dos comentários,


a propósito da notícia que dava conta do aumento do número de cursos de engenharia não reconhecidos, foi deixado um comentário que merece ficar registado em post.


Engenheiro membro da Ordem disse...
A Ordem do Engenheiros reconhece apenas 30% dos cerca de 300 cursos de engenharia a funcionar no país. Para que um curso seja reconhecido é necessário cumprir determinados requisitos, tais como:
-Corpo docente.
-Plano curricular de acordo com o definido pela Ordem.
-Meios técnicos e laboratoriais.Condições de acesso ao curso.
-Estrutura orgânica da faculdade em questão.
-Método de avaliação
-Qualidade técnica de sebentas e manuais
O reconhecimento da-se pelo cumprimento dos requisitos e por meio de uma auditoria. O reconhecimento é válido por 3 anos, findos o quais, haverá um nova auditoria, renovando-se ou não o reconhecimento. A Ordem dos Engenheiros tem por norma, apenas reconhecer os chamados cursos de banda larga, deixando as especializações para as pós graduações. Por exemplo uma "Engenharia de Blogs" dificilmene seria renhecida, enquanto uma "Engenharia Informática" cumprindo os requisitos, já poderia ser reconhecida. Não se reconhecem cursos cujo grau de espcecialização seja demasiado limitado ao nível da licenciatura. As Ordem dos Engenheiros vê as licenciaturas como um cojunto minímo de aptidões e conhecimentos, as especializações virão depois. Os licenciados em cursos não reconhecidos, serão apenas licenciados em engenharia e não engenheiros, para poderem ser considerados engenheiros terão que obter aprovação na prova de admissão. Prova que é dispensada ao licenciados de cursos reconhecidos, aos quais apenas é exigido um estágio(também ele com regras próprias). Esta situação só acontece devido à incapacidade das estruturas governamentais garantirem a qualidade e uniformização dos cursos de engenharia. Básciamente em Portugal, qualquer faculdade pode leccionar um curso de engenharia, ainda que este não tenha qualidade. Obviamente que a Ordem dos Engenheiros por considerar de interesse maior a qualidade da Engenharia Portuguesa, adoptou este mecanismo discriminativo. Para que não pague o justo pelo pecador. Entenda-se o reconhecimento como um certificado de qualidade. Note-se que as diferenças dos cursos são enormes, quer nas condições de acesso, quer na dificuldade. Imagine-se que qualquer faculdade podia leccionar um curso de medicina, a Ordem dos Médicos teria que ter regras bem mais restritivas que as actuais, para que estivesse garantida a qualidade dos Médicos, certo? Este procedimento é comum as outras Ordens de profissões cujas licenciaturas parecem cair de árvores ou dadas em barracões por docentes de pouca credibilidade.A questão só se levanta devido aos estado do ensino portiguês, onde existem curso de primeira e de segunda ou terceira. Todos os cursos deviam funcionar como o de Medicina, ou seja, ou é reconhecido ou não existe...caso contrário estasse a enganar alunos e a permitir mais "casos Independente".
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Muito obrigada pelo esclarecimento.
Na verdade, é lamentável que a qualidade de um licenciado tenha que ser certificada pelos seus pares através da respectiva Ordem. É lamentável também, que o governo (não este especificamente) não controle o ensino que tem. Por fim, tão ou mais lamentável que tudo isso, é a verdadeira fraude de que são vitimas todos os que ingenuamente acreditam em instituições que de forma enganosa os fazem perder anos, esforço e dinheiro impunemente.

Comentários

Álex disse…
imaginava serem requisitos deste tipo e as razões serem estas porque sei onde vivo... é uma pena mas é assim. os pais de jovens a entrar na univesidade é que têm que estar " a pau" pois depois é que não vale a pena chorar...
125_azul disse…
Palavras para quê?
Bom reencontrar-te, com tanto para ler. Desejo que continues sem fumar, bela e airosa e sim, o que interessa se o Cristiano foi às putas? Esta gente não tem mais que o fazer?
beijinhos
Squeezy disse…
Mais do que esclarecido num assunto que nunca ninguem me soube explicar! Pois colegas meus que ainda estudam apenas "atiram papos pro ar".. sem uma justificacao "oficial". E as frases acabam irremediavelmente no "tb que se lixe nao preciso disso pra arranjar trabalho".


De facto o ensino superiroe é cada vez uma fraude maior. Pois pra que andar a formar pessoas se depois nao a colocacao pros msm? Tirar uma licenciatura so por tirar sai caro...mas tambem ha gente que nao se importa mto...
Anónimo disse…
Nem o governo nem a ordem nem nenhuma entidade deverá controlar o ensino, Cristina! O que o Estado deve fazer é tão-só regulamentar, regular e inspeccionar se as regulamentações são ou não cumpridas e, nessa conformidade, estabelecer uma política de financiamento!
Quanto ao demais o mercado de trabalho é que irá, com toda a certeza, controlar.

A montante fica por saber até quando é que os contribuintes estrão dispostos a pagar ensino financiado pelo Estado que se sabe à partida não ter qualidade ou não ser necessário ao país.

