Mulheres são discriminadas em diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares
Se uma mulher vai ao médico queixando-se de "uma dor no peito", esta tende a ser mais facilmente entendida como sinal de depressão ou ansiedade do que como um sintoma de doença cardíaca, refere a socióloga Ana Fernandes.
João Silva Nunes, cardiologista que colaborou no estudo, nota que pode haver "atitudes diferentes na valorização dos sintomas" e nas "atitudes no diagnóstico e na terapêutica". Isto talvez aconteça porque "a doença é mais expressiva no homem e acontece mais cedo na sua vida". "Nas mulheres as queixas podem levar os médicos a pensar noutras causas de doença (digestivas, reumatismais) por se apresentarem muitas vezes de modo atípico."
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...por isso mesmo, por a doença ser mais expressiva no homem e, apesar de tudo, o facto de ser homem continuar a ser um factor de risco; ou seja ,a doença não só ainda é mais frequente nos homens, como os homens ainda têm enfartes mais novos, portanto requerem mais prodência.
Além disso, esta conclusão é estranha, tanto mais que percorri o artigo todo à procura da prova óbvia e não encontrei, e que é a resporta à seguinte questão: quantas mulheres viram a sua doença sub diagnosticada em relação aos homens? ou melhor, em quantas mulheres as queixas foram subvalorizadas tendo-se comprovado logo a seguir a existência de doença coronária?? é que isso de afirmar, e comporvar, que ninguém lhes liga e que são discriminadas nas queixas, é um bocadito curto...justifica-se ou não? a não ser que a prova esteja no estudo original e não tenham sido retirados dados, o que não me espantava...

Comentários

immortal disse…
mas é isso é o que há mais...queixas sem comprovativos...
e estudos publicados cujo conteúdo foi suprimido, para dar o que falar também abundam, ao que parece
cs disse…
Cristina

é este o País em que vivemos, onde se fazem ou tentam, parece-me que se fazem, mestrados provando uma ideia pré-feita, sem o minimo de qualidade cientifica..nem podem, dado sabermos que a capacidade para se fazer um mestrado está mais de acordo com cotas europeias do que com reais conhecimentos.

A leviandade com que se faz jornalismo neste País, com que se escreve e afirma o que quer que seja sem se ser desmascarado, é aflitiva.


Mas se calhar este estudo, de que fala, foi financiado por um qq programa destes que agora estão em voga para investigadores( ihihih), pago por todos nós.

Enfim, olhe leia a crónica da Helena Matos hoje no Público, e veja para onde caminhamos, que é o que eu vou tentar fazer.

LOOLLL os profissionais da saúde vista pelo olho do dito ...

bjoca
MariaTuché disse…
Ouvi por alto esta noticia mas sabes nos últimos dias não tenho dado muita atenção a noticias, a obra terminou felizmente, mas ainda faltam os últimos retoques para a abertura, ando numa ansiedade louca.

A música continua muito boa mesmo!!!

beijosssssssss
Animal disse…
só pra num serem discriminadas eu acho caviam de apanhar uns diagnósticos de problemas na próstata.

parece que já mandaram uns gajos de baixa por causa dos ovários, purqé qelas num hádem sofrer da próstata. ou mesmo de ejaculação precoce? no código civil diz que há igualdade, purtantes bute lá cumprir as leis, carago...
Álex disse…
fugindo ao tema, qual é a sua opinião sobre a predisposição para um vício existindo antecedentes familiares? é um vício algo, uhmm extremo, diría - vide post de hoje
Cristina disse…
immortal

pois é, e depois faz-se uma noticia sobre discriminação da mulher... :)))))))
Cristina disse…
cs

não é só cá amiga. em que leio habitualmente o site da BBC, vejo cada estudo que é de rir à gargalhada! :))

infelizmente qualquer estudo é exequível e publicável, o rigor na publicação é o mesmo de quando se aplicam termos médicos: nenhum.

beijo
Cristina disse…
maria tuché, estás a renovar a casa? que bom!

desejo-te muito bons resultados :)))

beijinhos (e quem deu a musica quem foi???)
Cristina disse…
animal

mas...eu já vi por aí muita gaja com ejaculação precoce, tu não??

;) beijos (bem vindo)
Cristina disse…
alex

a "predisposição" é engraçada. geneticamente, é nenhuma. mas a tal predisposição existe resultante de uma vulgarização do acto, e só por isso, acho :)

beijinho