Trabalho infantil


Mario Volpi, oficial de programas do Unicef, o Fundo da ONU para a Infância e Adolescência diz que esta ideia está já incutida na sociedade.
"As famílias, principalmente as mais pobres, vêem a questão do trabalho como uma forma de livrar a criança, o adolescente da marginalização, da exclusão social, do envolvimento com drogas. É essa visão cultural que deposita no trabalho uma forma de prevenção dos males".
Mitos como: eu também trabalhei quando criança, meu pai trabalhou... só reforça esta cultura de que é normal a criança trabalhar.
Por outro lado, nos meios rurais, a actividade dos filhos na lavoura é necessária para que estes jovens aprendam a lidar com a terra, o filho só aprende, com o pai. Não fazem isso porque são maus, porque não gostam dos filhos, ou porque acham que o destino dessa crianças é ficar escravo do trabalho. A questão é, ou o filho auxilia o pai, ou não aprende a lidar com a agricultura.
Mas o que acontece normalmente é que o trabalho precoce prejudica a escolarização das crianças e uma futura colocação no mercado de trabalho.

a partir de uma notícia BBC Brasil

Comentários

Helder Mendes disse…
Tomara eu ter começado deste os 6 anos a trabalhar no campo em vez de ter decidido estudar e tirar o curso. Por esta altura, decerto não andava desempregado...
Raios parta o politicamente correcto! Filhos meus, colocá-los-ei a trabalhar numa fábrica de sapatos desde a mais tenra idade!
Cristina disse…
Peter

não digas isso :) hoje estavas na falência loooool. já enm a agricultura se salva ;)
beijo
Unknown disse…
realmente... não deixa de ser verdade...

Porque é que trabalhar na agricultura é precoce, enquanto miúdos de tenra idade que são modelos ou actores e passam o dia debaixo dos holofotes a gravar - muitas vezes disparates - já não são explorados... ou se fala em exploração infantil?
Helder Mendes disse…
Olha, há miúdas a gravar programs disparatados que bem podiam deixar-me explorá-las um bocadinho... Alguém falou no Morangos com Açúcar?

(perdoem-me o post nabokoviano. A chuva - ou as autárquicas, não sei bem - tolda-me o intelecto...)
wind disse…
E não só. Há a exploração do trabalho infantil. bjs
Cristina disse…
desi

são explorados e muito, basta ver a quantidade de papás que viram "empresários" dos filhos :)

como ficam famosos, são outras contas;)

beijinho:)
Cristina disse…
peter

não me parece nada católica essa aspiração a explorador de miudas looool, mas retável, é. ;)
Cristina disse…
wind
exploração há sempre, não é? o pagamento é que é diferente.
beijinho:)
Pêndulo disse…
Lembram-se do Pequeno Saul de "Bacalhau quer alho". Que será feito dele ?
E o destino da Maria Armanda do "Eu vi um sapo" ? Ouvi-a há uns tempos, que amargura pela perda da fama. Era operadora telefónica de telemarketing ou algo assim.
José Pires F. disse…
O problema da exploração do trabalho infantil nos meios rurais é sem dúvida um problema cultural. Não concordo com os que dizem fazer bem começar a trabalhar de pequenino, as crianças têm mais é que brincar e estudar, e os pais que fazem isso aos filhos, não o fazem como é evidente (na generalidade dos casos) com intenção de os prejudicar, mas somente, porque acreditam que ainda é assim que se deve educar os filhos. Erradamente, claro.
Cristina disse…
pêndulo

coitados, será que esta geste (pais) não entendem que sem formação não se vai longe? lá porque cantam afinadinho em criança, já acham que têm o futuro na mão :(
e o pior é que a maior parte das vezes nem voltam a estudar.
bj
Cristina disse…
pires

contribui para isso o facto de as pessoas não quererem perder a exploração das terras, os mais pobres porque precisam de ajuda, os mais ricos porque sabem que se os filhos forem estudar, essa exploração acaba por se preder:)
foi o que aconteceu na minha zona, os "estudantes" acabaram por vender tudo lol, o que custou muitíssimo aos pais.

beijo
Unknown disse…
Pois... mas esta história da exploração infantil é um problema global...

