Parece incrível, mas deixou-nos.
Nascido a 12 de Outubro de 1935 filho de um padeiro e de uma operária de tecelagem de Módena, Itália, cantava com Fernando Pavarotti, seu pai, no coral Gioachino Rossini da sua cidade e com o qual viajou para o País de Gales, onde ganharam o primeiro prémio do Concurso Internacional de Corais de Llangollen. Entusiasmado com esse resultado, Luciano começou, ao voltar para casa, a estudar canto com Arrigo Pola.Dando-se conta do talento de seu aluno, Pola encaminhou-o para a classe do respeitado Ettore Campogalliani.
Sob orientação do Professor, Luciano ganhou o primeiro lugar no concurso de canto que lhe permitiu estrear em Reggio Emilia, em 29 de abril de 1961, como o Rodolfo da Bohème de Puccini, que estava destinado a ser um de seus maiores papéis.
Quatro anos depois, então com 30 anos, fez a sua estreia americana ao lado de um mito da ópera Joan Sutherland, que o recomendou para substituir um cantor doente na ópera de Miami. No mesmo ano, 1965, fez sua primeira apresentação no templo da ópera, o Scala de Milão, interpretando novamente o papel de Rodolfo de La Bohème.
O triunfo maior viria, porém, em 1969, quando cantou I Lombardi em Roma ao lado de Renata Scotto. O disco teve repercussão imediata e abriu as portas do Metropolitan, em 1972, a Pavarotti.
Não demorou para que se tornasse uma figura popular, graças ao seu jeito simpático, risonho e a um guardanapo, que se transformou na sua marca registrada. Essa história começou em 1973, quando, ao pedir um lenço para a estreia em Liberty, Missouri, em vez disso recebeu um guardanapo.
Outra marca registrada de Pavarotti foi a ária Nessun Dorma, da ópera Turandot. Desde 1990, quando foi escolhida como tema do Campeonato do Mundo, a ária de Puccini foi cantada inúmeras vezes por Pavarotti, que soube aproveitar bem seu carisma e familiaridade com as câmeras de televisão.
É dessa época o primeiro concerto dos três tenores nas termas de Caracalla, Roma, sob a direcção do maestro Zubin Mehta, que resultou no disco clássico mais vendido da história.
Nos anos 1990 Pavarotti cantaria em diversos concertos ao ar livre; o concerto do Central Park de Nova York em 1993, atraiu 500 mil pessoas.
O seu último papel numa ópera, o de Cavaradossi, na Tosca montada pelo Metropolitan, recebendo uma ovação de 12 minutos.
A morte de Pavarotti na imprensa e no Mundo:
"Pavarotti é o último representante do canto italiano, último dos tenores que levaram ao mundo a verdadeira cor da voz italiana", comentou Bruno Cagli, musicólogo e superintendente da prestigiosa Academia de Santa Cecília."Devido à decadência do repertório operístico e à mudança do panorama cultural e social, acredito que não haja herdeiros de seu nível capazes de comunicar, daquela forma, o dom do céu que é a voz italiana."
Bruno Cagli recordou as polémicas provocadas pelo concerto dos três tenores - Pavarotti, Placido Domingo e José Carreras - que contribuiu para popularizar a ópera. "Aqueles shows provocaram críticas porque representavam a contaminação de diversos géneros de música."
Na opinião do musicólogo, este problema está na ordem do dia agora, com a morte de Pavarotti. "A ópera não poderá ter mais a popularidade que teve um dia, é preciso encontrar novos caminhos", comentou.
O crítico musical Mario Luzzato Fegiz disse que o cantor se tornou popular porque soube misturar canto lírico com música moderna. "Luciano teve habilidade para unir o canto lírico ao pop e ao rock", recordou o crítico, fazendo referência aos shows de Pavarotti com estrelas da música pop como Bono, Sting e ídolos da música italiana, em eventos beneficentes. "Pavarotti é muito mais rock do que muitos cantores de rock e provavelmente tinha uma alma punk", comentou Bono.
