
Hoje, um século depois, houve muitos avanços, mas em muitas partes do mundo as mulheres ainda lutam contra violência doméstica, opressão, circuncisão feminina e salários menores que os dos homens. O Dia Internacional da Mulher continua a fazer sentido, alguma vez fez, acrescentou alguma coisa à luta, ou nunca passou de um mero símbolo inconsequente?


Comentários
O que seria de nós homens sem esse dia todos os dias.
Gosto de a rever arejada e em linha, Cristina.
claro que faz todo o sentido. Sobretudo para relembrar que há um sem número de problemas por resolver... É simbólico, tanto como o dia do trabalhador, do dia mundial da luta contra o SIDA...
Mas se pensarmos que, por exemplo, só na Comunidad de Madrid já morreram 6 mulheres vítimas de violência doméstica desde 1 de Janeiro de 2008... isto mostra que ainda há muito que fazer! E toda a ajuda é importante!
P.S.: OK falamos quando quiseres, hj vou estar por casa o dia todo.
Claro que, atendendo à grande evolução que houve nas sociedades modernas, onde a mulher se impôs, naturalmente, através da sua capacidade nas mais diversas áreas, há quem defenda que a existência deste dia já é um factor com alguma carga negativa.
Cump,
mas isto se calhar sou eu que ando a precisar de mudar de óculos.
As mentalidades não se mudam por decreto e eu, pessoalmente, nunca aceitaria um cargo para preencher uma quota e não pelo meu valor.
No entanto, há coisas (bem ou mal) que se mudam por decreto e alguns direitos das mulheres e não só têm sido conseguidos assim.
há também muito folclore à volta do assunto, muito aproveitamento político, mas realmente não há almoços grátis...
de uma maneira geral eu acho que fez sentido. agora se continua a fazer não estou tão certa...
não é que os problemas tenham deixado de existir, mas tenho as minhas dúvidas que neste momento seja a melhor forma de o fazer...
:-)
abraço
intruso
Pela razão de que a mulher se inclui, por efeitos da natureza, no conceito de ser humano.
Logo, como ser humano, tem direitos e deveres.
Conhecemos, todos, as diferenças que existem por esse mundo.
Mas, se formos por aí, teremos que nos manifestar contra tudo o que é opressão.
Salários diferentes?
Cristina, podemos fazer este exercício. Você, como mulher, diz-me quanto ganha e eu, como homem, digo-lhe quanto ganho.
Há diferenças? Claro. Mas em seu favor.
Aceite um beijinho.
Eu estou com a Leonor( e o David Lodge) "Um almoço nunca é de graça".
Chegar a ter um Dia Internacional e sem o marketing habitual, que descaracteriza tudo, até o Natal, pode ser um passo a subir nesta escadaria da vida, ou melhor dito, a escada somos nós.
claro, tropessamos nelas todos os dias...:)))
beijinhos. voltando, mas não sei com que ritmo, ainda :)
não me espamta, porque eu sempre me lembro, desde pequena de ouvir dizer que os espanhóis batem nas mulheres, é verdade! a Espanha é, de facto, um dos países europeus com mais violencia domestica ainda HOJE como aliás ves por essa noticia.
engraçado que, conheço alguns casais espanhois la no hospital e, eles são bem machões, nota-se bem quem manda ali...repara por exemplo como fazem os noivados e casamentos. são muito mais tradicionalistas.
também sei de pelo menos 2 medicos que vieram mas optaram por ter as muheres em casa.
essas coisas..
(vou almoçar, a tarde falo-te)
como sensibilização, fará sentido.
resmas de gaijas a jantar e todas felizes umas cas outras??? ahhh, isso aqui pra baixo num ha...qualquer coisa a ver cus homes do norte?
se calhar é como diz o animal: devia ser o dia internacional das jantaradas de mulheres felizes e contentes :)))
a merda é que nos lembramos daquelas que vivem nos outros comntinentes e ficamos um bocadolas incomodadas..
olha, o meu pai, por acaso, ontem fez um belo dum almocinho pra mim :)))
quando se fala em salario igual fala-se de trabalho igual. na minha profissão o salario é igual para mulheres, homens, brancos, pretos, nacionais ou imigrantes.
a pergunta é: em quantas profissões se pode dizer o mesmo??
ora, belo remate. 2xO :)))
beijocas miuda
o problema da violência doméstica em Espanha é mais grave do que parece. Aqui em Alcalá de Henares, onde resido, a meio de Fevereiro, um emigrante romeno de 20 anos matou a sua namorada também romena à facada. Outros exemplos há... mas é um problema que não conheces classes sociais, ou o que quer que seja... passasse entre espanhóis, sejam casais jovens ou já com décadas de casamento, e com imigrantes de todos os cantos do mundo.
Mas o que não compreendo é que se chegue a situações limite. Quando os problemas são inultrapassáveis, o que cada um tem a fazer é seguir a sua vida, e não se preocupar com o outro.
Onde anda a adorável mulher pronta a receber uma flor com um sorriso aberto?
li, por estes dias, que nos Estados Unidos, França e outros do género, a violência doméstica é ainda muito frequente, assim como no nosso jardim bananeiro, com taxas muito próximas das espanholas, e que a diferença de salários entre homens e mulheres para postos de trabalho com funções e formação idênticas (as únicas comparáveis) é muito mais significativa do que se poderia pensar e, que, apesar da discriminação positiva praticada nos países nórdicos, ainda não se chegou, em todos, ao 50/50% de paridade nos cargos políticos e nos de direcção e gestão empresarial pública ou privada.
o que é que eu fiz? tentei viver a igualdade a que tenho direito, e, insurgi-me sempre que pude, quando isso não me era concedido, e foram muitas vezes. eduquei o meu filho na perspectiva da igualdade plena de direitos e deveres entre homens e mulheres... já não é mau!
este ano não fiz post a marcar a data... vou fazendo o ano todo!
boa semana e jinhos
EEEEEEEEE