E aquelas crianças que cosem bolas da nike, ou da adidas -ou outra marca qualquer - e recebem um dólar USD por mês?

Enquanto a bola chega ao mercado a custar +/-70 euros... é mais um flagelo global!

E estas crianças também têm pais a trabalhar no campo!...

Onde está a ONU, a UNICEF e outros...
Cristina disse…
desi

as circunstancias são diferentes, ou nem tanto..na realidade que eu conhecia a produção de fruta dava muito dinheiro, mesmo.
no caso que falas, o dinheiro vai-se buscar a outro lado, mas a finaliadade é a mesma.
agora! é sem duvida uma questão de formação, por ex há pais que por muitas dificuldades que tenham, não permitem que os filhos deixem o estudo, recorrendo às ajudas que houver. isto vai levar décadas até todos os pais entenderem a importãncia da formação:)quando eles próprios a tiverem :)
Unknown disse…
Mas Riquita, esse exemplo que relatas dos pais com poucas ou nenhumas posses é louvável... há uma música portuguesa que diz educação é liberdade.

mas para acabar com este problema, vai ser preciso mais do que boa vontade, e quantas personalidades a UNICEF queira nomear...

Eu por exemplo, quando chegar a altura, vou querer adoptar uma criança, em vez de proceder aos trâmites "normais"... pelo menos ajudo alguém que de outra forma iria passar muitas dificuldades.

E é algo que todos devíamos pensar em fazer...
Cristina disse…
desi
esse é um tema muuuito interessante, havemos de falar sobre ele:))

quanto à formação, não achas que só se resolve quando os próprios pais a tiverem? enquanto não for assim, é dificil convencê-los da vantagem de não terem ao seu lado os filhos, a trabalhar. o que em abono da verdade, nalgumas situações, era melhor que se tivessem dedicado ao negócio dos pais,lol.
beijinho
Caracolinha disse…
Pois é ... como eu concordo com o que vocês têm vindo a dizer por aqui abaixo ... e sob tantas formas se pode exibir o trabalho infantil, mais ou menos pago não deixa de o ser ... já que se condena o trabalho infantil devia-se condená-lo em todas as suas vertentes ... senão estamos como a história do «numa escola a professora, numa lição de pedagogia, dizia que a partir de hoje já não somos mais racistas ... para evitar confusões na sala de aula na hora de escolher os lugares e essa história dos brancos à frente e dos negros atrás, a partir de hoje disse que não havia mais pretos nem brancos, eram todos azuis ... então vá, vamos lá a sentar, os azuis claros à frente e os azuis escuros atrás ...» ... o mesmo se passa em muitas outras histórias em que domina o preconceito ... os cantores, os actores, os modelos, mesmo crianças não são olhados de esguelha, mas não deixam, contudo, de ser trabalhadores e de não viverem na plenitude essa fase tão importante das suas vidas ...

Desculpa se me estiquei ... é no que dão as saudades !!!!

Beijinhos ~:o)
Indivíduo disse…
Sem duvida que o facto de uma criança trabalhar/ajudar o pai no cultivo da terra o prejudica no seu precurso academico, mas aceitemos as coisas com naturalidade, não é um drama, trabalhar na agricultura também não é um drama... um país justo e democrático oferece o livre arbitrio e a livre escolha, ajudar um pai e trabalhar nesses moldes, não faz mal nenhum nem deve ser motivo de vergonha,deve antes ser um acto de orgulho e valorização pessoal...prejudica,certamente! mas não impossiblita...é assim a vida.
Cristina disse…
caracolinha

já falamos por aí neste tipo de trabalho que é considerado de luxo mas não deixa de o ser, com a agravante de que aqui, já nem há aquela inocência de quem põe um filho "a ajudar", aqui, oa pais tiram verdadeiro benefício disso além do económico, um benefício social. e isso de facto às vezes é difícil de ver.