Bjinho e, já agora, olá, depois de férias.
Anónimo disse…
Não é verdade que todas as ordens tenham critérios idênticos, a ordem dos enfermeiros admite, e bem, bachareis em enfermagem, que têm anos e anos de provas dadas na área da saúde em Portugal. A ordem dos engenheiros não admite bachareis nem licenciados pelo processo de bolonha. Felizmente esses profissionais têm uma associação de direito público (ANET) que lhes permite trabalhar, e bem, com provas dadas em todas as áreas da engenharia em Portugal.
O que a ordem dos engenheiros pretende é ter uma elite, cujo acesso é mais restrito, para serem poucos a ter o "domínio" nas várias áreas. Pode-lhes é acontecer como aconteceu á ordem dos médicos que teve que gramar com a entrada em força de médicos espanhóis, que entraram nas faculdades com médias muito inferiores ás dos alunos portugueses.
Cristina disse…
alex

pois, exactamente. é claro que haverão sempre universidades melhores que outras mas deven haver requesitos mínimos..
Cristina disse…
Azulinha!!

olá, bem vinda! xodades;)))

ainda não fumei, mas esta fase é a mais fácil, a de maior motivação. passados 2 ou 3 meses, eu acho mais dificil, começam as saudades e a notivação não é tão forte. veremos.

bjinhos
Cristina disse…
squeezy

pois, ha muita gente não interessa muito porque o que interessa é dizerem que são licenciados, não é o que fazem ou onde trabalham...

e as familias é que se lixam.

bjos
Cristina disse…
carlos

oláááá!! até que enfim, os webamigos de volta:)))

então repara "regulamentar, regular e inspeccionar se as regulamentações são ou não cumpridas " se isto não é controlar, o que é?

é bastante óbvio que tem que haver uma qualidade mínima, o resto é fraude. acho. :)

beijocas
Cristina disse…
atento

bem, dos meandros da engenharia não sei. mas dizer que os "médicos espanhóis, que entraram nas faculdades com médias muito inferiores ás dos alunos portugueses." é completamente mentira.

além de que os alunos espanhóis não têm absolutamente nenhum interesse em fazer o curso em Portugal. Não precisam, nós é que precisamos de ir para lá, que é muito mais facil entrar, há faculdades por todo o lado, infelizmente para eles. o único concurso que eles fazem cá é o de acesso à especialidade e fazem exactamente o mesmo exame que os outros; tenho no meu Hosp vários. e não é porque o acesso à especialidade em Espanha seja muito inferior ao número de formados, o que acontece é que se vierem fazer a especialidade cá, têm 5 anos de emprego garantido, com ordenado e grande possibilidade de o Hospital os admitir a seguir, só por isso.

cumps
Anónimo disse…
Existissem mais "casos Independente" e talvez a qualidade da Engenharia em Portugal fosse melhor, o Curso de Engenharia não é reconhecido pela Ordem, mas os alunos que fazem o exame têm tido a mais alta taxa de aprovação. Nunca compreendi como é que uma instituição privada se pode sobrepor ao Ministério da Educação, se o Ministério diz que é Engenharia Informática quem é que é uma tal de Ordem para dizer que não... só porque se paga 200€ por ano para se estar lá? Para isso vou à Ordem dos Engenheiros de Inglaterra e sou admitido sem exames... Para mim não passa de hipocrisia, tem de haver quem regulamente as coisas, mas não uma inscrição obrigatória de 200€ para tal... A minha Universidade não é “reconhecida” mas soube que no ano em que entrei se candidatou e não foi aceite porque faltava uma reestruturação numa cadeira, ficou a promessa de nova análise após essa reestruturação. Essa reestruturação houve, mas como a ordem cobrava centenas de contos para analisar um curso, a Universidade não teve dinheiro para tentar novamente… O que interessa é o curso estar reconhecido por decreto de lei, e está! Pode ser que o Bolonha acabe com tais ordens, ou essas ordens têm de se adaptar ao Bolonha!
Anónimo disse…
Cristina

O que eu disse foi precisamente isso, os alunos espanhois entram com médias mais baixas nas universidades espanholas, não nas nossas, em que a média é mais elevada. Por isso é que dezenas de alunos portugueses, que não entram em medicina cá, vão estudar para espanha e formam-se com todo o mérito.
Anónimo disse…
Engenheiro mas não da ordem

Pois também não sei qual é a autoridade da ordem, é que já não é so a lei portuguesa, é uma lei a nivel europeu, regida por bolonha e válida em todos os paises.

Será que a ordem está acima da lei?!?!
MC disse…
"Todos os cursos deviam funcionar como o de Medicina, ou seja, ou é reconhecido ou não existe...caso contrário estasse a enganar alunos e a permitir mais "casos Independente".
Isto diz tudo!
O resto é conversa. Vivemos num país que tem coisas impensáveis. Mas é assim: onde a justiça não funciona, vai funcionar o quê?
Anónimo disse…
Caro miguel

nem oito nem oitenta, deve é haver um meio termo.

