coerência nos outros, é com eles II

Concordo com a Joana, o melhor da igreja católica é mesmo a caridade cristã, bem expressa pelas palavras do cardeal ao abordar a questão da natalidade na Europa:
Desde que se quebre o coeficiente de equilíbrio a sociedade fica aberta a ser ocupada por gente vinda do terror e vinda do Ocidente e do Oriente como diz o Evangelho. O que faz com que seja previsível que dentro de alguns anos as sociedades europeias percam a sua fisionomia do ponto de vista religioso, do ponto de vista comportamental, cultural. Como se sabe, já há sociedades europeias a braços com a multiculturalidade e com a dificuldade de harmonia entre as diversas procedências da população.
Portanto, faça-se alguma coisa, tenham filhos, para que essa «gente vinda do terror» não invada a nossa santa paz, a harmonia, cultural e religiosa, europeia.
Sem comentários Leonor, sem comentários. Mas depois... Xenófobos são aqueles gajos que rapam o cabelo...
Desde que se quebre o coeficiente de equilíbrio a sociedade fica aberta a ser ocupada por gente vinda do terror e vinda do Ocidente e do Oriente como diz o Evangelho. O que faz com que seja previsível que dentro de alguns anos as sociedades europeias percam a sua fisionomia do ponto de vista religioso, do ponto de vista comportamental, cultural. Como se sabe, já há sociedades europeias a braços com a multiculturalidade e com a dificuldade de harmonia entre as diversas procedências da população.
Portanto, faça-se alguma coisa, tenham filhos, para que essa «gente vinda do terror» não invada a nossa santa paz, a harmonia, cultural e religiosa, europeia.
Sem comentários Leonor, sem comentários. Mas depois... Xenófobos são aqueles gajos que rapam o cabelo...


Comentários
ele fala especificamente do muçulmanos e gente intolerante que não gosta dos nossos costumes?
fala de multiculturalidade. nomeadamente ele condena o facto de gente que foje de locais de terror, seja ele qual for, vir descaracterizar a nossa cultura. é disso que se trata: gente diferente de nós. vamos portanto fazer filhos e ignorar o terror do resto do mundo, de modo a que possamos fechar as portas sem necessitar sequer do trabalho que ca vêm fazer....
Outra coisa, Cristina, é pensarmos nós, com a nossa cabecinha, se a Europa deve abrir as portas de par em par a gente XENÓFOBA, gente que não gosta da nossa liberdade, democracia, costumes, mentalidade, valores, etc. Gente que planeia atentados para matar indiscriminadamente inocentes no Metro como há dias se viu em Espanha - havendo planos para fazer o mesmo em Portugal.
Se a sua missão estiver desenraízada da vida dos cidadãos apenas serve como utopia. E isso só alimenta alguns egos (assim tipo o teu amigo Das Neves).
Agora... o problema é que a Igreja não está no mundo de hoje. Não é actual. Não procura estar um passo à frente (pelo contrário).
E quando intervém... dá nisto.
Enfim...
Já agora... os meu pelitos cerebrais (os poucos que me restam) são regular e "religiosamente" (LOOOL) rapados.
Espera lá... eu não sou desses gajos, pá.
bjs e boa semana
pois eu acho que o que a igreja pensa ou diz interessa muito, primeiro porque diz asneiras, segundo porque lhe dão ouvidos.
e pensando com a minha cabeça, eu acho que a Europa deve estar aberta a quem cá quiser viver. esses não são xenofobos, xenofobos somos nós se apoiarmos o que o cardeal diz....além disso, o cardeal não faz distinção entre "gente que não gosta da nossa liberdade, democracia, costumes, mentalidade, valores, etc", se é que reparaste! ele fala em pessoas DIFERENTES,QUE IRÃO DESCARACTERIZAR A NOSSA SOCIEDADE. queres coisa mais xenofoba que isto?? a europa é para os perfeitos que mantêm as suas caracteristicas seculares....
beijinhos
penso que te referes à frase "Mas depois... Xenófobos são aqueles gajos que rapam o cabelo.." e concluis daqui que eu incluo o quê, onde? lê tudo de novo se não for muito incómodo....as vezes que forem precisas, há tempo de sobra.
quando escreves..."pensarmos nós, com a nossa cabecinha, se a Europa deve abrir as portas de par em par a gente XENÓFOBA, gente que não gosta da nossa liberdade, democracia, costumes, mentalidade, valores, etc." onde é que enquadras este comentario, exactamente, nas palavras do cardeal, e nas minhas?
talvez queiras começar a comentar de novo, a confusão que prai vai...
O multiculturalismo tende a transformar tudo num uniculturalismo que resulta da amálgama. Apesar de eu não ser nada religioso não vejo nada de horrendo no que o senhor cardeal disse. Ele refere, e bem, o limite crítico. Temos visto que enquanto os emigrantes são em reduzido número não há problema de maior. Quando atingem certa dimensão, elevada, começam as chatices.
"Não sei o que é mais chocante na afirmação do cardeal patriarca ao "Sol" segundo a qual, com a queda da natalidade em Portugal, "a sociedade fica aberta a ser ocupada por gente vinda do terror", se o facto de D. José Policarpo pensar isso se, pensando-o, não ter pejo em dizê-lo. A expressão "gente vinda do terror" não é inocente; o cardeal não se refere a imigrantes chegados de lugares dolorosamente marcados pela miséria e a violência, não é esse o "terror" a que se refere, ou não apresentaria a situação como perigo (com ela, os cristãos portugueses até poderiam capitalizar boas acções com dividendos certos na bolsa da Salvação; pois não chamou Cristo a si os pobres e os andrajosos?). A palavra "terror" é mais óbvia trata-se de estrangeiros e pobres, que se amontoam em bairros suburbanos e não comungam nem vão à missa, isto é, "terroristas" ou delinquentes. Pior: têm "outra" cultura. Por isso, diz o cardeal, "já há sociedades europeias a braços com a multiculturalidade", como se a multiculturalidade fosse uma epidemia a erradicar. Às vezes as nossas palavras dizem mais que nós; porque é nelas, e não na razão calculista, que pulsa o coração, "o coração revelador" como diria Poe. E o coração das palavras do cardeal está cheio de sombras terríveis."
hoje aqui: http://jn.sapo.pt/2008/03/04/ultima/o_coracaorevelador.html
excelente, comentário. brilhante.
obrigada.
(o link, diz que o artigo ja nao esta la...)