Does he actually have a chance?



O Estadão chama a atenção, citando Sarah Baxter do The Sunday Times, para o facto de Bill Clinton (1993-2000) estar em dificuldades para transferir sua popularidade para a esposa, Hillary, nas eleições de 2008.
Hillary Clinton está apenas três pontos à frente de Barak Obama em Iowa, um dos Estados que é chave para a vitória nas primárias. De tal modo "preocupante", que Clinton já vem apelar para a discriminação sexual: ''É difícil acreditar que os EUA sejam mais sexistas do que a Argentina'', disse.
Entretanto, os mais influentes activistas republicanos no país, tentam transformar a questão da dinastia em tema da próxima campanha. Grover Norquist, até contratou advogados para fazer uma emenda constitucional que proíbe a sucessão presidencial por membros de uma mesma família (se aprovada, não se aplicaria aos Clinton, já que houve um governo Bush entre os dois), acreditando, que isso chamaria a atenção dos eleitores para o perigo de dinastias dentro de uma democracia. ''Hillary conduz uma reprise da campanha do marido" .
O presidente George H. Bush, pai do actual presidente, assumiu o cargo em Janeiro de 1989. Se Hillary Clinton ganhar duas eleições, os Bush e os Clinton terão ocupado a Casa Branca por mais de 25 anos.
Peggy Noonan, ex-redactora dos discursos do ex-presidente Ronald Reagan, observou no The Wall Street Journal, na semana passada, que Obama começa a conquistar o apoio de republicanos e de eleitores independentes que "o vêem como alguém que pode curar a nação dessa praga Bush-Clinton-Bush-Clinton". "Em algum nível, acho que essa é impulsionada pela ilusão de que estaremos seguros com essas famílias no governo porque já as conhecemos bem. O problema é que não estaremos nada seguros'', afirmou Peggy. "Eles não têm nenhuma magia especial. As dinastias carregam consigo uma sensação de deterioração. E isso é desalentador."
Norquist, afirmou ainda, que ''Será ridículo ter um senhor presidente e uma senhora presidente na Casa Branca''. ''Estamos nos EUA. Como é que poderemos dizer ao presidente Mubarak (do Egito): O senhor não pode passar a presidência para o seu filho, mas para a sua mulher não há problema''?
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Os americanos têm razões para temer as dinastias?

A memória, já não traz optimismo mas, como se lê n' As ligações perigosas da dinastia Bush ao dinheiro do Médio Oriente (Exclusivo PÚBLICO/ "Los Angeles Times",2004), ou quando lemos THE WAY TO WIN de Caio Blinder, no Observatório da Imprensa , ficamos com a sensação de que talvez não fosse mal, para os americanos e para o Mundo, que quem os elege, entenda, finalmente, que é eficaz para quem tem poder e interesses investidos na gestão do governo, criar relações duradoiras.
Escreve Caio Blinder, "Faça as contas: um Bush foi eleito presidente dos EUA em Novembro de 1988. Depois veio um Clinton (dois mandatos). Na sequência, um filho de Bush, também reeleito. Em 2008, talvez seja Hillary, a mulher de um Clinton. Lá em 2016, quem sabe emplaque Jeb, um irmão de um Bush. Até a década de 20, pode ser este troca-troca.
Pelas contas, no poder da República norte-americana por uma geração estarão as dinastias Bush e Clinton. Deus nos acuda ou que pelo menos alguém nos ajude a impedir esta corrupção política. Nas súplicas não podemos depender de Mark Halperin (diretor de política da rede de televisão ABC) e John Harris (editor de política nacional do jornal Washington Post). No seu livro The Way to Win (A Forma de Vencer ou O Caminho da Vitória), eles fazem uma análise dos ‘trade secrets’ (segredos do negócio) que permitiram a duas famílias governarem os EUA por quase 20 anos e como isto pode se alongar.
A guerra entre estas duas famílias divide e define a política americana. As duas dinastias estão tão entrelaçadas que hoje em dia - por frio calculismo político e quem sabe afecto genuíno - há ligações íntimas entre seus integrantes. Basta ver como os ex-presidentes Bush e Clinton se tornaram companheiros de causas e de viagens.
Mesmo sem esta intimidade pessoal, há familiaridade. Cada clã estuda minuciosamente as vitórias e os vexames do outro, tirando ensinamentos para aperfeiçoar as estratégias políticas e ganhar batalhas eleitorais. Na dinastia Clinton, o cérebro é o próprio ex-presidente Bill Clinton. Na família Bush, a função cabe ao bruxo eleitoral Karl Rove. Obviamente não significa, como acreditam os incautos, que George W. Bush, seja um idiota manipulado.
(continue a ler... )

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Esperemos para ver. Aparentemente, Hillary Clinton é a mais forte candidata à presidência
A alternância Bush-Clinton, começada em 1989, quando George Bush pai assumiu a presidência, pode assumir a direcção do povo americano de 1989 a 2017. São quase 30 anos. E isso, já percebemos, pode não terminar por aí. Jeb Bush irmão de Bush Filho, actual governador da Florida, já vê claras aspirações à cadeira hoje ocupada pelo seu irmão...(
afinal, não é o que se passa por cá com as famílias partidárias?), será que Obama conseguirá quebrar esse ciclo?

Comentários

Anónimo disse…
A tua produção é tão intensa que tenho por vezes alguma dificuldade em acompanhar, não sei como arranjas tempo. Isto a propósito de algo que gostaria de ter dito sobre a cimeira ibero-americana e atitude do rei de castela, mas fica aqui bem pois os EUA tambem andam entusiasmados com sucessões dinásticas. Eu estou com o Hugo Chavez pois ele é do povo, "socialista e revolucionário", e quem é o rei de castela para o mandar calar. A atitude mostra um vício de séculos, destes fidalgos, quando a conversa não agrada ordena-se o silêncio. Bem esteve o Zapatero respondeu com argumentos diplomáticos.
Cristina disse…
Paulo

O Chavez é um aspirante a ditador verborreico e mal educado, se queres que te diga, dei uma gargalhada quando vi aquilo! e tenho pena que ele não tenha dito :

-Por qué no te callas coño?! isso é que era de gritos..
immortal disse…
rapidinho para dizer que estava tão entretida com a música que esqueci de ler o post como deve ser, é tão bonita, serena...o post fica mais logo :)
Anónimo disse…
Eis um post que devo ler com tempo e calma.

São pertinentes as suas perguntas.
Anónimo disse…
O ultimo parágrafo é hilariante, quase patético. Um olhar português...

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