o inesperado com ares de surpreendente

Diz o DN que, O número de candidatos à Ordem dos Engenheiros provenientes de cursos não reconhecidos, tem vindo a aumentar. Todos os anos, são admitidos entre 1300 a 1900 novos membros pela OE. A maioria é proveniente de cursos reconhecidos, o que isenta os candidatos da prestação de provas de admissão. Mas, crescentemente, a OE tem sido procurada por jovens de outras licenciaturas, o que os obriga a submeterem-se a provas de admissão nas quais 50 a 60% chumbam.
.
O que eu acho verdadeiramente extraordinário é existirem cursos "não reconhecidos". O que é um "curso não reconhecido"? Trata de quê? De engenharia, de outras coisas? É que a avaliar pela dificuldade da Independente para conquistar esse "estatuto", imagino o que serão os outros....só não percebo, de facto, é a sua existência, alguém me explica?


Comentários
e já agora muito bem explicadinho que eu tb tenho as mm dúvidas.
:))
obrigatoriamente têm de ser reconhecido por Ministério Publico e afins.
É mais fácil tirar um curso de praia.
Cump
Estou pronta para ser iluminada!
Mas os nossos jornalistas não são curiosos e, não sabendo, não informam.
Paciência! ficamos sem saber se "isto" também existe na Europa a 12, a 15, a 25 ou a 27.
Uma tristura.
Há por aí muito Dr. que não são nem Adv., nem Eng.
porque não têm um corpo docente decente?
porque uns fazem panelinha e querem a exclusividade para eles?! porque o minstério se desleixa como em tanta outra coisa?
expliquem, expliquem que gostariamos de saber (embora não perguntemos a quem de direito quando nos toca a vez ou os calos...)
A Ordem do Engenheiros reconhece apenas 30% dos cerca de 300 cursos de engenharia a funcionar no país.
Para que um curso seja reconhecido é necessário cumprir determinados requisitos, tais como:
-Corpo docente.
-Plano curricular de acordo com o definido pela Ordem.
-Meios técnicos e laboratoriais.
Condições de acesso ao curso.
-Estrutura orgânica da faculdade em questão.
-Método de avaliação
-Qualidade técnica de sebentas e manuais
O reconhecimento da-se pelo cumprimento dos requisitos e por meio de uma auditoria. O reconhecimento é válido por 3 anos, findos o quais, haverá um nova auditoria, renovando-se ou não o reconhecimento.
A Ordem dos Engenheiros tem por norma, apenas reconhecer os chamados cursos de banda larga, deixando as especializações para as pós graduações. Por exemplo uma "Engenharia de Blogs" dificilmene seria renhecida, enquanto uma "Engenharia Informática" cumprindo os requisitos, já poderia ser reconhecida. Não se reconhecem cursos cujo grau de espcecialização seja demasiado limitado ao nível da licenciatura. As Ordem dos Engenheiros vê as licenciaturas como um cojunto minímo de aptidões e conhecimentos, as especializações virão depois.
Os licenciados em cursos não reconhecidos, serão apenas licenciados em engenharia e não engenheiros, Para poderem ser considerados engenheiros terão que obter aprovação na prova de admissão. Prova que é dispensada ao licenciados de cursos reconhecidos, aos quais apenas é exigido um estágio(também ele com regras próprias).
Esta situação só acontece devido à incapacidade das estruturas governamentais garantirem a qualidade e uniformização dos cursos de engenharia. Básciamente em Portugal, qualquer faculdade pode leccionar um curso de engenharia, ainda que este não tenha qualidade. Oviamente que a Ordem dos Engenheiros por considerar de interesse maior a qualidade da Engenharia Portuguesa, adoptou este mecanismo discriminativo. Para que não pague o justo pelo pecador. Entada-se o reconhecimento como um certificado de qualidade. Note-se que as diferenças dos cursos são enormes, quer nas condições de acesso, quer na dificuldade.
Imagine-se que qualquer faculdade podia leccionar um curso de medicina, a Ordem dos Médicos teria que ter regras bem mais restritivas que as actuais, para que estivesse garantida a qualidade dos Médicos, certo?
Este procedimento é comum as outras Ordens de profissões cujas licenciaturas parecem cair de árvores ou dadas em barracões por docentes de pouca credibilidade.
A questão só se levanta devido aos estado do ensino portiguês, onde existem curso de primeira e de segunda ou terceira. Todos os cursos deviam funcionar como o de Medicina, ou seja, ou é reconhecido ou não existe...caso contrário estasse a enganar alunos e a permitir mais "casos Independente".