Bom, agora que acabou o Dia Seguinte com Dias Ferreira em grande a explicar a idiotice da polémica sobre os jogadores nacionalizados, ou como ele bem explicou feitos cidadãos portugueses, já posso passar a outro tema..
Embora desconhecendo se a série Dr House vai chegar ao fim -Portugal apostou na sempre emocionante repetição de episódios-, e é bem possível que tenhamos ainda mais uns anos com 50 transmissões de cada episódio, mas entretanto, na remota possibilidade de isso acontecer, já pode ficar com uma recordação. A FOX lançou uma T-Shirt para marcar o fim da série e onde se pode ler "toda a gente mente".
É muitíssimo curiosa e bem escolhida, esta frase. Perfeita, mesmo.
Visto do lado do doente: poderia ser "até que ponto a ocultação da verdade pode afectar bens maiores como a própria vida".
Do ponto de vista do médico: "como chegar à verdade apesar do que o doente oculta, deliberadamente ou por entender que não é importante". Perfeito, quero uma pra mim! E já agora, uma curiosidade: sabiam que esta série foi "classificada" como pertencendo ao grupo das que criam ansiedade no público? Uma grande parte dos fãs confessavam-se não confiantes na ida a um hospital, ou seja, com a sensação de que alguma coisa não lhes ia ser diagnosticada, que não iam ser convenientemente tratados. É que apesar de tudo, a possibilidade de encontrar um House é....convenhamos, nula. Mais, aumentou inclusivamente o número de processos contra os médicos.
Já o CSI, por oposição, fazia parte do grupo das que transmitiam tranquilidade, obviamente pela razão inversa: a ideia de que os crime é sempre desvendado. Curiosa, a psicologia das massas.

Comentários

Pêndulo disse…
Uns óculos postos dão mais credibilidade e "ar sábio", aumentando assim a confiança do paciente no m+edico.

:p

Bom dia.
Squeezy disse…
Nunca fui grande fa de series..mas esta conseguiu-me cativar.... Se bem que ver mais de 4episodios seguidos já era abuso, visto k quase tudo acabava por ir dar ao msm!

Mas a minha questao vai para a Cristina. Pois eu vejo aquilo e pra mim é tudo igual k seja verdade ou nao, pois desconheco por completo os ambientes vividos nos hospitais e entre os profissionais que por la "dao ao litro"...

É esta serie fidedigna do que se passa nos edificios grandes e brancos? (msm tendo em conta a relidade diferente entre o pequeno pais USA e a grande nacao PT) lol
Duca disse…
Não sou grande fã de séries porque me chateia ter que arranjar tempo no dia (ou semana) seguinte para continuar a ver a história. Vi alguns do House que gostei (o homem é cá uma personagem ...), já não aguento o CSI e começo a deitar pelos cabelos o L Word. No entanto, comecei a ver uma série que passa na dois, às segundas feiras, por volta das 22h30 e que se chama "Weeds" (Erva) que é agora a minha favorita. Para quem gosta de humor e do politicamente e socialmente incorrecto é do melhor.

Beijo

P.S. Acho que vou arranjar umas t-shirts dessas. É que para além de querer ficar com uma para mim, tenho algumas pessoas a quem gostaria de a oferecer. ;)
Ruiva disse…
eheheh!!!!!!

é curiosa a enorme facilidade com que se consegue convencer as "massas"...
Cristina disse…
P

exactamente, tá tudo estudado :))
Cristina disse…
squeezy

não, de todo. a série vale pelo personagem carismático e misterioso do House.
em termos técnicos, é folcrore. as situações existem, algumas hipóteses sãointeressantes, nisso estão correctas, enfim, umas mais que outras mas vá, aceitam-se.
o desenvolvimento da doença e o efeito das terapêuticas estão completamente fora. todas as situações que ele apresenta são de extrema gravidade, com os doentes a morrer e portanto com alta taxa de mortalidade. ali, milagrosamente, é sempre detectado o problema quase ao ultimo suspiro e logo a seguir estão bons. enfim...para um medico é um bocado farsola..:/

a unica serie que é rigorosamente real e perfeita do ponto de vista tecnico, que mostra exactamente o que se passa no hospital é o serviço de urgencia. (ER)

beijinho
Cristina disse…
duca

eu gostava muito da L World, nunca segui o CSI e do House vi alguns.

vi recentemente as 2 primeiras temporadas das Donas de Casa Desesperadas, gostei muito e espero que saia a 3ª.

Essa que falas não conheço, de que trata??

beijinhos
Duca disse…
Cristina

Neste endereço

http://hotvnews.wordpress.com/2007/07/22/estreias-de-julho-parte-iv-weeds-erva-na-rtp2/

tens toda a informação.

