aí está a nação valente.


Bom, pelo menos um marco importante e uma experiência única: a possiblidade de uma equipe amadora, que tem de repartir os treinos com a vida profissional, jogar com os melhores num campeonato do Mundo. Tomaz Morais levou Portugal à fase final da Taça do Mundo de rugby, uma proeza que se julgava impensável. O excelente trabalho que tem desenvolvido à frente dos "Lobos" valeu-lhe mesmo a nomeação para melhor treinador do International Rugby Board (IRB) - a entidade que gere o rugby planetário -, em 2004. Portanto, tranquilos.
E contra a dança dos NeoZelandeses, pode mesmo sair o tradicional Vira, ou o Corridinho, ou mesmo um Manguito, se a coisa correr muito mal..
Força Lobos, que há derrotas heróicas!
.
ps das 23h-agora que estava ali a ver a repetição...epá, impressionante a emoção com que estes gajos cantaram o hino...incrível... Veja outra vez

Comentários

Anónimo disse…
Andamos ali, amadores assumidos, a jogar contra os melhores do mundo.

Esta gente merece ser apoiada.
Mesmo perdendo todos os encontros, como se prevê, estão de parabéns.

Missão cumprida. E difícil.
Eric Blair disse…
Olá. De bolta.
Aqui a tua homónima está encantada com a melodia.
Esclareces, pf, de quem se trata?
Beijos.
sem-se-ver disse…
sim, HEROIS! FORÇA!!

A ESCOCIA NAO NOS CONSEGUIU GANHAR POR MAIS DE 50 PONTOS! PRIMEIRO OBJECTIVO CUMPRIDO!!

(nao estou a ser cinica. acho admirável, mesmo, não só a sensatez dos objectivos fixados, como o facto de termos conseguido marcar 10 - DEZ!!! - pontos contra eles!)
Cristina disse…
Eric


Olá bonito!já cá estais? tékinfim pá!

a melodia é da Vanessa da Mata, ultimo album:SIM, com a participação de Ben Harper. a capa está uns posts abaixo.

uma beijoca prócês :)
Cristina disse…
reporter

e esforçada!, não foram só passear. pode ser que seja um empurrão.
Cristina disse…
sem-se-ver

sem dúvida!! ja vi por aí um comentário que dizia que se com os neozelandeses perdermos por menos de 100 e fizermos 1 ensaio pelo menos, ja não é nenhuma vergonha:))

coitados...parecemos a selecção de Angola no Mundial :))

beijos
Anónimo disse…
"Ando divertidíssimo com a histeria colectiva que a nossa selecção de Rugby anda a provocar. Subitamente, as pessoas que tanto criticam os nossos jogadores de futebol quando estes perdem meias-finais de mundiais, finais de Europeus ou pouco se excitam com vitórias dos nossos clubes em grandes competições internacionais resolvem glorificar uns rapazes que vão levar cabazadas ao mundial da modalidade. Para tal, basta uma boa campanha de marketing, umas declarações grandiloquentes sobre a pátria, umas lagrimitas durante o hino e já está.

A mais risível das coisas é justificar as, mais que previsíveis, derrotas humilhantes com o “grande” argumento de que aqueles rapazes são amadores. E então?

Confesso não sentir ponta de orgulho em ver uns escoceses a dar baile a meus conterrâneos ou ver declarações em que se diz que sofrer menos de 100 pontos contra a Nova Zelândia é fonte de orgulho...

Misturar desporto de alta competição com patriotismos bacocos do tipo bandeirinha à janela ou esta estupidez que está a rodear o mundial de Rugby é de ir às lágrimas."

Pedro Marques Lopes - 31 da Armada

Muito obrigado
Cristina disse…
batuta

desse texto tiro uma conclusão:esse tipo não deve aber o que é esforço nem vontade em toda a vida dele. é pena, fazia-lhe bem, para compreender certas coisas. compreender a diferença entre atletas que ganham milhares de contos por dia e aquelas que treinam depois do trabalho e que fazem ferias nas competições. meter tudo no mesmo saco, é inacreditável...coitadinho, sabe lá o que está a dizer..
Unknown disse…
O melhor mesmo. foi chegarem ao intervalo a pensar que podiam vencer o jogo! Só isto diz tudo sobre o querer e o orgulho de estar num mundial. Há que ler o dossier do Publico online, muito bom!

E hoje, fiz uma revista de imprensa internacional, e todos gabam o querer da nossa equipa, a primeira equipa amadora a chegar a um mundial! Até os ingleses, vulgarmente cínicos, se mostraram surpreendidos e fizeram uma vénia aos lobos!

