já deve ter percebido eu não visito este blogue para dar manteiga à Critina ou ser inconveniente com os visitantes.
Espero que ao elogiar o comentário da Cristina ao seu comento não tivesse sentido que estava desmerecer a sua opinião. Longe de mim.
Os meu comentários valem o que valem.
Não me leve tão a sério.
mas o bom disso é dar a oportunidade perfeita aos que realmente sabem do que falam e que com o seu brilho inteligência e cultura colocam as coisas no lugar:)))
a testemunha é tua...
dalloway
sente-se que vamos ter aqui uma lição sobre a América. é a nossa oportunidade de nunca mais dizer asneiras, e isso é coisa que não se desperdiça... :))))
Obrigado pela testemunha. Por este andar não trabalho nada.
Sabes que não aceito o anti-americanismo primário dos europeus. Sobretudo dos franceses e outros chauvinistas anti-americanos que se esquecem que, sem o Tio Sam, provavelmente estariam todos a falar alemão.
Quanto à tua longa resposta, ali atrás, colocava-te uma pergunta que tinha que ver com o show mwdiático que foram eles, americanos, que inventaram.
A mimha pergunta tem que ver com quem produz o show. Os produtores do show é que mandam. Por isso te dei o (bom) exemplo dos Kennedy.
Por isso não acredito nas baboseiras do conservadorismo americano. Queres consevadorismo? Vai ao Minho ou a Tras-os Montes. Aquilo, aquela gente, representa Portugal?
O problema das generalizações é sempre o mesmo. Há pessoas que falam do Brasil sem saberem que há cidades, no Brasil, onde se fala correntemente o alemão.
A cartilha esquerdista europeia diz que os americanos são conservadores porque, os da cartilha, se acham "progressistas". Por isso o nível de disparate quando se fala da América é sempre tão elevado~.
Organizem uma excursão a S. Francisco, por exemplo, e vejam o conservadorismo em estado puro. Ou Boston. Ou Huston. É à escolha.
mas então a aula é só isso?
bom eu também posso dizer que acho ridículo esse fanatismo pró americano, essa cegueira de que tudo o que vem da américa é bom...por acaso, no que me diz respeito tomaram alguma vez a maioria dos americanos ser tratados com metade da qualidade com que são os portugueses, onde qualquer indigente tem direito a uma cama de unidade de cuidados intensivos.
se falas em Brasil, sim, que lindo! fala-se alemão! olha que bom, para os putos que são assassinados pelas ruas do Rio. e para os milhões que morrem à fome...e para as empregadas domesticas que todos têm oferecidas pelas famílias que não têm comer para lhes dar.
devo dizer que nem percebo como é que eles imigram pra cá aos milhares...
sabes, eu também acho, e ja te o disse várias vezes, que tu não tens noção do que é a vida real. vives assim num limbo em que "o outro lado" não toca. não o sentes sequer. só assim é que se compreende que o Brasil seja um exemplo de qualidade: "porque falam alemão", meu Deus!.
ahh, têm boa música e bom futebol! adoro.
*S.Francisco
*Houston
*Boston
*Los Angeles
*Washington DC
*New York
eita miuda viajada!!, inda há pouco falava das visitas à China e já vai na América...
eu daquele lado só conheço Cuba.
e quero ir ao brasil mas a minha interna Brasileira está sempre a dizer que não me esqueça do kit-cobra, portanto tenho que pensar bem..
ah, também me está sempre a dizer que nós protestamos de barriga cheia. pá próxima ja lhe digo que ela é uma mentirosa..
:)
..o Professor baldou-se...:/
e eu vou dormir ignorante como antes.tá mal...
um beijo 'cesa.
Não sou adepta da América e não me vejo visitar mais a não ser New York que gosto muuuito e sempre que posso vou lá.
Também conheço Cuba e porque se fala em distancias, já fui ao Japão.
Quanto ao Brasil não deixe de ir, virá com certeza com outra energia, mesmo que só dure um mês :)
O Brasil é outro país que não me apetece ir mais, mas já sei que tenho que ir.
Isto de falar de viagens a esta hora...uma pessoa não é de ferro
Baldou-se mesmo o professor
Bora dormir senão amanhã ninguém me atura :)
Td bem?
Me ensina a colocar música em meu blog?
Eu coloquei um lá mais não gostei mto..
Beijo
PS: Quem nunca assistiu este filme não?!?