Beijoka
Anónimo disse…
A série "House" não vai acabar.
A série "House" é um show, não mais que isso.
Não mostra a realidade. Nem por sombras.
Eu aprecio imenso a série e não entro em contradições.
Mas que se trata de um faz de conta imenso, lá isso trata.

Faz-me lembrar a vida profissional de alguns médicos portugueses.
Ah poiz faz. Principalmente porque me recordo da capacidade/voluntariedade/conhecimento/ dos xotôres tugas e dos médicos utilizados nos nossos queridos hospitais.
(lá vai a Cristina ficar zangada)

Beijo, xotôra, e interpreta bem o que tentei transmitir :)
Duca disse…
Cristina

Esqueci-me de te dizer que também na RTP2 estão a repetir (tardíssimo) a segunda temporada do L Word e a seguir transmitirão a terceira. Também gostei muito da I e II temporadas do L Word mas confesso que detestei a terceira (talvez por isso tenha ficado farta).

Mas não percas o Weeds que é muito interessante. Pena que só transmitam uma vez por semana.

Beijo
Ruiva disse…
Actualmente, os meus votos vão para para Weeds, L Word e Anatomia de Grace...

Quanto ao Dr. House, bem... Admito, não me importava de lhe sussurrar ao ouvido algumas passagens de um qualquer compêndio médico... ;b
Cristina disse…
Duca

obrigada beijinhos :))
eu comprei a 1ª e 2ª, tenho estado à espera de uma oportunidade para ver de seguida como fiz agora com as donas de casa :))

beijos
Cristina disse…
reporter

eu tento interpretar, mas nesse caso é complicado.
"Não mostra a realidade. Nem por sombras." como é que chegaste a essa conclusão?

e falas da " vida profissional xotôres tugas e dos médicos utilizados nos nossos queridos hospitais." com que fundamento? conheces a vida profissional deles? quando falas dos nossos"queridos hospitais" houve alguma coisa que te devesse ter sido feita e não foi? não foste tratado, ou algo assim?


quando se diz estas coisas a quem está no meio, tem-se uma intenção. então, é preciso dizer algo mais que bocas..
Anónimo disse…
Cristina
Nunca falo do que não conheço.
Pode é ser discutível, por ser uma opinião. Mas é a minha. Não adquirível em qualquer prateleira de livraria.

Aproveito para dizer que também a "Anatomia de Grey" está a ser transmitida na RTP 2, salvo erro às terças feiras. E digo salvo erro em face da irregularidade com que a direcção de programas nos mima.
Anónimo disse…
Desculpa, Cristina, mas eu não digo mais do que "bocas".
Digo exactamente o que penso e o que sei.
E não sou amestrado para fazer favores a quem quer que seja.

Conheces, por acaso, todos os hospitais do nosso país, e como funcionam, ou fá-las para defender a classe?
Não te posso levar a mal, nem levo, a defesa da classe. Mas temos que saber reconhecer a verdade dos outros.
Fica-nos tão bem, Cristina.

E, nos entretantos, aceita um beijinho e deixa esse ar de xotôra zangada. Oh, caríssima. A vida são dois dias e as urgências dão cabo de nós ... em poucas horas. Ou salvam-nos. Também é verdade.
:)
Anónimo disse…
Gosto de ver o Dr. House. Compro quando sai e vou vendo e gosto pelo personagem. As idiossincrasias do House deixam-me simplesmente deliciada e a relação que ele mantem com o amigo oncologista é algo de fantástico, para já não falar das coisas que ele faz ao seus pupilos.O House representa tudo aquilo que um médico não deve ser no que se refere à relação medico/paciente. A falta de comunicação e empatia é de outro mundo :). É causticamente delicioso. Quanto aos casos apresentados não ligo muito mas sei que foi editado um livro com os casos do Dr. House onde se diz que foram baseados em casos reais.

Tenho esta t-shirt e tenho porque este post é um pouco um reflexo de uma conversa longa que tive a uns meses com o senhor meu gajo e debatemos este tema com tanto entusiasmo que quando demos por nós eram 6 horas da manhã e estavamos ja na etica e deontologia, do querer e do parecer, da imagem e do reflexo que têm estas coisas no comportamento quer do médico, quer no paciente.
E sim sabia do estudo feito acerca do medo e ansiedade que causa esta serie.

