será um Juntologista?


Diz o Exmo Bastonário da Ordem dos Médicos, Dr Pedro Nunes(Público) que as juntas médicas devem ser integradas apenas por profissionais de saúde, que deverão receber formação específica em medicina da segurança social e seguros.
E ainda, "É preciso criar uma competência, uma área específica de saber com critérios uniformes para os médicos que integram as juntas médicas, porque até aqui qualquer médico pode ser contratado para uma junta médica"
.
Sim Senhor Bastonário, qualquer médico pode fazer parte de uma junta médica, sendo que para isso lhe deve ser exigida apenas uma condição: que aja com o saber e o bom senso inerente e imprescindível à profissão médica.
Talvez relembrar a tão esquecida nota introdutória presente na "bíblia" da medicina, o famoso e infelizmente tão pouco lido Harrison:

« A nenhum ser humano cabe um destino que envolva maior oportunidade, responsabilidade e obrigação do que o de se tornar médico. Para cuidar dos que sofrem ele precisa de perícia, conhecimento científico e compreensão humana. Aquele que usar isto com coragem, humildade e sabedoria estará a prestar um serviço inigualável ao seu próximo e construirá um sólido carácter para si próprio. O médico não deve exigir do seu destino mais do que isto, nem deve contentar-se com menos.
Do médico espera-se também, simpatia e compreensão, pois o doente não é uma mera colecção de sinais, sintomas, disfunções, distúrbios orgânicos e alterações emocionais. Ele é um ser humano que tem medo e esperanças, buscando alívio, auxílio e conforto. Para o médico, assim como para o antropólogo, nenhum homem é estranho ou repulsivo. O misantropo pode tornar-se um habilidoso diagnosticador de doenças orgânicas, mas dificilmente terá êxito como médico. O verdadeiro médico tem uma amplitude shakespiriana de interesses que abarca tanto o sábio como o tolo, o arrogante e o humilde, o herói estóico e o vagabundo lamuriento. Ele cuida de pessoas.»
.
"especialistas" em medicina da segurança social e seguros, Sr Bastonário????? poderemos saber exactamente o que isso é, se não for muito incómodo?

Comentários

PA disse…
Não quereria o Senhor Doutor dizer .... Medicina do Trabalho ?

... e enganou-se ???
PA disse…
veja lá este cromo !
é de rir ! :-))))

http://www.jmfamilia.com/documents/25_lister.php?action=item&iid=643&cat=9&page=1&subcat=
Anónimo disse…
Compreendo a tua incredulidade perante o Sr. Bastonário, mas há médicos que, apesar de não terem nenhuma especialização formal na área referida, há muitos anos que trabalham avençadamente com Companhias de Seguros.
Será que seria isso que ele quereria dizer? Isso é que só ele poderá saber!
Bjinho
O que eu gostaria que o senhor bastonário explicasse era o riso irónico com que brindou as câmaras televisivas, hoje, enquanto declarava que na área da medicina se cometiam erros, tal como, por exemplo, na carris. Que há erros, diz ele.

É verdade.

Há erros. Mas também há diferenças. E há atitudes. E há humildade.

E há humanismo. Aquele que se deveria exigir a qualquer médico e que o excerto da bíblia que citas tão bem refere.