Se há caso caricato é o da ordem dos médicos, que foi contra a abertura de medicina na universidade da beira interior, quando há uma manifesta falta de médicos em portugal, principalmente no interior do país.
Daí haver tantos médicos estrangeiros a trabalhar em portugal.
Cristina disse…
ENGENHEIRO mas não da ORDEM disse...

neste caso, eu acho que deve prevalecer o que garanta melhor qualidade aos cursos. de preferencia o ministério da educação. provavelmente o ministerio delega é na Ordem uma competencia que devia ser dele. mas se isso servir para moralizar um pouco a coisa, concordo. tambem acho, desculpe, que cursos não reconhecidos pela Ordem e ministério, os dois, não deviam existir, por e simplesmente.

em medicina temos a licenciatura que a ordem reconhece, mas a partir daí, exames para especialista, graduação, etc, são feitos com juri de 5 elementos, 2 do hospital, e 3 da Ordem. e eu acho bem, é um exame muito mais valorizado.

sinceramente, não vejo porque é que nos outros cursos as coisas não hão-de ser com a fasquia por cima..
Cristina disse…
atento

ahhh, peço desculpa, pensei que estava a dizer que entravam cá com medias inferiores aos nossos! tem razão, agora o esquema é fazer o curso em Espanha e a especialidade aqui:)

em relação aos bacharéis, desculpe-me lá, mas o que é isso???

para mim é, e só, alguém que frequentou metade de um curso, o que para mim vale menos do que se nunca lá tivesse estado, porque pensa que sabe mas não sabe.
pode fazer muita coisa, mas está sempre coxo. é a minha opinião.
eu acho que as pessoas deviam ser obrigadas a acabar o curso e a ser licenciadas, se não querem, paciencia. até lá não devem ter qualquer título.

beijo
Anónimo disse…
Cara Cristina

Desculpe não concordar minimamente consigo, e também vejo que não está nada familiarizada com as qualificações dos bachareis das várias áres que existem em portugal: engenharia, enfermagem, ensino, agricultura, etc.

Pelo que depreendo também não concorda com Bolonha, visto a qualificação dos licenciados de bolonha ser a mesma de um bacharel, antes do processo de bolonha.

Será que toda a europa está mal?
Só nós é que estavamos bem?
Cristina disse…
não, não estou familiarizada com as outras áreas, na minha, não há cá bachareis nem antes nem depois de Bolonha. O cyurso foi modificado sim, mas ums licenciatura continua a ser uma pessoa que tem a formação completa(básica, claro). o resto serão outras coisas, mas médicos não são.
e o que não percebo é porque se hão-de querer ser outras coisas :)

cps
Cristina disse…
não, não estou familiarizada com as outras áreas, na minha, não há cá bachareis nem antes nem depois de Bolonha. O curso foi modificado sim, mas ums licenciatura continua a ser a formação mínima exigida. uma pessoa tem que ter a formação completa(básica, claro). o resto serão outras coisas, mas médicos não são. há técnicos das varias áreas, mas com cursos específicos que não passam pela faculdade de medicina.
e o que não percebo é porque se há-de querer ser outras coisas, sem terminar o curso, qual é a vantagem, ou o sentido? :)
Anónimo disse…
Um bacharelato é uma formação completa.
Uma licenciatura pelo processo de bolonha, com a mesma duração, é uma formação completa.
Ser outras coisas sem terminar o curso??
Cristina disse…
atento

o que é que um bacharel faz que um licenciado não pode fazer?

se me quisesse convencer a fazer um baicharelato em vez de uma licenciatura, o que me diria?
Anónimo disse…
Cristina

E o que é que um licenciado faz que um bacharel não possa fazer?

Muito pouca coisa, pelo menos na área da engenharia, as competências são perante a lei quase as mesmas.

O problema muitas vezes está nas mentalidades e na própria sociedade que acha que os cursos superiores politécnicos, por terem sido sempre os cursos para onde iam os pobres antes do 25 de abril, são de menor qualidade e grau de exigencia.

Não sou contra tirar-se uma licenciatura, nem contra o aumento de conhecimentos ao longo da carreira,eu também tirei um bacharelato, começei a trabalhar e estou a tirar uma licenciatura, não por falta de conhecimentos mas mais por uma pressão que existe na sociedade para se ter que tirar uma licenciatura.

Já trabalho há alguns anos, mesmo sem ter concluido ainda a licenciatura e nunca me senti "coxo", como diz, de conhecimentos para resolver os problemas que me têm surgido, e já trabalhei em várias áreas.

Convence-la a tirar um bacharelato para já parecia-me dificil, mas também já não era possivel porque já não existe esse grau, agora é licenciatura (com a mesma duração), apenas lhe digo para comparar a taxa de empregabilidade dos alunos saidos dos politécnicos com a taxa de empregabilidade das universidades.

Não conheço nimguem que tenha saido da minha escola que tenha estado mais de 3 meses sem começar a trabalhar.

Nos politécnicois ensina-se o "saber fazer" e isso já o nosso mercado de trabalho percebeu há muito tempo.

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