uma vez vi um documentário sobre um concurso americano tipo miss/barbie para crianças de talvez 3 a 8 anos, as miúdas passavam a vida a viajar de terra em terra, vestidas como adultas (iguais à barbie), dormiam com rolos na cabaça, sempre com a família atrás dos prémios....deprimente!

ps:essa dos meninos azuis, há que tempos que não ouvia..

beijinhos:))
Cristina disse…
gentlemen

tb já disse que às vezes era preferível..como em tudo, se a pessoa gosta mesmo, porque não fazer disso profissão? desde que cumpra a escolaridade básica:)
mas é pena ver alguns miudos que poderiam ir tão longe, limitados á partida por um trabalho que não lhes diz nada, ou diz, mas sem a possibilidade de conhecer outros caminhos..

agora quando nem a escolaridade obrigatória tem possibilidade de ter, é reprovável, quanto a mim:)

beijinho:))
Pêndulo disse…
Eu cresci ao lado de um bairro pobre, casas de caridade. Mal acabaram a 4ª classe os meus amigos de infância foram para trolhas, elas para as fábricas têxteis.
Não me venham defender o trabalho infantil. Não queiram prepetuar a miséria económica e cultural.
Cristina disse…
pêndulo

não é defesa, mas é preciso também entender determinados contextos.
ninguém defende o trabalho infantil..o que quero dizer que ás vezes acabar com ele pode ser igualmente violento, que te parece?
Unknown disse…
há culturas demasiado díspares por esse mundo fora, para pensarmos que o trabalho infantil pode ser irradicado em apenas uma ou duas gerações.

ainda para mais tem várias origens! é muito triste... mas pouco se pode fazer...

mesmo os pais estando informados, basta um contratempo para que eles mandem os conhecimentos adquiridos passear...
Anónimo disse…
Riquita

Muito bem. Bom tema. E há aqui opiniões muito interessantes a fugirem ao discurso oficial, normalmente incapaz de se debruçar sobre circunstâncias muito específicas de cada realidade em que estão inseridas.
Cristina disse…
desi

é um equilibrio muito instável...ainda não está interiorizado, por enquanto, é visto como uma obrigação:)
bj
Cristina disse…
JC

muito importante, numa altura em que se fala de educação..até parece que o problema são as propinas..

parece que ninguém se lembra do interior, do fecho das escolas e os miudos que não têm transportes e acabam por ficar em casa...

beijo, boa noite!
Anónimo disse…
Riquita

Olá!

É um assunto muito complexo, em que a generalização das situações me parece um caminho perigoso.

Cada pessoa é um universo de problemas e cada caso é um caso.

Tudo muito complicado...

Aposto que estás na TVI, como manda a tradição:)))
Cristina disse…
JC

pois tou, e a pensar na quantidade de traumatismos que isto vai causar em muitas casas...também estou a apreciar muito a expressão dos presentes...:)
Cristina disse…
também gostei das entrevistas de rua :)))
Anónimo disse…
Riquita

Porque é que achas que isto vai causar traumatismos em muitas casas?:)

As expressões? Anda muita fome encoberta:)))
Anónimo disse…
Riquita

Não vi as entrevistas de rua...
Cristina disse…
JC
pelos representações apresentadas :)
Cristina disse…
JC
perdeste um grande momento...;)

também gostei dos telefonemas...
e até com medo deste:((((
Anónimo disse…
Riquita

Quando fôr grande quero ser Manuel João Vieira!

Isto é que são carótidas apertadas:)
Anónimo disse…
Riquita

Tenho que tratar do MSN, bolas!
Cristina disse…
JC

loool
grande serão! mas olha, falou de uma tradição muito importante e que eu tanto ouvia descrever na aldeia...looool.
acho que está a haver aqui algum obscurecimento do tema do post ;)
Cristina disse…
JC
também acho...
o que já me ri aqui na conversa...
Anónimo disse…
Riquita

Viva a música portuguesa!!! Tás a ouvir???
Anónimo disse…
Riquita

Serões de província, portanto...

