quanto mais se escava, pior cheira

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As universidades privadas precisam sensivelmente de duplicar o actual número - 1053 (descontando acumulações) - de docentes doutorados a tempo integral, até Outubro de 2009.
O estudo da Fenprof mostra que existem três docentes a prestar serviço em seis instituições, cinco docentes em cinco instituições, 39 em quatro instituições, 208 em três instituições e, por fim, 2170 docentes estavam registados em duas instituições. "É possível constatar que há docentes com ocupações totais que atingem os 400%", refere o estudo.As universidades privadas são as que recorrem mais aos chamados turboprofessores. Há 1321 docentes em universidades privadas (19%) que prestam serviço noutras instituições, sendo que 208 estão em "dedicação exclusiva" e 382 em "tempo integral". No caso do politécnico privado, há 861 docentes (22%) que prestam serviço docente noutras instituições, sendo que 86 estão em "dedicação exclusiva" e 204 em tempo integral.
O estudo da Fenprof mostra que existem três docentes a prestar serviço em seis instituições, cinco docentes em cinco instituições, 39 em quatro instituições, 208 em três instituições e, por fim, 2170 docentes estavam registados em duas instituições. "É possível constatar que há docentes com ocupações totais que atingem os 400%", refere o estudo.As universidades privadas são as que recorrem mais aos chamados turboprofessores. Há 1321 docentes em universidades privadas (19%) que prestam serviço noutras instituições, sendo que 208 estão em "dedicação exclusiva" e 382 em "tempo integral". No caso do politécnico privado, há 861 docentes (22%) que prestam serviço docente noutras instituições, sendo que 86 estão em "dedicação exclusiva" e 204 em tempo integral.
Existem cerca de 20 alunos para cada doutor no público.
Nas privadas o rácio é de 57,1 alunos para cada doutor.
A Fenprof teme o crescimento destes professores desmultiplicados, um fechar de olhos por parte da tutela ou um aumento das colaborações formais, de vários tipos, entre universidades - numa tentativa de contornar as exigências de doutores a tempo integral.
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Pois, a avaliar pela rebaldaria que já se adivinhava e que agora se confirma, e atendendo ao prazo de 2 anos, a única hipótese é criar-se uma universidade para doutoramentos em regime intensivo. De certeza que quem dá aulas em 6 instituições, também fará uma perninha numa sétima. E sem grande esforço, aposto.
Comentários
:)
beijinhu
Se o estado fosse impedido de fazer contratos a prazo em cima de contratos a prazo, durante décadas (nas privadas o mesmo estado obriga a integrar no quadro ao fim de 3anos);
Se o estado desse (como a qualquer bardamerdas que trabalhe 6 meses atrás de um qualquer balcão) o direito a subsídio de desemprego aos docentes (para o qual eles desconta impostos);
ie: se o estado fosse uma pessoa de bem; talvez os profes (essa corja) se sentisse incentivada e segura a seguir carreira numa instituição só, em vez de andarem a tentar amealhar o mais possível, porque o futuro é incerto.
Eu, josef mario, com todo respeito, gostaria de saber se a companheira é solteira e, caso positivo, tem algum programa para hoje à noite?
Merci beaucoup.
josef mario
até hoje abstive-me de comentar todos os posts relativos às privadas.
Fui estudante de uma privada de créditos firmados em Portugal entre 95 e 99 em Lx, e passei por mais uma que por acaso está na berlinda actualmente para dois cursos ministrados por dois jornalistas isentos de qualquer crítica.
Durante esses quatro anos, e em qualquer das 3 instituições, só tenho a dizer que tive de dar o litro para terminar com boas notas cada um dos cursos. Ao terminar, nem eu nem nenhum dos meus colegas ter curso, ficaram com a sensação de ter comprado um canudo, mas sim, com algo pelo qual tiveram de suar, e investir muitas horas em pesquisas e investigações para chegar a trabalhos que satisfezessem os regentes de cadeiras.
Todos tivemos um cadeirão, o meu posso dizer que foi Ciência Política... só no final do terceiro ano consegui passar e à rasca, depois de mais uma oral que durou hora e meia...
Acredito que muita coisa mudou... ou se calhar até não... mas o ensino privado, especialmente o universitário, que com a Moderna e a Independente está a passar um mau bocado, merece ser respeitado.
Não posso deixar de concordar com o Eric, e se calhar atrevo-me a fazer uma anologia entre os médicos e os turbo-professores.´
Há muitas queixas sobre as filas de espera para operações, consultas de especialidade, and so on... mas como se pode tolerar, que o mesmo médico que marca uma consulta para um ano depois de ter sido pedida, no final acrescente, se for à minha clínica, posso consultá-lo já amanhã e, se necessário realizar os exames que forem precisos.
E isto é um facto constatável facilmente, e tenho conhecimento de uns quantos...
