não deixa de ser triste,

ver nascer uma ditadura, passo a passo, como mandam os figurinos.
Hugo Chavez, acaba de conseguir desformatar o sistema que o elegeu.
É por aí que começa.
Ou melhor, começa um pouco antes com a "sindrome do ditador" que tão bem os caracteriza. Assim: começam por uma genuína vontade de mudar a sociedade. Os ditadores, não surgem, normalmente, de um desejo exclusivo e pessoal de poder mas, pouco tempo depois, percebe-se que a metodologia se torna patológica quando o delírio megalómano os faz acreditar que SÓ ELES o podem fazer. Só eles sabem o caminho. Mais ninguém entende a magnitude e a excelência das suas ideias, por isso, eles p.r.e.c.i.s.a.m desesperadamente de controlar tudo e todos para que nada falhe.
Hugo Chavez, acaba de conseguir desformatar o sistema que o elegeu.
É por aí que começa.
Ou melhor, começa um pouco antes com a "sindrome do ditador" que tão bem os caracteriza. Assim: começam por uma genuína vontade de mudar a sociedade. Os ditadores, não surgem, normalmente, de um desejo exclusivo e pessoal de poder mas, pouco tempo depois, percebe-se que a metodologia se torna patológica quando o delírio megalómano os faz acreditar que SÓ ELES o podem fazer. Só eles sabem o caminho. Mais ninguém entende a magnitude e a excelência das suas ideias, por isso, eles p.r.e.c.i.s.a.m desesperadamente de controlar tudo e todos para que nada falhe.
Começam por criar um mito à sua própria volta, só ele salva. Endeusam-se. Fecham-se no seu estatuto superior. São, portanto, normalmente, pouco sociáveis e desconfiados. A paranóia instala-se. Raramente confiam em alguém e, quando o fazem, criam complicados mecanismos de detecção falhas de fidelidade ou de cumprimento das ordens. Os outros, passam a representar mentes inferiores que nunca acompanharão o seu brilhantismo intelectual e, portanto, cabe-lhes unicamente obedecer. Por outro lado, se alguns dos antigos companheiros se destacarem pelas capacidades intelectuais, rapidamente se transformam em perigo e em possíveis, de seguida prováveis, traidores. Empecilhos à realização da nobre causa. É preciso travá-los, seja como for, em nome de um futuro promissor. Na explicação, costumam ser bastante persuasivos: a pátria e o povo acima de tudo!, o que legitima qualquer medida. O povo vai confiando, quer acreditar, mas começam a aparecer os primeiros sinais, quando o preço começa a ser demasiado alto. Normalmente, o primeiro a pagar é a comunicação social. Qualquer observação crítica, é apontada como uma tentativa de impedimento á realização da sua "obra". Inevitavelmente, os inimigos aumentam. Além do "dever" de calar os inimigos da mudança, este pequeno contra-tempo, ás vezes mal compreendido, pode ainda ser transformado em créditos arranjando um outro inimigo, externo, e apelando á unidade e defesa nacional que só ele estará em condições de garantir. Funciona. Na América Latina, então, os EUA encaixam como sopa no mel nesta parte da história .
Depois, vem a parte dramática: muitos dos grandes ditadores foram eleitos mas, como "garantir" que a "obra" seguirá o seu curso, se governarem sob o espectro de uma eventual derrota eleitoral? Se ainda por cima, não reconhecem a mais ninguém capacidade para a continuar? Se são os únicos, capazes de a concluir e garantir? É absolutamente necessário reduzir ao máximo esta ameaça....
Depois, vem a parte dramática: muitos dos grandes ditadores foram eleitos mas, como "garantir" que a "obra" seguirá o seu curso, se governarem sob o espectro de uma eventual derrota eleitoral? Se ainda por cima, não reconhecem a mais ninguém capacidade para a continuar? Se são os únicos, capazes de a concluir e garantir? É absolutamente necessário reduzir ao máximo esta ameaça....
Todos encontram a solução, como Chavez encontrou a sua.