Interessante é que passado uns tempos após esta conversa, chego a casa depois de alguns dias ausente de Lisboa e a primeira coisa que vejo é uma t-shirt destas para mim e apercebo-me que ele não comprou para ele (mas pelos vistos pensamos o mesmo porque também eu tinha comprado uma para ele enquanto estive de viagem. E o xotôr veste-a de forma bem "descarada" por baixo da bata.

Sou fã do Sherlock Holmes e para quem gosta do House já deve ter percebido que esta personagem se baseou no famoso detective.

Quanto a séries gosto do CSI, mas só um, aquele que tem o personagem Grissom, outra idiossincrassia que me deixa encantada e babada. Não aprecio a serie pelas tecnicas e parafrenálias que existem para descobrir o mais pequeno pormenor no local do crime. O que gosto na serie é o raciocinio dedutivo e aqui o Grisom supera-se a si próprio :)...gosto do pensamento paralelo e tudo o que advem daqui.
Sinto que a parte tecnica não é a alma matter desta serie. Pelo menos para mim.
Gosto das donas de casa (a segunda temporada foi mazinha).Outra que vou comprando.
A Letra L e uma que descobri que se chama "irmãs e irmãos"- deliciosa, por vezes projecto-me a minha familia nesta serie da RTP2 às sextas, mas já acabou a primeira temporada em portugal
A serie da segunda-feira "Weeds" conheço e já vi a segunda temporada. Em portugal dão 2 episodios de cada vez. Vale a pena espreitar Cristina pelo menos para ter uma opinião.

Resumindo: gosto de series e de pessoas inteligentes, perspicazes, rápidas no pensamento e essas coisas e não necessariamente por esta ordem :))
Cristina disse…
reporter

mas estás a falar de que verdade???? esse é que é o problema, é que não disseste nada! diz exactamente o que queres dizer e depois falamos.
Cristina disse…
dalloway

o House é incrivel: o médico que ninguém gostava de ter, mas que todos desejariam ter por perto :)))

pode ser baseado em casos reais, mas não sai da base, isso garanto :))o resto, é mesmo filme.

o L World também comprei as duas series mas ainda não as vi. de qualquer modo, vi os episodios praticamente todos, como dava todos os dias à mesma hora, não havia engano(tenho grande dificuldade em seguir séries).

e bom, la vou eu à procura de Weeds :))

beijocas
Olá Cristina:
Como completa leiga em relação aos meandros da medicina, não faço ideia da verosimilhança dos casos apresentados no House. Acho piada, mas não consigo ser-lhe fiel. Gosto da personagem, acho piada à interacção com os colegas, mas aborrece-me um bocadinho o padrão: o paciente quase morre após cinco ou seis tentativas bem intencionadas, mas frustradas à última (as crises são sempre agudas, nunca há uma evolução, um indício) e depois, no final, o paciente é salvo por uma unha negra. Seria uma lufada de ar fresco um caso resolvido à primeira ou então um caso insolúvel. Mas isto sou eu, que também gosto de finais amargos...
Quanto a séries, para mim não há como o primeiro amor: fã incondicional da saudosa Sete Palmos de Terra.

Bjos
Cristina disse…
woman

pois! mesmo sendo leiga, é bastante óbvio, não? dou de barato o facto de a maioria dos doentes(ao contrario da serie) terem coisas simples e facilmente diagnosticáveis mas, quando se escolhem situações graves, também o desenrolar deveria ser coerente com a gravidade das situações, e não é, como bem percebeu.

beijocas
Cristina disse…
Acredito, porque vejo o Dr House todas as semanas, e por vezes questiono o mesmo...

:)

beijinhu
Anónimo disse…
Mas Cristina não é para comprar a serie "Weeds". Faça a experiencia de ver os 2 episodios que dá às segundas e de vez em quando tente ver mais um ou outro. Não compre já, só se achar que sim depois daquilo que conseguir acompanhar.
Tambem tenho dificuldade em seguir series por causa do tempo e horas pre-estabelecidas pela tv e porque nem sempre estou em portugal (às vezes apanho algumass series noutras cidades e assim me decido se merece apena comprar para ver) mas longe de mim pensar comprar todas as que me aparecem porque não tenho tempo.
As unicas que já vi na integra e que me são especiais são o sexo e a cidade e o Sete palmos de terra. Aqui posso dizer-lhem que sou fã. As outras series que tenho comprado tipo letra L, donas de casa desesperadas e House ainda não consegui ver as temporadas todas, mas a anatomia de Gray isso sim, já vi as temporadas todas, menos aquela que está em exibição nos EUA.
É interessante perceber que aquilo que gostio do House nada tem que ver com os casos, o mesmo acontece com o CSI não tem que ver com a tecnologia e a Anatomia de gray não é por se passar nos hospitais.Aliás gosto muuuuito desta serie. Prologos há desta serie e frases que são que de tirar a respiração por tão verdadeiras e humanas que são. As músicas são fantásticas, já tenho os albuns.
Hoje estou uma tagarela, mas se quer uma dica: veja a serie "irmãos e irmãs". Nunca gostei de Sally Field mas nesta interpretação ela conquistou-me. Tem actores de series como os trintões, os sete palmos e etc e tal. É uma serie muito intimista e muito bem conseguida.
E com esta me vou...
Cristina disse…
dalloway

