
Uma das coisas espantosas da politica americana é a ausência de separação entre o Estado e a religião. Separação efectiva. Um dos maiores pecados na politica norte americana é ser ateu. Pior que defender a segurança social, ou o New Deal, ou mesmo (deus nos livre) ser comunista, é ser ateu. Anarca
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Uma pesquisa da Veja, feita em parceria com a CNT/Sensus, revela que 84% dos brasileiros admite votar num negro para presidente, 57% não se importaria de eleger uma mulher, 32% votaria num homossexual, mas apenas 13% votaria num ateu. Pior, 60% disseram que Não votariam num ateu, enquanto no caso do negro apenas disseram não 1%, no caso da mulher 12% e no caso do homossexual 34%.
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Porque é que o ateísmo ainda é tão ameaçador?
Porque é que ser ateu, não precisar de um Deus nem de deuses para justificar os próprios actos, assumir a responsabilidade de estar vivo e viver conforme a própria consciência, não ter vínculos nem dever obediência a outras realidades supra-humanas, gera tanta desconfiança?Precisaremos de um Pai que guie os nossos passos para sermos credíveis?


Comentários
digo eu...
Imaginem a satisfação!
Eu por mim votava no Mick Jagger!
Beijos aos três.
Estou a gostar do trio.:))))
quem é que vota numa mulher ateia, monarquica e anarquista ?
ciao!
Cristina,
Boa sorte para a nova redacção do CC!
Sobre o tema, ocorre-me uma resposta simples, talvez mesmo duas: Medo? Insegurança?
Só a título de exemplo.
Um beijo para ti.
a ausência de vida após a morte é uma ideia insuportável.... leva a que a solução fácil não seja a ética mas o niilismo .... a maior parte das pessoas acha que na ausência de deus só sobra o caos do niilismo
os espíritos verdadeiramente superiores e aristocráticos ultrapassam todas as contradições mesmo as triplas... quais frustrações?
tire-se Deus do palco da existência e veja-se o que sobra. A mesma vida de sempre, muito mais "ameaçadora" pelo facto de exigir a própria tomada de decisões sem apoio de alguém ou algo além de "si mesmo". mas, é dificil assumir a propria vontade e não a vontade de um ser superior a nós. são decisões solitárias e muito mais pesadas, acho. Um ateu "sabe" que é o responsável por qualquer atitude que venha a tomar. Daí a opção pela Ética acima de tudo.
além de que tens razão, ser ateu é ater-se ao presente e simplesmente vivê-lo. apostar no que vem depois, é impossivel.
desi
outra questão: repara que no continente americano, o conceito de religiosidade está intrinsecamente ligado a um conceito de moral. ou seja, quando te dizes ateu, as pessoas fazem um julgamento moral. e é muito pior não acreditar que acreditar noutra coisa, noutro deus, o que seja.
ser descrente é imoral, quase.
bem, eu também. como numa das opções:depende da pessoa.
mas não era isso...
beijocas
mas os europeus não fazem um julgamento moral tão forte. ou seja, é um bocado indiferente se o governante é crente ou não..
medo de? é isso que eu quero saber :)
obrigada, beijinho
aleluia, vi a luz!
ah, era um candeeiro...
pá, é um descanso. já não tens que decidir se comes corn flakes, crunch, ou chocapic ao piqueno almoço....
Aquilo que é natural esperar de um candidato a um lugar cimeiro é que ele, para além de bom politico, represente todas as (boas) qualidades do ser humano. O candidato é quase transformado num animal moral.
Se nos lembrarmos do típico dilema ético talvez seja mais fácil perceber a razão porque o candidato ateu é o menos votado
"O que é bom para a leoa, não pode ser bom para a gazela. E o que é bom à gazela, fatalmente não será bom à leoa."
Parece não existir a separação entre estado e religião e a moral está explicitamente ligada à religião o que por si só torna o ateu alguém sem moralidade para cantar um cego, quanto mais representar um país.
Ou seja está mais atenta aos bens terrestres do que aos divinos.
Isso parece-me perigoso num político.
Por mim nunca votaria num negro, num gay não e não, numa mulher sempre, especialmente se fosse minha.
quando cruzas na rua todas as pessoas que passam por ti, o que vês? homens e mulheres todos diferentes, vestidos de formas diferentes, com peles de cores que vão do muito claro ao muito escuro e cuja inteligência se caracteriza por capacidades cognitivas muito semelhantes. se não souberes que são homosexuais e se tivesses uma incapacidade visual, falando com eles não distinguirias esses detalhes, seriam, simplesmente, humanos dotados de inteligência humana... com direitos e deveres de cidadãos, dignos de respeito e potencialmente capazes de assumir, não só, as responsabilidades de cargos profissionais, mas também, as responsabilidades de cargos políticos. é muitas vezes o estígma e a marginalização que pode produzir comportamentos inadequados, reactivos, nas minorias sociais e, nesse aspecto, o olhar mais ou menos ostensivamente discriminatório, pode ser mais do que potencialmente destrutor.
e não sei em que possa ser perigoso um político ateu... há ateus muito mais honestos e de princípios muito mais sólidos do que muitos crentes, de todas as religiões confundidas, com todas as suas morais de catecismo.
vão-se conhecendo, pelo mundo, políticos muito competentes que são gays que durante o início das suas carreiras esconderam as suas orientações sexuais e que acabaram por o revelar. vem-me à ideia o presidente da câmara de Paris que voltou a ser eleito no domingo passado e, não dou o exemplo do Paulo Portas, porque o homenzinho revelou-se como o exemplo mesmo dum péssimo político, católico e sem princípios.
A ideia era brincar um bocadinho, mas tenho que compreender que nas pessoas de esquerda, o humor não abunda.
E continuando na brincadeira, quando estou ao pé de um homem gosto de estar descontraído e confiante e ao pé de uma mulher contraído e desconfiado.
E por isso quero acreditar sempre no embrulho.
o problema é que muitas vezes o humor das pessoas de direita coincide com as ideias que dizem não defender... o que não ajuda nada para se sentir descontraído neste mundo bipolarizado!
O medo de ser responsável.
o medo de viver o momento.
Eis algumas razões para um indivíduo dizer que não votaria ateu, que se resume na primeira.
O Portas é um gay não assumido, um closet gay. Eu acho que ele devia aprender com este meu primo a sair do closet http://www.dailymotion.com/mrpregnant/pentatonic/video/xoa64_i-am-gay_dating
revelar esse lado escondido da sua vida pessoal ao público diante do qual se apresenta diariamente. Direito à vida privada? OK, mas depois que não se queixe se não consegue passar dos 5%. Quem quer resguardar a sua vida privada, não vem para a política. O que é válido para o Portas é-o para outros políticos que aí andam e que escondem a sua homosexualidade.
Medo de ser livre, como disse o Manel, e eu subscrevo.
A questão dos EUA passa pelo facto de, dos seus textos constitucionais, constar a expressão "a nation under God" - e não há maneira de se livrarem dessa antiguidade. Mas também não se coíbem de censurar os estados islâmicos ditos teocráticos...
Uma notazinha sobre a anarquia-monarquia: um verdadeiro anarca vai a todas, mesmo à monarquia, caramba! Ou não? :)