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O Pedro Dória escreve um post muito interessante , vale a pena ler tudo, sobre um dos principais candidatos à presidência dos EU, intitulado

Barack Obama é o melhor candidato?

Nele, destaca um excerto de Andrew Sullivan, "um dos mais interessantes comentaristas políticos norte-americanos ", conservador, onde se lê:.
O que Obama oferece? Antes de tudo, seu rosto. É a mais eficiente transformação da imagem dos EUA desde a promovida por Ronald Reagan. Esta mudança de imagem não é trivial – é essencial para uma estratégia de guerra. A guerra contra o terrorismo islâmico, afinal, tem duas vertentes: uma de poder militar, a outra de poder diplomático. Vimos o potencial militar na derrubada do Talibã e de Saddam Hussein. E vimos seu fracasso na lida com o Iraque, nas suas evidentes limitações para enfrentar uma longa guerra contra o Islão radical. O próximo presidente terá de criar um mix sofisticado de poder militar e diplomático para isolar o inimigo, uma matriz ideológica capaz de sustentar a vantagem do Ocidente a longo prazo. Não há candidato melhor do que Obama para isto. Por causa de seu rosto.
Imagine este cenário: estamos em Novembro de 2008. Um jovem paquistanês muçulmano assiste televisão e vê que este homem – Barack Hussein Obama – é a nova face dos EUA. Em uma única imagem, o poder diplomático norte-americano foi catapultado numa escalada logarítmica. Um homem moreno cujo pai era africano, que foi criado entre a Indonésia e o Havai, que frequentou uma escola na qual muitos eram muçulmanos, este é o novo rosto do inimigo. Quem procura o melhor instrumento para combater a demonização dos EUA, o rosto de Barack Obama é ele. Prova que os radicais muçulmanos estão completamente errados a respeito da América.
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Talvez tenha razão. Obama, independentemente da cor ou das origens, tem uma excelente imagem. Tranquila, de uma serenidade quase sedutora. Reparem bem no modo como ele fala, como movimenta os lábios, como sorri, um fenómeno em que não estamos habituados a realçar, curiosamente, sendo a sedução supostamente determinante num político. A maioria, usa uma postura de agressividade. Obama não, Obama é quase doce, o que é extraordinário, tendo em conta o contexto de uma candidatura surgida de um meio tradicionalmente desfavorecido e portanto mais reivindicativo. É esse contraste que, na minha opinião de simples observadora, sem entrar no conteúdo político do seu discurso, que conheço mal, é esse contraste que atrai. Imagino que para um americano, esta característica aliada à fulgurante carreira politica, sejam um conjunto bastante apelativo. Eu acho que é...vejam a entrevista e digam-me. Agora, condição birracial de Barack Obama conduz a duas perguntas: será que os brancos estão prontos para aceitar um negro na presidência? Curiosamente, a segunda pergunta parece mais dificil de responder: e será que os negros estão prontos?

Comentários

Anónimo disse…
Se me permitem, Barack Obama a presidente.
Já!!!
Duca disse…
Cristina

O homem é de facto doce, sedutor e muito inteligente.
Quanto à tua questão, estou convicta que os negros estão menos prontos para aceitar um presidente negro do que os brancos.
A população negra americana é muito de "brothers" mas Barack Hussein Obama apesar de ter nascido nos Estados Unidos (Honolulu, Hawai) é filho de um muçulmano negro africano, natural do Kenya, e de uma branca ateísta do Kansas. Ora, é conhecido o racismo dos negros que são americanos há várias gerações, relativamente a negros oriundos de África e, como se não bastasse, muçulmanos.
De qualquer modo, apesar de o achar um bom candidato, eu votaria em Hillary Clinton se fosse americana.

Beijo
Anónimo disse…
Tenho muitas dúvidas quanto às respostas a estas duas perguntas. O povo americano continua uma incognita para mim no que se refere a determinadas situações.
O 9/11 abanou muitas das conficções da maioria dos americanos mas não me parece que tivesse sido suficiente para grandes voos.

Esta entrevista como outras que tive oportunidade de ver, transmite precisamente a tal serenidade quase sedutora que a Cristina fala. As próprias fotos transmitem uma suavidade que faz parte de Obama desde muito cedo.
Contudo acho que Obama só podia ter esta postura que contrasta com agressividade dos seus oponentes, basta ter nascido com a cor que nasceu num pais com tantos problemas raciais (muitos deles camuflados mas gravissimos).

Obama é de facto um conjunto apelativo (sem entrar no conteúdo politico do seu discurso) mas não devemos descurar vários novos factores que estas eleições trouxeram, nomeadamente a forma como o candidato presidencial tem sido exposto nas suas mais diversas sensibilidades.
Esta campanha eleitoral tem apostado muito em fazer do candidato alguém muito mais humanamente próximo do seu eleitor, onde o papel das mulheres dos candidatos tem sido fundamental. A mulher de Obama, por exemplo, foi a primeira a expor o marido na sua intimidade, desde como ressona, como cheira mal da boca quando acorda, que adora sexo e blablablá.

O mais interessante é ver quem aguentará este desgaste porque não nos podemos esquecer que as eleições são só em Novembro de 08 e que o numero de candidatos apresentados não facilita em nada os acontecimentos.
A ver vamos!

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