Religioso versus Supersticioso



Do site da Câmara de Óbidos
É tempo de Deus. É tempo de orar e pedir pelo perdão divino, pelas colheitas, pelos muitos filhos, enfim… pela vida. Mas também é tempo do demónio, da superstição, da idolatria. É o “religioso versus o supersticioso”.
Fé, milagres, bênçãos, superstições, magia, feitiços, sortilégios, agoiros convivem no quotidiano da Idade Média. É o Mundo da Luz que se contrapõe ao Mundo das Trevas.
São santos e pessoas de virtude, mártires e ermitãos que se confrontam com blasfemos, adivinhos, encantadores, magos aurispices, agoureiros e benzedeiros.
É tempo de charivaris, mas também de autos de fé, de penitências e indulgências, em paralelo com heresias e idolatria. Demologia e necromancia encontram repressão que envolve os alquimistas, astrólogos e bruxas. Amuletos valem tanto como as relíquias sagradas.
Homens e mulheres de todos os estratos sociais participam nas Festas dos Loucos e nos Sabats das Bruxas de igual modo do que em Teo Deos e outras celebrações religiosas.
É neste ambiente que se celebra mais um Mercado Medieval em Óbidos.
Acaba a 22 de Julho de 2007.
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[fotos minhas] mais aqui

Comentários

Duca disse…
Ou a diferença entre o esotérico e o exotérico. Entre a espiritualidade consciente e a espiritualidade de banca de feira.
Entre a luz e a treva.
Os dois lados sempre fizeram parte da humanidade e vai continuar a fazer. Por isso é tão interessante.

Beijo e bom fim de semana Cristina
MariaTuché disse…
Adoro Óbidos e sempre que posso lá estou, esta feira é muito interessante, vale a pena visitar.

beijossssssssssssssssss querida
Cristina disse…
duca

ou o fascínio do desconhecido, do bem e do mal.

dizem que todos temos o nosso lado de luz e de trevas, só depende do que mos impele..
eu concordo.

beijos guapa.
Cristina disse…
maria

vale sim! não ao fim de semana, que não se pode andar..

bjinhos
Anónimo disse…
A resposta da Cristina à Duca (que concordo) fez-me lembrar a forma como um velho indio descreveu certa vez os seus conflitos internos.

"Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Eles estão sempre a brigar."

Quando lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, reflectiu e respondeu:

"Aquele que eu alimentar"

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