tem dias...

O tempo cinzento e chuvoso de Inverno é habitualmente suficiente para alimentar depressões mas, se tal não for suficiente pode sempre optar por ir ao cinema ver “Revolutionary Road”.
O realizador é o tal Sam Mendes, um neto de portugueses que fez toda a sua carreira no teatro e no cinema e cuja obra prima se chamou “American Beauty”, ou "o estado de coisas chamado AMÉRICA" . Adivinha-se.
Aqui, reduz o espectro e mostra-nos a dor de existir de determinadas mulheres, impossibilitadas de sonhar e reduzidas ao que "deve ser feito" rodeadas da já descrita sociedade de mentiras e traições onde nem falta o louco (de internamento) que pelo meio é o único que mostra alguma lucidez. Obviamente, tem os condimentos necessários para não acabar bem.Revolutionary Road é, como li por aí (não me lembro onde), um filme sobre as diferenças entre a utopia e a realidade, o desejo de amar e a crueza, afinal banal, de uma relação amorosa.
Fala de inconformismo e de frustração com mestria e serenidade, e coragem, transmitindo uma tensão emocional que se vai brilhantemente espelhando nos olhos dos dois personagens Frank e April ao longo do filme. Duro. Inevitavelmente perturbador.
Depois deste, aumentou seriamente a minha expectativa para “The Reader”; em breve.


Comentários
Fiquei hoje muito feliz por ler no Expresso que não tinham gostado.
O The Reader como já disse na minha tasca é diferente, ela é soberba, Ralph Fiennes é aquilo que esperamos (atenção a The Duchess) e na minha pouco modesta opinião devia ganhar o Oscar para o melhor filme.
A safra deste ano é Vintage
sobre os criticos, eu tambem gostava de :
ver todos os filmes que eles dizem que viram,
ser menos cineasta frustrada do que eles são
ser tão superiormente esclarecida e culta como eles julgam que são
ter tantas soluções brilhantes para roteiros como eles julgam ter
e finalmente
aproveitar todas as oportunidades de estar calada que eles desperdiçam...
ah....e ser infinitamente menos chata!
A opinião da Cristina acerca dos criticos é causticamente deliciosa