Aplaudo-te, Cristina, de pé, por este post, por estas palavras, para mim de indignação, que aqui deixas.
Pêndulo disse…
Não vi mas contaram-me que o bastonário desvalorizou o mais recente caso dizendo algo como "Foi um erro, os médicos também podem errar" com um ar sorridente. Caiu mal.
Seria mais sensato admitir que houve uma falha grave na Junta (constituída por três médicos). Não me parece que daí adviesse um coro de crucificadores da classe médica. Apenas se quer, e deve, crucificar estes que, além da desumanidade, não prestaram o serviço para que foram contratados, avaliar se alguém tem condições para exercer uma dada profissão.
Nos comentários do Público qlguém, intitulando-se oncologista, contava que não era caso raro e que os integrantes dessas juntas eram contratados "a recibo verde", portanto sem qualquer vínculo e podendo ser dispensados a qualquer momento.
Era bom que fossem processados para se apurar se realmente "despacharam" o assunto num minuto, não reparando que a profissão em causa era a de professor, ou se apenas cumpriram instruções superiores.
O que não poderá nunca acontecer é que este caso morra sem culpas, num ping-pong que esvai a responsabilidade na "burocracia".
Igualmente lamentável foram as declarações da Ministra da Educação, uma espécie de "não temos culpa, não é do nosso ministério a responsabilidade das juntas". Todavia não apontou quem tutelava, sacudiu a culpa para o ar como se não fosse integrante do governo.
Que não se generalize a todos os médicos mas que se "aperte bem" este grupo de vorazes maus mercenários a quem apenas interessa o dinheiro que recebem.
Cristina disse…
Sofia
receio bem que ele não saiba muito bem o que queria dizer...

no fundo, a medicina do trabalho o que faz é calcular,também, o grau de incapacidade.

o mais importante aqui é ter senso e ver o doente como um todo, tendo em consideração que, como no caso dos oncologicos, a doença persiste apesar do doente estar em remissão...ou seja, pode ser um médico de medicina do trabalho, como pode ser qualquer outro, desde que avalie a situação em todas as suas condicionantes. uma "junta" tem como função ultrapassar as deficiencias de um só elemento a julgar. não me parece que tenha havido grande senso partindo de 3 médicos, seja qual for a especialidade..

beijo
Por motivos que não vêm ao caso tenho uma particular admiração pelos médicos (uma profissão que nunca faria, nem saberia fazer, por todo o dinheiro do mundo.
E, por felicidade minha, tenho encontrado pessoas verdadeiramente exemplares que se entregam de alma e mais alma ao seu serviço.
Passe o exagero, têm em mãos o poder de Deus, da vida e da morte.
Por isso lastimo imenso, todo este barulho que está a acontecer nestas burocráticas juntas médicas.
Tanto quanto percebi, o bastonário sente-se incomodado por neste processo intervirem pessoas que não são médicas.
Compreendo.
Cristina disse…
carlos

mas isto é o que parecem os elementos das juntas: médicos de companhias de seguros :)))))

meu amigo, não consigo comentar no teu blog, dá um erro qualquer! so....ainda bem que vieste para te dizer que vou responder ao teu desafio ;)

obrigada beijinhos
Cristina disse…
rosalina

sabes que o que chateia não é o sorriso, é a declaração de que "o volume de casos" juntificou uma suposta comissão a pensar no assunto. ahhh, tretas, se os casos não viessem a público, ninguém se preocupava com isso. o que é bem pior que o sorriso.

um beijo
Cristina disse…
pêndulo

não sei se são contratados a recibo verde, mas que é frequente é. até agora, não me parece que tenha havudo grandes preocupações.
Cristina disse…
Fado

pois é...e o que fazem não-médicos em juntas MÉDICAS??

ele não sabia disso?
Anónimo disse…
Oh,puseste-me nos teus cadernos.Que honra :)
Beijinho gigante,your baby.

PS-Eu queria comentar este post,mas não percebo nada.Talvez daqui a uns anos eu possa comentar :D
Cristina disse…
Bi

talvez daqui a uns anos possas fazer.
muito mais que eu, muito mais que ele. depois eu comento ;)

beijos
La Bête Noir disse…
O senhor bastonário está a fazer um belissimo frete ao governo a troco de qualquer coisinha. Normalmente estas coisas são remuneradas em espécie ou em géneros. Podem ser géneros mais pós modernos e imateriais.
Alien8 disse…
Hmmm...pois... vocês também não andam lá muito bem de Bastonário, pelo visto. Mas a ideia de junta não deixa de vir a propósito... :)