Obscurecimento do tema do post? Não:)))))))))))Nem pensar...!!!

O trabalho infantil também passa por aqui, infelizmente:(III
Cristina disse…
JC
como não??
são uns romanticos, os portugueses...fiquei emocionada..
Anónimo disse…
Riquita


"Convém o homem estar encostado a um tipo de parede", diz ela!!!

"Já vimos nos filmes"...diz ela!!!

Extraordinário!!!
Cristina disse…
JC
quem sabe faz, quem não sabe ensina...

mais entrevistas, é que mais gosto:))))))))))))))))))))))
Anónimo disse…
Riquita

Essa é típica e bem achada:)))

Venham mais cinco...entrevistas;)))
Anónimo disse…
Riquita

Já vamos nas artes plásticas!

Homenagem às nádegas portuguesas?

Escultura, Belas Artes, que grande magazine cultural:))))
Anónimo disse…
OHHHHHHHHH...

FIM DE EXCITAÇÃO:(((((((((((((((
Cristina disse…
JC

há-de dar um grande post...

já acabou?? agora que isto tava a correr tão bem..
Anónimo disse…
Riquita

Pois é, caramba, estava mesmo a correr bem:)))

Segunda-feira há mais. É uma...vez por semana:)
Anónimo disse…
Riquita

Embalado por este serão libidinoso da TVI, proponho que a música do blog para a próxima segunda feira seja o "Nobody does it better":)))
Cristina disse…
JC

lool, ainda bem, preservar as coronárias...
não se aguenta ver muitas vezes estas coisas.
bem acho que me vou calar..


e a minha tese? prometida há anos...:(
Anónimo disse…
Riquita

Ai a tese, a tese...

Está toda na cabeça, mas o tempo esta semana foi tão pouco...

Prometi-te em 2003, não foi?:)
Anónimo disse…
Riquita

Mas há sempre a inefável, mas mui digna, possibilidade de levar em mão para o jantar do Blog:)))
Anónimo disse…
Riquita

Tinham-me escapado as...coronárias!!!! Venha de lá uma explicação:)

JC Analfabeto
Cristina disse…
Jc

há mais..há mais.

pois, pois, desculpas.
Cristina disse…
JC
eu não disse que me ía calar? eu cumpro;)

e vou-me candidatar ás proximas eleições..
Anónimo disse…
Riquita

Há mais, há...mas eu desculpo:)
Anónimo disse…
Riquita

Tu vais QUÊ???

Tens que me pedir primeiro para ser teu assessor político, senão não vais a lado nenhum:)))
Cristina disse…
JC

loool:) não sei se confie...não me disseste que a política eram águas passadas?:)
Cristina disse…
JC

importa-se que eu durma alguma coisa? (o respeito...)
Anónimo disse…
Riquita

Nunca digas que desta água passada não voltas a beber:)

Em política tudo é possível.

Caramba, eu não ia deixar-te passear a tua ingenuidade nessa área para o país inteiro ver:))))

Fazemos assim: combinámos vários jantares do Blog antes das eleições e fazemos aí as reuniões:)))

Parece-me acima de qualquer suspeita, não achas???

Já agora, aque eleições estás a pensar candidatar-te?
Anónimo disse…
"JC não se importa que Riquita durma um pouco", fim de citação.
Cristina disse…
JC

agradecida:) so kind :)))bons sonhos.
Anónimo disse…
Candidata

Boa noite. Bjos.
nana disse…
o único trabalho que a criança deve ter é o de educar-se, pois constitui uma "arma" de defesa para o seu futuro!
A miséria dá outros tons à questão!E haver uma criança explorada, envergonha a "civilização" que julgamos ser!!
Que linda música!!!
Só conhecia o Nothing Compares da Sinead!!
esta é uma das minhas favoritas!!
Tens mesmo bom gosto!!!
um chuác e um bom dia!!
Isabel Filipe disse…
gostei bastante do modo como abordaste este tema...

parabéns..