Os sinais estavam todos lá: o progressivo fecho do país ao estrangeiro (estatizou sectores de produção); o inimigo externo para unir a nação ("É um plano do império norte-americano Nós devemos continuar a desenvolver uma guerra de resistência, esta é a arma anti-imperialista"), as ameaças internas à revolução ("estou disposto a responder com contundência" à imprensa que "incitar à instabilidade" ), os traidores, a comunicação social como ameaça e a consequente censura, o delírio persecutório, a suposta ameaça pessoal com a denúncia do "incitamento ao magnicídeo" (assassínio de grande homem; de pessoa ilustre) por parte da televisões, e, naturalmente, o derradeiro garante do sucesso da revolução bolivariana: a reforma da Constituição que reforça os seus poderes e a supressão da limitação do número de mandatos presidenciais.
Os sinais estavam todos lá: o progressivo fecho do país ao estrangeiro (estatizou sectores de produção); o inimigo externo para unir a nação ("É um plano do império norte-americano Nós devemos continuar a desenvolver uma guerra de resistência, esta é a arma anti-imperialista"), as ameaças internas à revolução ("estou disposto a responder com contundência" à imprensa que "incitar à instabilidade" ), os traidores, a comunicação social como ameaça e a consequente censura, o delírio persecutório, a suposta ameaça pessoal com a denúncia do "incitamento ao magnicídeo" (assassínio de grande homem; de pessoa ilustre) por parte da televisões, e, naturalmente, o derradeiro garante do sucesso da revolução bolivariana: a reforma da Constituição que reforça os seus poderes e a supressão da limitação do número de mandatos presidenciais.
Chavez omnipotente na defeza incondicional da revolução. E para sempre, portanto.
Os manuais ainda são o que eram..


Comentários
http://riquita1303.blogspot.com/2007/10/o-hrp-perguntou-mas-eu-no-sei.html
Abraços, Luma
ja li e já respondi.
abraço
*e só não comento o post porque estou sem oculos o que quer dizer que o raciocinio não flui!
lol, mantenha-se assim, também sabe bem :)
beijinhos
UMA ADIVINHA
O presidente A propõe uma nova Constituição e submete-a à votação do seu povo.
O presidente B também propõe uma Constituição. Quando uma parte do povo diz não, cessa a votação. Um pouco mais tarde, esta mesma Constituição é imposta — mas sem votação.
Qual dos dois é o democrata? Erraram todos.
O primeiro presidente chama-se Chávez e portanto é um populista e um ditador.
O segundo presidente chama-se Sarkozy e União Europeia e portanto estes são democratas.
Viva a democracia!
Via http://resistir.info/ e http://www.michelcollon.info/
Faz-nos pensar.
"Temos de saber lidar com Chávez, tal como a Europa tem de saber lidar com Putin."
a grande vantagem da frança, e da europa, é que há evoluções que são adquiridas e a mudança é obrigatória. seria muito dificil Sarkozy encontrar um modo de se perpectuar no poder e fazer daquilo uma ditadura, não? ja ultrapassamos essa fase, a duras penas....
e como a europa tem de lidar com a américa lool.
de facto..
Veja-se também a cleptocracia em que o regime se afundou.
mas em algum país os cidadões acedem quando querem aos meios de comunicação? eu não conheço, mesmo assim, vê os casos das juntas medicas, só não chegam se os implicados não quiserem...
e agora tens a blogosfera, que é um brutal meio de comunicação, podes ter a certeza que se escreveres alguma coisa a dizer mal do governo, eles vão ler. eles, e um monte de gente. eapesar de tudo, não vislumbro que se possa limitar o acesso aos meios de comunicação. coisa que duvido que o Chavez não faça, mais cedo ou mais tarde.
Diz-me o nome de um comentador económico da área do PC ou BE que seja visto nos canais generalistas. Mais ainda, que se leia num dos grandes jornais.
Como é óbvio não sou chavizta mas antes de ir ao zoológico vejo se tenho bicharada em casa e isto está inçado de ratazanas.
http://apdeites2.cedilha.net/?p=694