ok, tudo menos o papel de coitadinho, o único que não saberiamos diferenciar da pessoa.

É impossível fazer uma caricatura de Luís Filipe Menezes. Nunca lhe fará justiça. A sua última grande proposta política: que a ‘Quadratura do Círculo’ passe a ter cinco e não apenas três comentadores. Entraria António José Seguro, em representação dos críticos, para compensar Pacheco. E um militante do PSD “para fazer a defesa ortodoxa” do partido. Assim como faz Jorge Coelho. Na RTP, se “à terça-feira fala o porta-voz do PS, António Vitorino”, então “à quarta-feira deveria falar o secretário-geral do PSD”. Porque Marcelo Rebelo de Sousa “tem uma posição independente no seu juízo”, à segunda-feira deveria falar Manuel Alegre.
Daniel Oliveira-Expresso
Devo confessar que estas reflexões sobre o ‘leão’ me ocorreram olhando para a ainda incipiente carreira de Luís Filipe Menezes à frente do PSD. Como é que um bom autarca e um homem que parecia ter chegado à maturidade política - ou, pelo menos, ao lugar para que se vinha preparando há tempo suficiente - se transforma no espaço de dois meses num catavento político, que não conhece bússola, nem pontos cardeais, nem direcções do vento?
Parece-me óbvio: afinal, não estava preparado. Ou cobiçou o lugar sem saber muito bem porquê ou para quê. Acabado de eleger pelos militantes do PSD, ei-lo que se foi entregar nas mãos de um «spin doctor» e fazedor de imagem. Escolheram Menezes, saiu-lhes Cunha Vaz: foi uma má maneira de começar as coisas. Convencido que a política moderna é apenas a imagem mais as frases certeiras no momento certo, Luís Filipe Menezes transformou-se numa marioneta triste, sem tom nem som, uma espécie de caricatura de si próprio. Começou por seguir a moda das gravatas de cor lisas e de discursar com uma mão estendida, segurando o polegar e o indicador - deve ser o Cunha Vaz que acha que impressiona na televisão. Depois, sem assento no Parlamento, inventou uma fórmula assaz patética de fingir que está presente nos debates principais, convocando a imprensa para discursar a seguir sobre as intervenções do primeiro-ministro, sozinho e sem contraditório. Enfim, mal preparado, sem ideias sobre os assuntos que interessam nem tempo para as ter, reduziu toda a postura de líder da oposição a uma regra simples: o que Sócrates fizer, ele é contra; e, se fizer o que ele quer, é porque se rendeu às ideias de Menezes.
MST-Expresso
Daniel Oliveira-Expresso
Devo confessar que estas reflexões sobre o ‘leão’ me ocorreram olhando para a ainda incipiente carreira de Luís Filipe Menezes à frente do PSD. Como é que um bom autarca e um homem que parecia ter chegado à maturidade política - ou, pelo menos, ao lugar para que se vinha preparando há tempo suficiente - se transforma no espaço de dois meses num catavento político, que não conhece bússola, nem pontos cardeais, nem direcções do vento?
Parece-me óbvio: afinal, não estava preparado. Ou cobiçou o lugar sem saber muito bem porquê ou para quê. Acabado de eleger pelos militantes do PSD, ei-lo que se foi entregar nas mãos de um «spin doctor» e fazedor de imagem. Escolheram Menezes, saiu-lhes Cunha Vaz: foi uma má maneira de começar as coisas. Convencido que a política moderna é apenas a imagem mais as frases certeiras no momento certo, Luís Filipe Menezes transformou-se numa marioneta triste, sem tom nem som, uma espécie de caricatura de si próprio. Começou por seguir a moda das gravatas de cor lisas e de discursar com uma mão estendida, segurando o polegar e o indicador - deve ser o Cunha Vaz que acha que impressiona na televisão. Depois, sem assento no Parlamento, inventou uma fórmula assaz patética de fingir que está presente nos debates principais, convocando a imprensa para discursar a seguir sobre as intervenções do primeiro-ministro, sozinho e sem contraditório. Enfim, mal preparado, sem ideias sobre os assuntos que interessam nem tempo para as ter, reduziu toda a postura de líder da oposição a uma regra simples: o que Sócrates fizer, ele é contra; e, se fizer o que ele quer, é porque se rendeu às ideias de Menezes.
MST-Expresso


Comentários
Esta do seu Jorge deixou-me abilolada (sim conhecia) e como se isso não bastasse o teste do andar de baixo disse que eu estou "fatique has obviously set - you need to wake up". Não tarda nada e descubro que tenho um problema neurológico e que vou ficar em estado vegetativo daqui a uns dias!
A culpa é toda do seu Jorge porque ontem fiz o teste e estava cansada e o resultado foi: "pretty much awake"
Ai a minha life!!!
De momento as minhas faculdades cognitivas (cá pra mim são mais neurológicas tento em conta o resultado do teste, mas prontuS!) não permitem ter opinião acerca do post.
Talvez later!
eu AMO este disco. acho demais, o homem ter pegado na proposta de tradução das cantigas do Bowie e ter feito o que lhe foi passando pela cabeça! e que coisas que lhe passam pela cabeça... :)) ouço-o vezes sem conta. esta letra é um HINO que deviamos cantar todos os dias.
ahahah!! essa do teste é...bem...porque é que já não estranho?
deixe o post, acho que o Menezes não vai longe não.
bjocas
É o único disco que tenho, ou melhor, tinha do Seu Jorge :/
Tia sofre :)
Deste trio uma palavra.
Uns fazem, outros criticam ou como dizia um filósofo "se nada fizeres, nunca erras".
precisamente...