pequenos grandes ensinamentos

Hoje apeteceu-me. A quatro ou cinco dias do lançamento do último livro de J.K.Rowling, apeteceu-me reler o anterior. E há passagens, pormenores deliciosos que vale a pena recordar, como este, que deixo aqui para os apreciadores e, principalmente, para os não apreciadores.
nota(para que se perceba):
Horcruxes, são objectos nos quais um feiticeiro pode esconder parte da sua alma, através de magia. o processo é feito por magia durante o assassínio de alguém. só os feiticeiros(poucos) relacionados com a magia negra e forças do mal, o executaram. Lord Valdemort -O Senhor das Trevas-foi um deles. ao guardar pedaços de alma, garante de certo modo a imortalidade. .como diz o professor, a alma deve permanecer intacta e íntegra, a sua violação é o supremo acto maligno e é contra a natureza. mesmo que o corpo seja atacado ou destruído, não se morre, embora poucos desejem existir sob essa forma....
Profecia-"Aquele com o poder de vencer o Senhor das Trevas aproxima-se, nascido dos que o desafiaram três vezes. Nascerá ao terminar o sétimo mês...e o Senhor das Trevas marca-lo-á como seu igual, mas ele terá um poder que o Senhor das Trevas desconhece... um dos dois deverá matar o outro, pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver”.
.
Harry pensou durante uns momentos e depois perguntou:
-Portanto, se se destruir todos os Horcruxes, é possível matar o Valdemort?
-Sim, acho que sim -respondeu Dumbledore- Sem os seus Horcruxes, Valdemort será mortal, com uma alma mutilada , reduzida. Porém, nunca te esqueças de que, apesar de a sua alma poder ser atingida para além da regeneração, o seu cérebro e os seus poderes mágicos permanecerão intactos. Será necessária uma capacidade e um poder invulgares para matar um feiticeiro como o Valdemort, mesmo sem os seus Horcruxes.
- Mas eu não possuo esses poderes - afirmou Harry espontaneamente.
- Possuis, sim - contrapôs Dumbledore com firmeza. - Tu tens um poder que o Voldemort nunca possuiu. Tu consegues...
- Eu sei! - interrompeu Harry impacientemente. - Eu consigo amar! - Só com grande dificuldade não acrescentou: «grande coisa!»
- Sim, Harry, tu consegues amar - repetiu Dumbledore, que parecia saber muito bem o que Harry não dissera. - o que, dado tudo o que te aconteceu, é algo de grandioso e notável. Ainda és
demasiado novo para compreenderes como és fora do comum, Harry.
- Portanto, quando a profecia diz que eu terei «um poder que 0 Senhor das Trevas desconhece», isso só quer dizer... amor? insistiu Harry, sentindo-se um pouco desiludido.
- Sim, só – confirmou Dumbledore. - Mas, Harry, nunca te esqueças de que a profecia só tem significado porque o Voldemort lha deu. Expliquei-le isto no fim do ano passado. 0 Voldemort escolheu-te como a pessoa que seria mais perigosa para ele... e, ao fazê-lo, transformou-te n’A pessoa que seria mais perigosa para ele!
- Mas vem a dar no mesmo...
- Não, não vem! - contrapôs Dumbledore, agora num tom já impaciente. Apontando a sua mão enegrecida para Harry, prosseguiu: - Estas a dar demasiada importância à profecia!
- Mas... - balbuciou Harry - mas o professor disse que a profecia significava...
- Se Voldemort nunca a tivesse ouvido, teria ela sido cumprida? Teria tido algum significado? É claro que não! Pensas que todas as profecias na Sala das Profecias foram cumpridas?
- Mas... - continuou Harry, confuso - mas, no ano passado, 0 professor disse que um de nós teria de matar 0 outro...