Roam-se de inveja pseudo craques dos pontapés na bola, que nem ao Euro '08 conseguem ir defender o 2º lugar do nosso Euro.
125_azul disse…
Eu cá morria de medo se aqueles gajos da Nova Zelandia desatassem a fazer aquela dança esquisita à minha frente!!!
Hay que tenerlos en su sítio, é o que te digo
Gilborgia disse…
Arrepiei-me a ver a selecção a cantar o nosso hino. Vieram-me lágrimas aos olhos.
Os meus filhos nada sentiram...
Mas aquilo emociona qualquer um que passou pela guerra do ultramar, fez-me lembrar uma partida para a guerra...
Anónimo disse…
Companheiro batuta
Eu, josef mario, devo dizer que concordo inteiramente com o seu brilhante comentario. Masoquismo eh coisa de gajo paneleiro ou gajo "agulha" - aquele que leva no rabo mas não perde a linha.
Muito obrigado.
josef mario
Eric Blair disse…
Tks.
A moça vai já comprar o élepê.
Cristina disse…
desi

não agoires os rapazes da seleçon pá! tamém nao exageres, que a coisa ainda não está perdida!

mas que estes gajos são uns heróis são! são um exemplo do que é gostar do que se faz e ter orgulho de estar presente numa competição internacional a representar-nos. não é como os outros que ás vezes parece que estão la a fazer um favor. ás vezes, também não digo sempre..

besos guapo
Cristina disse…
azul

eu, medo medo teria quando visse um a atirar-se pra cima de mim loooooooooool
Cristina disse…
patacurta

pois, ha coisas que só alguns percebem.....é isso mesmo.

beijinhos
Cristina disse…
josef mario

nem mais, um verdadeiro Tuga nunca se intimida perante os gigantes. há que honrar a História ;)
Cristina disse…
do mesmo blog(31 da armada) que o batuta citou e em resposta ao post referido:

"A mim diverte-me mais quem, confessando-se amante de uma modalidade, escamoteia a sua realidade e os objectivos que a selecção respectiva pode alcançar. Dá-me mesmo vontade de rir que se confunda patrioteirismo com reconhecimento pelo esforço e entrega alheios. E a sobranceria trocista com que se fala de quem se comove quando representa o seu país pela primeira vez no terceiro maior evento desportivo do mundo.
Não sei quem ama mais, jogou mais tempo ou conhece melhor as regras do rugby e isso também não me interessa.
Factos são factos. E é um facto que é a primeira vez que uma selecção portuguesa de rugby está na fase final de um campeonato do mundo. E facto é, também, que os escoceses não deram nenhum baile à equipa portuguesa. Ela bateu-se com dignidade com as armas que tinha. Nunca virou a cara à luta contra uma equipa com experiência, técnica e um potencial muito superior. É pouco? Não me parece. Houve resultados bem mais desnivelados neste mundial entre equipas de valia teoricamente mais próxima.
Gostei de ver jogar os Estados Unidos contra a Inglaterra, a Namíbia contra a Irlanda, Samoa contra a África do Sul e o Canadá contra o País de Gales e nenhum ganhou. E, comigo, grande parte do público que esteve nos estádios. Uns burros de uns patriotas, todos eles. Uns obnubilados pelo marketing, é o que é.

Felizmente que há uns lúcidos cidadão do mundo que não se deixam impressionar e que os devolvem à sanidade enquanto os insultam.

Recordo-me de muitas provas desportivas em que atletas menos dotados tecnicamente ou em inferioridade física persistiram em acabá-las apesar do fosso que os separava dos primeiros e da posição infinitésima que acabariam por ocupar. Não me rio deles. Nem lhes chamo idiotas por não terem desistido. Nem considero ser patriotismo bacoco louvar o seu esforço e aplaudir o seu espírito de sacrifício. Patético é dizer que quem não ganha não serve e que quem elogia ou é ignorante ou é estúpido ou faz o acumulado.
O hóquei em patins é mesmo um excelente exemplo. Aqueles a quem Portugal dantes ganhava por mais de 20 a zero hoje chegam para nós. Mas começaram por levar 20 a zero. Na altura dos 20 a zero também ninguém via os resultados e ninguém se orgulhava das cabazadas que os "rapazes" levavam. Éramos os “All Blacks” da modalidade e no último mundial levámos uma tareia de umas “Geórgias” quaisquer.
Misturar desporto com a obsessão dos resultados é negar a sua própria natureza e fingir que todos partem em igualdade de circunstâncias. Não partem.
Mais risível do que justificar as derrotas previsíveis é o cinismo de achar que tudo o que não é convertível em pontos é desprezível.
As Amélias não ganharam nem se esforçaram. E, para quem gosta tanto de resultados, com o talento e as condições que têm, tinham a obrigação de, pelo menos, ganhar. Estes só não ganharam. Eu prefiro os últimos. Gostos."

publicado por João Vacas às 23:39