Bj
Cristina disse…
nana
sem dúvida, é um parâmetro importante na avaliação do nivel de desenvolvimento de uma sociedade.e não pode haver descanso enquanto há crianças que praticamente não frequentam a escola, que são usadas como fonte de rendimento da família. aí o estado deve ter uma palavra dizer, mais, uma intervensão a fazer, mas quando falamos de ajudas do estado vamos sempre embater no mesmo tipo de limitações..

beijinho:)

ps-tb gosto desta versão:)
Cristina disse…
isabel
obrigada:)beijinho.
Cristina disse…
deixo aqui um artigo que talvez gostem de ler

Cultura local influencia trabalho no cultivo do fumo
A presença de crianças trabalhando nas plantações de fumo, no sul do Brasil, é um caso bastante particular.

Não se trata de famílias vivendo na pobreza absoluta, e as crianças, em sua maioria, continuam freqüentando a escola.

De acordo com a professora Terezinha Condes, da Escola Cristo Rei, em Candelária (RS), a evasão escolar vem diminuindo na região nos últimos anos, graças a uma ação da Delegacia Regional do Trabalho e dos governos locais, que tem conscientizado as famílias.

Ainda assim, as crianças e os jovens da 8a. Série da escola trabalham praticamente todos os dias, ajudando seus pais nas plantações de tabaco.

Futuro

“Não sei se vou poder cursar o segundo grau”, diz Margareth Kremer Sott, de 14 anos, que gostaria de ser professora no futuro.

“Minha mãe trabalha sozinha, só tem a mim e minha irmã para ajudar na lavoura”, explica.

A supervisora da escola, Maria Matildes Paulus, conta que os agricultores não têm dinheiro para contratar ajuda no momento mais necessário no ciclo do fumo.

“Além disso, muitos funcionários contratados entram na Justiça contra os empregadores – e em geral têm ganho de causa – porque não cumprem um período completo de contrato”, conta ela.

Cultura

A questão cultural também é um fator de forte influência no trabalho infantil nessa região.

“A maioria dessas famílias é de luteranos, religião em que o trabalho é uma forma de louvar a Deus”, explica a geógrafa Vírginia Etge, coordenadora do programa de mestrado e doutorado em desenvolvimento regional da Unisc (Universidade de Santa Cruz do Sul).

“Além disso, eles reproduzem um regime servil, o que tem reflexos diretos nas relações intrafamiliares”, completa.

Visitando a escola Cristo Rei, no município de Candelária, cerca de 90% dos alunos são filhos de produtores de tabaco e boa parte deles é de ascendência européia.

Os pais dessas crianças, por sua vez, trabalharam desde cedo na lavoura, com seus pais.

“Só estudei até a quarta-série. Também plantava fumo com meus pais desde criança”, conta Geni Hemerdinges, mãe de Lairton, aluno da 8a. Série da escola.

O fumo é a cultura que mais gera lucro para o pequeno agricultor, e Lairton não se lembra de quando começou a trabalhar na plantação. “Desde sempre, acho”.

Os produtores de tabaco são contratados por produção. As companhias “encomendam” a eles um determinado número de pés de fumo no início do ciclo. A empresa fornece as sementes e o material necessário e se compromente a comprar a produção no fim da safra.

Levantamento

No fim dos anos 90, o auditor fiscal da Delegacia Regional do Trabalho, Claudio Menezes, e a socióloga Eridan Magalhães, também da Delegacia, fizeram um levantamento em cinco municípios produtores de fumo da região, para avaliar a situação das crianças.

“O levantamento foi feito para que fosse implantado o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) na região”, conta Eridan.

Nem todos os municípios aderiram ao programa do governo, mas como resultado desse trabalho diminuíram sensivelmente o contato das crianças com agrotóxicos e a evasão escolar.

Mas as crianças continuam trabalhando.

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