- Harry, Harry, só porque Voldemort cometeu um erro gravíssimo e seguiu as palavras da Professora Trelawney! Se Voldemort não tivesse assassinado 0 teu pai, ter-te-ia transmitido esse desejo furioso de vingança? É claro que não! Se ele não tivesse obrigado a tua mãe a morrer por ti, ter-te-ia dado uma protecção mágica que é incapaz de penetrar? É claro que nao, Harry!
Não vês? Foi o próprio Voldemort a criar o seu pior inimigo, tal como acontece com todos os tiranos! Fazes alguma ideia de como os tiranos receiam as pessoas que oprimem? Todos sabem que, mais tarde ou mais cedo, entre as suas inúmeras vítimas, haverá certamente uma que se erguerá contra eles e ripostará! 0 Voldemort nao é diferente. Esteve sempre atento àquele que 0 iria desafiar. Ouviu a profecia e agiu imediatamente, tendo, nao só escolhido 0 homem com mais probabilidades de acabar com ele, mas entregando-lhe também armas mortais únicas.
- Mas...
- É essencial que compreendas isto! - insistiu Dumbledore, levantando-se e começando a andar pela sala, fazendo revoltear o manto cintilante atrás de si. Harry nunca o vira tão agitado.
- Ao tentar matar-te, foi ele próprio quem escolheu a pessoa invulgar aqui sentada na minha frente e lhe deu as ferramentas para o seu trabalho. 0 Voldemort é responsavd pelo facto de tu seres capaz de penetrar nos seus pensamentos, nas suas ambições, até de conseguires compreender a linguagem de serpente em que ele dá as suas ordens e, porém, Harry, apesar da tua percepção privilegiada do mundo do Voldemort (e que, a propósito, é um dom que qualquer Dcvorador da Morte seria capaz de matar para obter), nunca te sentiste atraído pela Magia Negra, nunca, nem por um segundo, revelaste o menor desejo de vires a ser um dos seguidores do Voldemort.
- Claro que não! - retorquiu Harry, indignado. - Ele matou a minha mãe e o meu pai!
- Em resumo, estás protegido pela tua capacidade de amar bradou Dumbledore. - a única protecção que pode resistir ao fascínio de um poder como o do Voldemort! Apesar de todas as tentações que sofreste, de todo o sofrimento, 0 teu coração permaneceu puro, tão puro como quando tinhas onze anos e olhaste para um espelho que reflectia o desejo do teu coração e este só te mostrou como frustrar Lord Voldemort, em vez de imortalidade ou riquezas. Harry, fazes alguma ideia de como são poucos os feiticeiros que poderiam ter visto o que tu viste naquele espelho? Nessa altura, 0 Voldemort devia ter percebido aquilo com que estava a lidar, mas não percebeu.
«Agora, porém, já sabe. Afloraste o espírito de Lord Voldemort sem te ferires, mas ele nao te pode possuir sem sofrer uma agonia mortal, como descobriu no Ministério. Creio que não percebe porquê, mas tinha tanta pressa de mutilar a sua própria alma, que nem se deteve para compreender 0 poder incomparável de uma alma imaculada e incólume».
- Possuis, sim - contrapôs Dumbledore com firmeza. - Tu tens um poder que o Voldemort nunca possuiu. Tu consegues...
- Eu sei! - interrompeu Harry impacientemente. - Eu consigo amar! - Só com grande dificuldade não acrescentou: «grande coisa!»
- Sim, Harry, tu consegues amar - repetiu Dumbledore, que parecia saber muito bem o que Harry não dissera. - o que, dado tudo o que te aconteceu, é algo de grandioso e notável. Ainda és
demasiado novo para compreenderes como és fora do comum, Harry.
- Portanto, quando a profecia diz que eu terei «um poder que 0 Senhor das Trevas desconhece», isso só quer dizer... amor? insistiu Harry, sentindo-se um pouco desiludido.