"Havia os tenores e depois havia Pavarotti. Ele adorava a música e seu maior mérito é que a abraçou como um todo, como demonstrou Pavarotti & Friends, onde se apresentava em diversos gêneros musicais, sem limites nem fronteiras", disse Zefirelli.
Ao lado disso, o cantor envolveu-se em inúmeras causas beneficentes e humanitárias.Criou a Pavarotti International Voice Competition, destinada a revelar cantores jovens, na década de 80. As séries de shows intitulados Pavarotti & Friends, reunindo intérpretes clássicos e populares, levantaram fundos para ajudar refugiados. No entanto, esta sua faceta, foi muitas vezes mal interpretada e criticada por muitos. De qualquer modo, indiferente à polémica, este italiano de 1,90 m, pai de quatro filhas e avô, de alma grande e voz maior ainda, apaixonado pelos puros-sangues, futebol, massas e bons vinhos, deixou-nos para sempre.
O crítico musical Mario Luzzato Fegiz disse que o cantor se tornou popular porque soube misturar canto lírico com música moderna. "Luciano teve habilidade para unir o canto lírico ao pop e ao rock", recordou o crítico, fazendo referência aos shows de Pavarotti com estrelas da música pop como Bono, Sting e ídolos da música italiana, em eventos beneficentes. "Pavarotti é muito mais rock do que muitos cantores de rock e provavelmente tinha uma alma punk", comentou Bono.
"Havia os tenores e depois havia Pavarotti. Ele adorava a música e seu maior mérito é que a abraçou como um todo, como demonstrou Pavarotti & Friends, onde se apresentava em diversos gêneros musicais, sem limites nem fronteiras", disse Zefirelli.
Ao lado disso, o cantor envolveu-se em inúmeras causas beneficentes e humanitárias.Criou a Pavarotti International Voice Competition, destinada a revelar cantores jovens, na década de 80. As séries de shows intitulados Pavarotti & Friends, reunindo intérpretes clássicos e populares, levantaram fundos para ajudar refugiados. No entanto, esta sua faceta, foi muitas vezes mal interpretada e criticada por muitos. De qualquer modo, indiferente à polémica, este italiano de 1,90 m, pai de quatro filhas e avô, de alma grande e voz maior ainda, apaixonado pelos puros-sangues, futebol, massas e bons vinhos, deixou-nos para sempre.
Gostando-se ou não, possuía uma característica preciosa: um timbre absolutamente inconfundível, que permitia à sua legião de admiradores reconhecê-lo, bastando para isso, ouvi-lo cantar dois ou três compassos. Além disso, não sendo uma grande conhecedora de ópera, há poucos momentos musicais capazes de me fazer vir as lágrimas aos olhos e um deles é este: o último minuto de Nessun Dorma (clicar para ver).
Obrigada.
Obrigada.

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consulta -as informações contidas no post foram retiradas de vários artigos do Estadão


Comentários
Bjinhos
Enorme.
Beijo
Bom texto. Lembremos e ouçamos Pavarotti, sempre. Isso podemos fazer.
Um beijo.
Saudades que já ficam não é?
Beijocas
ele foi só ali mas volta
O coro celestial precisava dum reforço, foi Deus que teve inveja de nós
Se não se importa vou levar este belíssimo texto para o meu blorganaizer
Luis Maia
Beijos
Beijo
Este ano têm desaparecido inúmeras pessoas do mundo das artes, desta vez foi na música...credo que mais nos reservará este ano??
Beijinho
ps - Ainda bem que fica a sua obra para matarmos saudades
Eu limitei-me a um "arrivederci" e a colocar a sua magistral interpretação da área Veste La Giubba da ópera I Pagliacci de Ruggero Leoncavallo.
Beijo
esteja à vontade!
um beijo a todos os outros.