Mas voltando ao ensino privado, posso dizer que foi graças a ele que tive a honra de conhecer e ficar amigo de alguns grandes jornalistas, hoje reformados, mas que aprendi muito com eles, sem dúvida, e se calhar na pública para onde tentei concorrer e não entre dois anos seguidos por meio valor, tal não teria acontecido, porque nem sequer era em Lisboa. Assim tive a oportunidade de 'trabalhar' com jornalistas do Público, do DN, do Expresso, da TSF e da RTP, em concreto do canal 2 um dos antigos directores de informação, quando a 2 tinha um staff próprio.
E hoje em dia, posso dizer que assistes a noticiários na TV com jornalistas e pivots que fizeram os cursos comigo... e estão lá para durar, sobreviveram à dura prova dos estágios, e ficaram. Alguns melhores, outros pior, mas já são caras e vozes mais ou menos conhecidas das tvs privadas. Porque a RTP continua a ser um antro mafioso onde nem qualquer cunha te vale... tem de ser uma cunha de trunfo.
Qualquer dia para apertar um parafuso é preciso de "doutor"!!! Ou "inginheiro"!
Que paízinho!
Até chateia a quantidade de gente a fazer doutoramento em minhocas...até na seringa já há doutorados.
não me admirava nada! :)))
boa, eu tãobeim :)
beijinhos
mas a questão não é o Estado, quanto a mim. o Estado até pode ter zero universidades e dar bolsas a quem quiser frequentar as privadas, por mim tudo bem, desde que elas sejam boas. e aí é que está! tem que efectivamente tutelar e zelar para que o ensino nessas universidades seja pelo menos aceitável, que o que se lá ensina seja o indicado e que quem lá ensina tenha a qualificação necessária.
e os responsáveis das privadas nisto? é que o racio é muito menor, então qual é a responsabilidade destas instituições no trabalho que fazem com professores que têm 6 empregos?? fonix.. se calhar é por isso que como diz o anarca depois lhes oferecem 1000 euros, é o que acham que eles valem. é um ciclo vicioso..
lembras-te da revolta dos engenheiros das privadas contra a Ordem que obriga a um exame para que possam exercer e depois chumbam que nem tordos? pois..
beijos
posso saber porque quer tanto saber se eu sou solteira? quer casar comigo?
prá noite tenho sempre programas, é só uma questão de escolha ;)
certo, a tua experiência e avaliação é perfeitamente respeitável.
mas diz-me, porque é que no meio d'isso tudo concorreste à pública?
em relação às listas de espera, a resposta é tão obvia que até chateia: quem faz a gestão das listas de espera nos hospitais é quem contrata os medicos e gere os serviços. os medicos vêm sempre os mesmos doentes ao mesmo ritmo (na privada até demoram mais tempo)
cá fora, quem gere o seu trabalho é o medico. se eu quiser observar alguém depois de sair do hospital, só preciso de dizer à pessoa que espere um bocadinho. não me parece comparável, desi.
em termos de qualidade, devo dizer-te que o trabalho na privada tem uma qualidade muito inferior que nos hospitais publicos. o que as pessoas vêm é o invólucro. mas também, é disso que vão à espera, portanto, tudo bem.
beijinhos
a resposta à tua pergunta é óbvia, os gastos de frequentar uma pública são muito mais baixos do que numa privada. Simples! Mas não me arrependo, tive de trabalhar para suportar os custos mensais e serviu-me para aprender muitas coisas que não se ensinam em nenhuma sala de aula, pública ou privada.
Pois, mas quem faz essa gestão das listas de espera, tem todo o interesse que elas existam! Tá provado cientificamente! Provavelmente até se candidata a sua clínica privada a um qualquer concurso estatal para terminar com as listas de espera que tem no seu hospital do SNS. Isto nem é irónico, é surreal!... Ou melhor, é Portugal no seu melhor...
eu, como te digo, não tenho nada mesmo contra o privado, se o Estado quando não responder às necessidades faz contratos com outros organismos, seja hospitais privados portugueses , espanhóis, ou alemães (também ha doente a ir à alemanha pagos pelo estado portugues-eu tive uma) pagar horas extraordinarias a um medico ou serviços fora, para nós é perfeitamente indiferente. só que comprar serviços é mais barato que pagar horas extraordinarias (essas contas são feitas)ou empregar mais medicos, que tem muito mais encargos. a questão é honestidade nestes negócios, seja na saude ou no ensino.
desi, eu acredito que tenhas aprendido muito mas à medida que as coisas se vão sabendo, algumas delas sopradas aqui na blogosfera pelos professores das privadas, outras reveladas pela comunicação social,mais nos vamos convencendo que o cambalacho e a trampa é mais que muita. o que eu acho é que todas as Ordens deviam fazer um exame a toda a gente que garantisse homogeneidade de critérios. no nosso caso, a licenciatura é dada e reconhecida pelo mesmo organismo, Estado, mas a partir daí, qualquer grau obriga a exame com juri nomeado pela Ordem. eu fiz o de especialista e o de assistente graduada e orgulho-me disso, acho que devia ser assim em TODOS os cursos, se queres que te diga.
curiosamente, o unico de que temos conhecimento é o da ordem dos engenheiros e é o que se sabe. claro que quem faz o curso nas privadas acha e.s.c.a.n.d.a.l.o.s.o haver uma Ordem com poderes, claro!como não?