em nenhum lugar fora da europa os jornalistas foram poupados à censura ou violência


Os Repórteres Sem Fronteiras(RSF) lançam periodicamente uma lista de paises posicionados pelo nível da liberdade de imprensa. Esta, reflecte o grau de liberdade que os jornalistas e organizações noticiosas apresentam em cada país, e os esforços feitos pelas autoridades para respeitar e assegurar o respeito por essa mesma liberdade.
No fim da apreciação, é atribuida uma posição que pode mudar de ano para ano. O ranking actual refere-se ao período 1 Set/06 a 1/Set/07.
O resultado é baseado num questionários com 50 critérios de avaliação e inclui cada tipo de violação que afecta directamente os jornalistas (tais como assassinatos, prisões, ataques fisicos e ameaças), os meios de notícia (censura, confiscação de edições, buscas e assédio). E, inclui, também, o grau de imputabilidade dos responsáveis por essas violações da liberdade de imprensa.
Mede, ainda, o nível de auto-censura em cada país e a capacidade de investigar e criticar, além da pressão financeira, que, também é incluida na avaliação final.
O questionário analisa, ainda, o enquadramento legal dos media- penalizações para publicações ofensivas, a existência de monopólios do estado em determinados meios de comunicação, a sua regulação e a interferência com o livre fluxo de informação na net.
Os repórteres sem fronteiras fizeram ainda uma análise dos abusos cometidos não só pelos estados, como por milicias armadas, organizações clandestinas e grupos de pressão.
O questionário foi enviado a organizações que colaboraram com os RSF (15 grupos defensores da liberdade de expressão nos 5 continentes), para a sua rede de 150 correspondentes no mundo inteiro, jornalistas, pesquisadores, juristas e defensores dos direitos humanos. As respostas foram então avaliadas segundo uma grelha elaborada pela organização.
Os 169 países apresentados, foram aqueles de quem os RSF receberam o questionário completo. Alguns países não foram incluidos por falta de dados confiáveis/confirmáveis.
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(Note-se: Os índices não analisam, em nenhum item, a qualidade da imprensa. )
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Portugal encontra-se em 10º lugar, atrás de outros países europeus: Islândia, Noruega, Estónia, Eslováquia, Bélgica, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Irlanda. Em todos os outros países, os RSF consideraram haver menos liberdade de imprensa do que cá; manteve a posição do ano passado, ano em que tinha subido 13 lugares em relação a 2005. Os 17 primeiros lugares são ocupados por europeus e o 1º país não europeu da lista é o Canadá.
UK vem em 24º, FR 31º, SP 33º, USA 48º....Lista Completa, vale a pena ler a análise dos resultados
Em Maio [Jornalistas online], os RFS referiam que os chamados predadores da liberdade de imprensa estão presentes um pouco por todo o mundo, sendo apontados 16 casos na Ásia, 11 em África, quatro na América e três na Europa.
Os “predadores” europeus são a ETA, em Espanha, Vladimir Putin, na Rússia, e o seu homólogo bielorrusso Alexander Lukashenko, enquanto nas Américas a RSF aponta o dedo a Fidel e Raul Castro, em Cuba, aos já referidos cartéis de droga mexicanos e a dois colombianos: Diego Fernando Murillo Bejarano, das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), e Raúl Reyes, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Em África, a lista é composta pelos presidentes da Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Guiné Equatorial, Líbia, Ruanda, Tunísia e Zimbabué, aos quais se juntam o rei Mswati III, da Suazilândia, as forças de segurança nigerianas SSS, e o “general da rua” marfinense Charles Blé Goudé, que juntamente com os seus "Jovens Patriotas" aterroriza os órgãos de comunicação que não apoiem o presidente Laurent Gbagbo.
Na Ásia, as presenças na tabela vão desde os grupos islamitas armados no Afeganistão, Bangladesh, Iraque, Paquistão e territórios palestinianos até à força policial Star Force, nas Maldivas, passando pelos paramilitares tamil no Sri Lanka. Os líderes máximos da Arábia Saudita, Azerbaijão, Birmânia, Cazaquistão, China, Coreia do Norte, Laos, Paquistão, Síria, Uzbequistão e Vietname também fazem parte da lista, tendo o Irão direito a duas presenças: o líder espiritual Ali Khamenei e o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Da lista de predadores da liberdade de imprensa saíram o rei do Nepal e o chefe dos maoístas nepaleses, após a assinatura de um cessar-fogo no país.


Comentários
Can American journalists come to Portugal and learn how you do it? I would lead them, and you could show us the sights. . .
Se fiz bem a leitura... Portugal aparece em d�cimo lugar mas com os mesmos pontos que o oitavo (a �nica diferen�a entre eles parece ser a ordem alfab�tica). O que n�o sendo significativo nos coloca (ainda) em melhor posi�o!
bj
MB