- Sim, só – confirmou Dumbledore. - Mas, Harry, nunca te esqueças de que a profecia só tem significado porque o Voldemort lha deu. Expliquei-le isto no fim do ano passado. 0 Voldemort escolheu-te como a pessoa que seria mais perigosa para ele... e, ao fazê-lo, transformou-te n’A pessoa que seria mais perigosa para ele!
- Mas vem a dar no mesmo...
- Não, não vem! - contrapôs Dumbledore, agora num tom já impaciente. Apontando a sua mão enegrecida para Harry, prosseguiu: - Estas a dar demasiada importância à profecia!
- Mas... - balbuciou Harry - mas o professor disse que a profecia significava...
- Se Voldemort nunca a tivesse ouvido, teria ela sido cumprida? Teria tido algum significado? É claro que não! Pensas que todas as profecias na Sala das Profecias foram cumpridas?
- Mas... - continuou Harry, confuso - mas, no ano passado, 0 professor disse que um de nós teria de matar 0 outro...
- Harry, Harry, só porque Voldemort cometeu um erro gravíssimo e seguiu as palavras da Professora Trelawney! Se Voldemort não tivesse assassinado 0 teu pai, ter-te-ia transmitido esse desejo furioso de vingança? É claro que não! Se ele não tivesse obrigado a tua mãe a morrer por ti, ter-te-ia dado uma protecção mágica que é incapaz de penetrar? É claro que nao, Harry!
Não vês? Foi o próprio Voldemort a criar o seu pior inimigo, tal como acontece com todos os tiranos! Fazes alguma ideia de como os tiranos receiam as pessoas que oprimem? Todos sabem que, mais tarde ou mais cedo, entre as suas inúmeras vítimas, haverá certamente uma que se erguerá contra eles e ripostará! 0 Voldemort nao é diferente. Esteve sempre atento àquele que 0 iria desafiar. Ouviu a profecia e agiu imediatamente, tendo, nao só escolhido 0 homem com mais probabilidades de acabar com ele, mas entregando-lhe também armas mortais únicas.
- Mas...
- É essencial que compreendas isto! - insistiu Dumbledore, levantando-se e começando a andar pela sala, fazendo revoltear o manto cintilante atrás de si. Harry nunca o vira tão agitado.
- Ao tentar matar-te, foi ele próprio quem escolheu a pessoa invulgar aqui sentada na minha frente e lhe deu as ferramentas para o seu trabalho. 0 Voldemort é responsavd pelo facto de tu seres capaz de penetrar nos seus pensamentos, nas suas ambições, até de conseguires compreender a linguagem de serpente em que ele dá as suas ordens e, porém, Harry, apesar da tua percepção privilegiada do mundo do Voldemort (e que, a propósito, é um dom que qualquer Dcvorador da Morte seria capaz de matar para obter), nunca te sentiste atraído pela Magia Negra, nunca, nem por um segundo, revelaste o menor desejo de vires a ser um dos seguidores do Voldemort.
- Claro que não! - retorquiu Harry, indignado. - Ele matou a minha mãe e o meu pai!
- Em resumo, estás protegido pela tua capacidade de amar bradou Dumbledore. - a única protecção que pode resistir ao fascínio de um poder como o do Voldemort! Apesar de todas as tentações que sofreste, de todo o sofrimento, 0 teu coração permaneceu puro, tão puro como quando tinhas onze anos e olhaste para um espelho que reflectia o desejo do teu coração e este só te mostrou como frustrar Lord Voldemort, em vez de imortalidade ou riquezas. Harry, fazes alguma ideia de como são poucos os feiticeiros que poderiam ter visto o que tu viste naquele espelho? Nessa altura, 0 Voldemort devia ter percebido aquilo com que estava a lidar, mas não percebeu.
«Agora, porém, já sabe. Afloraste o espírito de Lord Voldemort sem te ferires, mas ele nao te pode possuir sem sofrer uma agonia mortal, como descobriu no Ministério. Creio que não percebe porquê, mas tinha tanta pressa de mutilar a sua própria alma, que nem se deteve para compreender 0 poder incomparável de uma alma imaculada e incólume».