Beijos.
C Valente disse…
palavras para qê artistas portugueses concerteza.
O bastonário fazia melhor figura se estivesse calado, e não apreguar de santo, O que é necessário saõ pessoas competentes, que analizão outras pessoas, com mais ou menos deficiencia, agora o que acontece. é que estas inspecções partem logo do preseposto que as pessoas que ali vão são aldrabões.
Os médicos quando lhes convem ou por caracter, são pouco profissionais, felizmente não todos.
batuta disse…
E, mudando de assunto, a não perder o post "Arguidos", de Tomas Vasques.
É preciso prudência, muita prudência.
Cristina disse…
anónimo

sempre que estes casos acontecem o governo agradece, não é especifico deste bastonario.

mas já se podia ter mudado de politica, este assunto não é novo e os casos também não.
ja se podiam ter tomado medidas, não estou a ver que o tal "montante de queixas que justifica uma atitude" seja no último ano.
Cristina disse…
c valente

um médico tem obrigação de diferenciar as situações(aldrabões ou não). é para isso que é uma junta, não só 1, para diminuir o erro.

bj
Cristina disse…
batuta

já li. teoricamente sabemos que é assim.

mas a culpa da desconfiança são os políticos que a proporcionam.
será que este processo foi todo honesto? mesmo não sendo julgado, o comportamento dos envolvidos é linear? não sei, e a maioria terá duvidas. basta uma má instrução.

é o resultado de não passarem uma imagem de honestidade...
Animal disse…
por falar em honestidade, palmei-te a citação do tal Harrison para afixar no meu tasco. depois manda lá o gajo do fraque com a conta :-)
Cristina disse…
jabijabi!
à vontade, qualquer pratinho de caracóis paga isso...:-)
Anónimo disse…
O bastonário não esteve bem. Foi pouco claro e, às tantas, misturou algumas coisas. Pouco nexo.
Senti que ele percebeu da sua necessidade de vir a público numa altura em que começam a ser demasiadas as situações desumanas que se vivem nas Juntas Médicas, com decisões estúpidas e, sobretudo, não fundamentadas. Com os resultados que conhecemos.
O senhor bastonário não esteve bem, não senhor. Mas aquelas bestas que constituem as Juntas Médicas estiveram muito pior.

Chamem-se os nomes às coisas.
E aja-se em conformidade.
Anónimo disse…
Como gostei de ler o Harrison. Obrigado Cris
Autorizas uma cópiazinha...?
jinhos
cs disse…
"há mais vida para além do Harrison"

mas para o bastonário o Harrison tem de ser relido e relido e relido e.....é uma vergonha este tipo de opinião do Dr. Pedro Nunes, opinião baseada em coisa nenhuma e sem ser minimamente pensada.
Anónimo disse…
Olá cristina

Começo por pedir desculpas logo "à cabeça", mas tenho uma certa má vontade para com os teus Bastonários e isso faz com que seja muito desconfiada.

Não quererá ele mesmo dizer o que disse? Não lhe terá fugido a boca para a verdade?
ou seja, segundo a segurança social dá-se-lhe a incapacidade, mas se souber alguma coisa de seguros, baixa-se essa incapacidade.
EX: deveria ter incapacidade de 80%, mas se souber de seguros só se lhe dá 60%?

Não me batas
Cristina disse…
Blair

tenho dito também pra ti:))
e 1 beijo
Cristina disse…
reporter

muitas falhas, o mesmo problema: profissionalismo.

bj
Cristina disse…
astrid

todas as que quiseres, o que está aí é para vós :)

beijinho, bom fds
Cristina disse…
cs

é, variações sobre coisa nenhuma...

beijos:)
Cristina disse…
marta

eu não bato em ninguém loool
eu também não sou fã...se calhar fugiu-lhe mesmo a boca :)))

beijinhos
Anónimo disse…
por Deus eles são como todos nós, alguns por ventura vendilhões mais encartados que outros. A solução é fazerem- se mais para que possa haver escolha e que as avaliações passem a ser mais eficientes. O sõr "bestonário" sabe, infelizmente aquilo que defende.

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