quando disse que ía à procura, era mesmo na tv!:)))

o sexo e a cidade, tenho tudo visto, é incrivel:))
não compro muitas séries, só aquelas que gosto mesmo.
anatomia de gray nunca vi, porque depois das outras, ja era hospitais a mais!

então, primeiro vou tentar ver weeds, ok?

beijinhos
Anónimo disse…
Bom, Cristina, estou já a pensar em fazer um dicionário de frases célebres.

Falo das verdades que se passam com alguns médicos. Falo das verdades que são alguns hospitais.
Falo das verdades que é o nosso desgraçado e bem pago Serviço Nacional de Saúde.
Falo das verdades que atiram alguns doentes para o desespero.
Falo das verdades que não são mentiras e que ninguém tem necessidade - vá lá saber-se porquê - de me desmentir.

Ai Cristina, como eu gostava de não dizer isto. E muito menos neste tom, quase à beira de um ataque de nervos ... :)
Cristina disse…
reporter

bom, continuas sem dizer nada...
Anónimo disse…
Não me digas, Cristina!?!?
Costumo ser claro no que digo.
Admito, neste caso, alguma pequena omissão. Propositada, uma vez que sei estar a lidar com pessoas inteligentes e que estão por dentro do meio.
Não tenho mais nada a dizer.
Mais do mesmo? Não, obrigado.
Cristina disse…
não tens mais nada a dizer?, neste caso nunca tiveste.
desculpa, mas é assim: ou concretizas ou então escreves 5 comentários para quê?? em que as famosas "verdades" afinal são um bluf.
e sim, sem duvida que não tens nada a dizer, mas não é "mais nada", é "nada mesmo".
Anónimo disse…
Não convém. Já percebi.
E nada melhor que essa frase para mostrar que tenho razão.
Cito:

e sim, sem duvida que não tens nada a dizer, mas não é "mais nada", é "nada mesmo".

Não esperava, de forma nenhuma que alguém formada em medicina (com diploma, espero) tivesse essa reacção. A de que não entender, ou não querer entender o óbvio.
Não digo nada? Digo, claro.
Mas não convém ouvir. Ou perceber.

Por mim, case closed.
Cristina disse…
é a reação óbvia, precisamente por ser formada em medicina ha muitos anos em hospitais que quero saber de que falas para responder à letra! mas ao 6º comentário continuas sem deizer nada, uma pena. e blablablas para mim valem zero.

não esperavas? então agora ja sabes!
Anónimo disse…
Continuo sem dizer nada?
Cristina, essa observação sem certeza à vista merecerá uma opinião abalisada de alguém especializado em psicologia.
Uma área de que gosto...
Cristina disse…
pois eu não, tenho pouca paciencia para pessoas que andam às voltas a falar de supostas verdades mas depois não sabem o que querem dizer, e não sei mesmo se querem dizer alguma coisa ou se só querem chatear o proximo. não, essa não é a minha área, eu gosto de conversas lúcidas e objectivas, não me atraem as mentes circulares.

quanto à consulta, certamente que a merece, mas aqui o doente não sou eu. e a minha especialidade é outra.
Anónimo disse…
Não vale a pena porque é perder tempo (uma coisa que detesto) continuar a "chover no molhado".
A Cristina não entende, paciência. Não quer entender, paciência.
E há aqui algum doente? Quem é que anda às voltas com o quê e com quem? Eu não!
Supostas verdades? Diz a Cristina que o são.
Não esperava que a Cristina admitisse que colegas seus (os psicólogos) não fossem pessoas lúcidas que tenham e devam que entender os doente que deles precisam. Isso não se diz, Cristina.

Já agora fique a saber que não se pretende chatear ninguém.
Tenho a certeza de não ser dono da razão e a minha profissão não me confere um estatuto de importância refinada, onde poderia utilizar a arrogância como arma.
Nunca o fiz nem nunca o farei.
Ao contrário de outras pessoas.
Feitios...

Considere-se a Cristina cumprimentada com o respeito que nutro por si.

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