-Mas, professor - Interveio Harry, fazendo um enorme esforço para não parecer argumentativo - vai tudo dar ao mesmo, não é? Tenho de tentar matá-lo, ou...
- Tens? - questionou Dumbledore. - É obvio que tens! Mas não por causa da profecia! Porque tu próprio nunca terás descanso se não tentares. Ambos o sabemos! Por favor, imagina, só por um momento, que nunca tinhas ouvido aquela profecia. Como te sentirias agora? Pensa!
Harry observou Dumbledore a andar de um lado para o outro na sua frente e pensou. Pensou na mãe, no pai e em Sirius. Pensou em Cedric Diggory. Pensou em todos os actos terríveis que Lord Voldemort cometera e pareceu-lhe que uma chama se acendeu dentro do seu peito, queimando-lhe a garganta.
- Quereria que morresse - respondeu Harry baixinho. - E quereria ser eu a matá-lo.
- É claro que sim! - gritou Dumbledore. - Vê bem, a profecia não significa que tu tinhas de fazer o que quer que seja. No entanto, foi a profecia que fez com que Lord Voldemort te marcasse como seu igual... Por outras palavras, és livre de escolher o teu caminho, livre de virares as costas à profecia! Voldemort, porém, continua agarrado a ela. Vai continuar a perseguir-te... o que, na verdade, nos dá a certeza de que...
- Um de nós vai acabar por matar o outro - concluiu Harry. - Claro.
Compreendeu, por fim, o que Dumbledore andara a tentar dizer-lhe. Era a diferença entre ser arrastado para a arena a fim de enfrentar uma batalha até à morte, ou entrar nessa arena com a cabeça erguida. Talvez algumas pessoas dissessem que não havia muita diferença entre ambas as escolhas, mas Dumbledore sabia «e eu também.» pensou Harry, sentindo uma vaga de intenso orgulho, «e os meus pais também. » que a diferença era enorme.
- Tens? - questionou Dumbledore. - É obvio que tens! Mas não por causa da profecia! Porque tu próprio nunca terás descanso se não tentares. Ambos o sabemos! Por favor, imagina, só por um momento, que nunca tinhas ouvido aquela profecia. Como te sentirias agora? Pensa!
Harry observou Dumbledore a andar de um lado para o outro na sua frente e pensou. Pensou na mãe, no pai e em Sirius. Pensou em Cedric Diggory. Pensou em todos os actos terríveis que Lord Voldemort cometera e pareceu-lhe que uma chama se acendeu dentro do seu peito, queimando-lhe a garganta.
- Quereria que morresse - respondeu Harry baixinho. - E quereria ser eu a matá-lo.
- É claro que sim! - gritou Dumbledore. - Vê bem, a profecia não significa que tu tinhas de fazer o que quer que seja. No entanto, foi a profecia que fez com que Lord Voldemort te marcasse como seu igual... Por outras palavras, és livre de escolher o teu caminho, livre de virares as costas à profecia! Voldemort, porém, continua agarrado a ela. Vai continuar a perseguir-te... o que, na verdade, nos dá a certeza de que...
- Um de nós vai acabar por matar o outro - concluiu Harry. - Claro.
Compreendeu, por fim, o que Dumbledore andara a tentar dizer-lhe. Era a diferença entre ser arrastado para a arena a fim de enfrentar uma batalha até à morte, ou entrar nessa arena com a cabeça erguida. Talvez algumas pessoas dissessem que não havia muita diferença entre ambas as escolhas, mas Dumbledore sabia «e eu também.» pensou Harry, sentindo uma vaga de intenso orgulho, «e os meus pais também. » que a diferença era enorme.
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E continuam a chamar-lhe, só, histórias de feiticeiros....


Comentários
e tens toda a razão.
Ainda não comprei este último.
As coisas têm o significado que lhes damos :)